Home Notícias Tratamentos de água e esgoto promove autossuficiência hídrica em planta industrial

Tratamentos de água e esgoto promove autossuficiência hídrica em planta industrial

por redação

Grupo Prysmian trata 100% da água consumida e supera 90% de eficiência no manejo de esgoto na fábrica de Poços de Caldas, MG. Empresa mira a autossuficiência no abastecimento de água até o final deste ano

Grupo Prysmian tem obtido grandes resultados na gestão da água e do esgoto na planta industrial de Poços de Caldas-MG, uma das sete que a empresa possui instaladas no Brasil.

Há mais de 90 anos no Brasil, o Grupo concentra nesta fábrica com 460 funcionários, fruto da aquisição da General Cable em 2018, a produção de cabos de energia de alumínio para linhas de transmissão de alta tensão, podendo chegar a aplicações de até 800kV.

Esta fábrica geralmente corresponde de 30% a 40% do share total de cabos de alumínio fabricados pelo Grupo Prysmian na América Latina”, conta Abraham Lincoln Schumann, Plant Manager do site de Poços de Caldas-MG.

Apesar dos expressivos números de produção, a fábrica de Poços vem se destacando por outras nobres razões, graças à atuação estratégica da equipe de Health, Safety e Enviroment (HSE) e Manutenção, responsável entre outras atribuições pela gestão de águas e esgoto da planta.

Por meio da idealização, implementação e operacionalização das Estações de Tratamento de Água e de Esgoto, a equipe tornou possível o tratamento de 100% da água consumida na fábrica, bem como atingiu índices superiores a 90% na eficiência do trato de esgoto, patamar muito acima do recomendado pelas autoridades reguladoras.

Além de colocar em prática o chamado circuito fechado, ou seja, o reaproveitamento dos efluentes gerados pela fábrica, o Grupo mira até o final deste ano atingir a autossuficiência em relação ao abastecimento de água potável municipal, também graças à outorga de poços semiartesianos.

Tratamento e racionalização do consumo de água

A administração da fábrica estabeleceu em 2020 o objetivo de não só diminuir o consumo de água, mas também tratar e firmar as bases para no futuro passar a ser autossuficiente em relação ao sistema de abastecimento municipal.

Foi preciso estudar e compreender todo o ciclo que a água percorre na fábrica para estabelecer metas que envolvessem a origem, o consumo e o destino dela, balanceando a necessidade de ser eficiente com o uso consciente desse recurso natural”, destaca Rodrigo Isaias, coordenador de manutenção.

Á água utilizada atualmente pela fábrica provém do abastecimento municipal (potável) complementado pela captação no Ribeirão das Vargens (bruta) e no poço semiartesiano (potável) já outorgado na unidade.

Uma vez consumida nos processos fabris e nas instalações prediais da fábrica, a água é 100% tratada pela empresa e se junta à água resultante do tratamento de efluentes de esgoto, sendo armazenadas em lagos na fábrica e reutilizadas no circuito.

Uma vez finalizada a outorga de um segundo poço semiartesiano e a consolidação do circuito fechado, graças à melhor operacionalização das ETA e ETE, nossa expectativa é que, até o final deste ano, nós seremos autossuficientes em relação ao abastecimento municipal”, explica Cláudio Casarini, gerente de QHSE.

Além de fechar o circuito de captação e utilização da água, para ser autossuficiente a fábrica precisar diminuir e adequar o consumo de água potável nas suas dependências para não precisar de abastecimento extra.

Vistorias e manutenções ao longo de 2020 identificaram situações potenciais ou em ocorrência de vazamentos, acompanhado de um intenso trabalho de conscientização de pessoal. O resultado do controle no desperdício é respaldado pelos números: dos 4.2 mil m³ de água consumidos em 9.1 mil horas em janeiro de 2020 (taxa de 0,46), a fábrica vem utilizando abaixo 2 mil m³ de água desde novembro, registrando um consumo de 1.4 mil m³ em 8.4 mil horas (taxa de 0,17) em fevereiro de 2021.

Tratamento de Esgoto

Aproveitando-se de uma estação de tratamento de esgoto construída na fábrica no final da década de 1980, a equipe entendeu que poderia tirar melhor proveito de uma estrutura que foi dimensionada para tratar até 14 litros por segundo, quantidade equivalente à produzida por uma população de 2.400 pessoas.

Além de estudos envolvendo a própria ETE, o time se debruçou sobre a ideia de envolver neste projeto dois lagos também já existentes na fábrica desde os anos 70, mas que foram originalmente pensados para armazenamento de água.

O planejamento resultou na estruturação e implantação das etapas de tratamento de esgoto em 2019, com etapas bastante semelhantes às que ocorrem nos exemplares municipais. A ETE da fábrica hoje consiste em um sistema preliminar, decantador primário (28m³), aeração (154m³), decantador secundário (27m³), misturador físico e leito de secagem para assegurar o tratamento correto.

A planta partiu em 2020 de uma eficiência na remoção da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de 61,1% em maio para ultrapassar o patamar de 90% a partir de novembro (96,6%), mantendo-se acima dele desde então – o último levantamento, de fevereiro de 2021, registrou 93,1% de eficiência.

A DBO é utilizada como indicador do nível de poluição da água. Se um efluente possui um alto índice de DBO, significa que ele possui uma grande quantidade de matéria orgânica (proveniente do esgoto) que, para ser decomposta, exige dos microrganismos um consumo elevado de oxigênio dissolvido na água, tornando-a imprópria ao consumo e à vida.

Nossa ETE hoje não só atende aos requisitos legais ambientais mínimos estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama, através da portaria 357/460), na casa dos 60% de eficiência, como estabeleceu um patamar digno de excelência”, comemora Rafael Quinteiro, analista ambiental da planta Poços do Grupo Prysmian. “Bons resultados de tratamento de efluentes resultam em um menor custo no tratamento de água por meio da sistematização do circuito fechado”, completa.

 

Compartilhar
0 comentário

Posts relacionados

Deixe um Comentário