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Solução tecnológica ajuda na reciclagem de eletrônicos

por redação
A Tomra Sorting Recycling desenvolveu uma tecnologia baseada em sensores óticos que promete ajudar o mercado da reciclagem a evoluir cada vez mais e a otimizar os seus recursos, assim como acelerar os processos de automação nas plantas, fazendo com que haja o menor número de desperdício

A Tomra Sorting Recycling desenvolveu uma tecnologia baseada em sensores óticos que promete ajudar o mercado da reciclagem a evoluir cada vez mais e a otimizar os seus recursos, assim como acelerar os processos de automação nas plantas, fazendo com que haja o menor número de desperdício

Ao contrário do que se sucedia há poucos anos atrás, a reciclagem Eletroeletrônica é nos dias hoje bastante importante para as empresas do setor. O termo é ainda pouco conhecido, no entanto falamos dos resíduos eletrônicos ou lixo eletrônico, que são os termos mais comuns utilizados para denominar todo e qualquer material eletroeletrônico descartado ou obsoleto. Assim, o termo engloba diversos produtos, tais como computadores, aparelhos de televisão, rádios, geladeiras, celulares, entre diversos outros dispositivos com os quais existe contato diário.

Os lixos eletrônicos, também conhecidos como pela sigla REEE (Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos), quando descartados de modo incorreto podem provocar sérios riscos ao meio ambiente. Este fator dá-se devido ao uso de metais pesados e altamente tóxicos existentes na composição destes equipamentos. Entre eles, os mais comuns encontrados são o mercúrio, berílio e chumbo. Somam-se a estes metais outros componentes químicos. Quando o descarte incorreto ocorre, os materiais são enterrados junto dos equipamentos, sendo então absorvidos pelos solos que estiver em contato, contaminando-os. E este é apenas um dos exemplos possíveis.

A reciclagem e o mercado brasileiro

A complexidade do problema é tão grande que, devido o alto consumo destes eletrônicos, além da inovação tecnológica constante, é muito comum um aparelho ser trocado em pouco tempo agravando, desta forma, o problema. Assim, diversos países criaram legislações próprias para o correto descarte e a minimização de danos para a saúde e ao meio ambiente. No dia 5 de Agosto de 2010 foi aprovada, no Brasil, a Lei Federal nº12.305, sendo esta referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos no Brasil, que obriga o destino adequado a esses resíduos. Como exemplo, no estado de São Paulo, devido elevada quantidade de lixo eletrônico foi estabelecida a Lei Estadual 13.576 que instituiu as normas para a reciclagem, gerenciamento e destino final dos lixos tecnológicos.

Focando os números oficiais divulgados, tais resíduos já representam 5% de todo o lixo produzido pela humanidade. De acordo com as previsões, o Brasil gerou aproximadamente 1,100 mil toneladas de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) pequenos em 2014, e o número aumentou para 1,247 mil toneladas em 2015. Os dados são do estudo Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos – Análise de Viabilidade Técnica e Econômica encomendado pela Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (SDP/MDIC) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

O levantamento ainda mostra que os 150 maiores municípios brasileiros – a maioria nas regiões Sudeste e Sul – são responsáveis por aproximadamente dois terços de todo o lixo eletroeletrônico que se estima seja descartado no país.

Quando falamos em reciclagem de REEE, o Brasil registra ainda um atraso comparativamente com outros países, apesar de sua Lei Federal estar em vigor desde 2010. Com a entrada constante de novos equipamentos no mercado e a indústria eletroeletrônica cada vez com maior presença, é muito importante a conscientização da comunidade na hora de reciclar e uma maior produtividade da indústria da reciclagem, que se procura adaptar aos novos tempos. E é aí que entra a TOMRA Sorting Recycling.

Tecnologia de sensores para aumentar produtividade e os cinco fatores-chave

Com o uso de uma tecnologia avançada, que é possível após vários anos de pesquisa e de trabalho com equipes especializadas, a TOMRA Sorting Recycling desenvolveu o X-TRACT, que usa a transmissão Raio-X. Falamos de uma tecnologia de ponta, que permite otimizar resultados e acelerar os processos de automação nas plantas. Esta moderna tecnologia permite identificar materiais invisíveis no material de triagem, independentemente da cor e do grau de sujidade.

Outro campo de aplicação do X-TRACT é o processamento e reutilização de tubos antigos de televisores e monitores. Através de um processamento interno, é possível a separação do vidro com conteúdo de chumbo do restante material com uma pureza de mais de 99,5%. Para além disso, o sistema permite, ainda, separar metais pesados a partir de frações de metais não ferrosos, sobretudo de alumínio.

No entanto, a utilização deste sistema da TOMRA Sorting Recycling não fica por aqui. Como cada processo de separação é diferente, as técnicas utilizadas também o são. Por isso, é possível conjugar sensores de metais com câmaras para detecção de cores, raios infravermelhos e transmissão Raio-X para obter diferentes produtos com o máximo de pureza e os melhores resultados possíveis. Tendo em conta que os sistemas modernos de separação são projetados para recolher o maior número de recursos possíveis de alta qualidade, sendo que ao mesmo tempo têm que manter os custos de todo processo os mais baixos possível.

Para chegar aos tais resultados falados é preciso ter em conta cinco fatores-chave. Em primeiro lugar é necessário que a composição do material que entra na linha da planta, assim como seus pesos e as impurezas, sejam analisadas ao pormenor e na saída da linha os produtos desejados têm que estar precisamente especificados. Todos estes fatores são essenciais para a fase de planeamento do projeto de automatização da triagem, o qual preverá etapas como classificação do material de acordo com o tamanho do grão, extração de metais ferrosos seguido da extração dos metais não ferrosos, e então a implementação do X-TRACT.

É prioritário que os componentes que não podem ser reciclados, bem como as impurezas, devem ficar de fora do processo o mais rápido possível. Já perto do fim do processo, é importante ressaltar que os sistemas baseados em sensores como os da TOMRA Sorting Recycling geram frações de materiais de alta-pureza, superando em muitos os habituais standards do mercado tradicional. A possibilidade de poder juntar diferentes máquinas da empresa é o quinto fator-chave, o que vai permitir atingir patamares de sucesso bastantes elevados com o alcance de puridade de materiais acima dos 95% como já falado anteriormente.

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