Home Notícias Uso racional da água: da obrigação à consciência

Uso racional da água: da obrigação à consciência

por redação

deArmando Valle

Vice-presidente de Relações Institucionais, Sustentabilidade, Manufaturas, BU Manaus e Comunicação Institucional da Whirlpool Latin America

Nos últimos meses, o Brasil tem enfrentado a pior crise hídrica de toda a sua história e as discussões em torno do tema são mais frequentes, impactando o dia a dia de todos nós. Se no verão sofremos com a estiagem, o inverno tende a ser ainda menos animador, por se caracterizar como um período extremamente seco, principalmente no Sudeste – região mais afetada pela escassez de água. Como consequência, vemos a diminuição constante dos níveis dos reservatórios, os racionamentos nas mais diversas cidades do país e os sucessivos aumentos nas tarifas de água e energia elétrica. Diante desse cenário, fica o alerta sobre o que nos espera num futuro próximo. Mas esperar não trará a solução dos problemas. É preciso agir: menos como obrigação e mais pela consciência.

Um relatório divulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas) apontou que quase metade da população global poderá sofrer com a falta de água até 2030, uma vez que a demanda pelo recurso hídrico deve superar a oferta em mais de 40%. A informação é alarmante, tanto que a preocupação com a possível escassez de água já tem despertado uma mudança de hábitos na população. Uma recente pesquisa do Instituto Ipsos, encomendada pela marca de eletrodomésticos Consul, revelou que a principal mudança de hábito da maioria dos entrevistados (56,5%) foi passar a tomar banhos mais curtos para poupar água. Já 45,1% dos entrevistados agora fecham a torneira enquanto escovam os dentes.

Mudar hábitos é importante para contribuir com a economia. Mas isso não significa que é preciso abrir mão de tecnologias e da praticidade de aparelhos que facilitam nossa vida e dependem da água para funcionar. Cada vez mais, inovações tecnológicas são desenvolvidas ao nosso favor e, principalmente, em prol do meio ambiente. No caso de eletrodomésticos, há funções nas lavadoras, por exemplo, que permitem reaproveitar a água usada para lavar roupa em outras tarefas domésticas e economizar cerca de 20 mil litros por ano. Outro aliado do consumidor na economia de água é a lava-louças, que possui modernas inovações e, diferente do que grande parte da população acredita, consome bem menos do que lavar louça na mão.

Desvendando esse mito, um estudo feito pelo Laboratório Falcão Bauer revelou que a substituição da lavagem manual pela lava-louças, numa residência de 4 pessoas, pode gerar uma economia anual de até 27 mil litros de água, o que equivale a 55 caixas d?água de 500 litros. A lavagem com lava-louças economiza até seis vezes mais água em comparação com a lavagem manual. Prover essas inovações que proporcionam vantagens e benefícios à população é papel das empresas, que desempenham uma função fundamental nesse cenário em que o meio ambiente pede socorro. Nesse sentido, a Whirlpool tem buscado se reinventar constantemente tanto para ajudar o consumidor nessa batalha sustentável quanto para ela própria exercer seu dever de empresa cidadã, preocupada com as questões socioambientais.

Assim como cada consumidor em sua casa, esse olhar sustentável para dentro das empresas também faz parte da atuação consciente. Engajar colaboradores em prol da economia, desenvolver sistemas de tratamento do recurso hídrico e adotar o uso de cisternas para captação de água da chuva são exemplos de medidas que podem ser aplicadas nas companhias para contribuir de forma efetiva com essa causa. A Whirlpool, por exemplo, já possui iniciativas como essas de gestão da água, que, nos últimos dois anos, permitiu o reaproveitamento de 428 mil m³ de água, volume que deixou de ser retirado de fontes de abastecimento e que equivale ao consumo diário de 2,6 milhões de habitantes.

Nesse cenário de crise hídrica em que nos encontramos, o uso racional da água está na ordem do dia, em todas as esferas. Desculpas para evitar o desperdício não são mais aceitas nem toleradas em uma sociedade onde todos estão mais críticos e cientes de que a água pode, sim, acabar um dia. Cabe a cada um de nós, às empresas, ao governo e às demais instituições unirmos esforços, seja com simples atitudes ou com soluções inovadoras, para que juntos possamos contribuir, efetivamente, com um mundo mais sustentável. Mas que essa união não seja meramente uma obrigação, mas um processo natural de conscientização coletiva em prol de um bem maior.

0 comentário

Posts relacionados

Deixe um Comentário