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Produtores do Maranhão participam de projeto para Pagamentos por Serviços Ambientais

por redação

Sumitomo Chemical lança projeto para Pagamentos por Serviços Ambientais. Com essa iniciativa, PSA Soja Brasil vai selecionar produtores do sul do Maranhão

A Sumitomo Chemical, companhia com mais de 100 anos de história, inicia em 2021, em parceria com a Aliança pela Floresta Tropical (TFA, na sua sigla em inglês), o PSA (Programa de Serviços Ambientais) Soja Brasil. O objetivo do projeto piloto é testar uma metodologia de precificação para o Pagamento por Serviços Ambientais em áreas de cultivo da oleaginosa. A Aliança pela Floresta Tropical é uma plataforma do Fórum Econômico Mundial voltada para iniciativas de preservação do meio ambiente.

Além de promover a conservação e o uso sustentável de recursos naturais, a manutenção dos serviços ambientais também diferencia a propriedade dos agricultores, agrega valor ao seu produto e aumenta a produtividade da área. “Conservar água, biodiversidade e clima pode ser um ato recompensado àqueles que se empenham pela sua manutenção, e muitos produtores rurais já fazem isso. Queremos mostrar que o agronegócio brasileiro, além de competitivo, é também sustentável”, explica Marcelo Habe, diretor de Marketing da Sumitomo no Brasil. “Apesar de muitos sojicultores já promoverem essas ações, até o momento elas não são remuneradas”, finaliza.

“O PSA Soja Brasil foi idealizado para apoiar o setor da sojicultura a melhorar sua performance ambiental, reduzindo sua pegada de carbono e a pressão pelo desmatamento, através da valoração das áreas de floresta em pé a partir da venda de serviços ambientais”, comenta Fabíola Zerbini, diretora da TFA para a América Latina. “No Maranhão, temos a oportunidade de desenvolver essa solução mais integrada para o produtor e para o comprador, acoplada aos sistemas estaduais de comando, monitoramento e controle. O foco do projeto é em como ele vai nos ajudar a formular recomendações de políticas públicas nas esferas jurisdicional e nacional. E sua meta principal é subsidiar a construção de uma PPP (Parceria Público-Privada) bastante sólida, efetiva para o todo o país”.

Para dar início ao projeto piloto, foram selecionados produtores do sul do Maranhão. Nas propriedades, serão avaliados o índice de biodiversidade, o estoque de carbono do solo e a qualidade da água. “O estado possui dois biomas: o Cerrado e a Amazônia. Como as fronteiras agrícolas do Maranhão ainda estão em expansão, temos a oportunidade de contribuir para o planejamento dessa expansão de forma legal”, explica Marco Fujihara, diretor de Novos Negócios da TechSocial, consultoria em Gestão Empresarial que também faz parte do projeto.

Os agricultores selecionados receberam a visita de técnicos do programa para o levantamento dos dados das propriedades durante o mês de janeiro. Neste mês também foi sancionada a Lei 14.119/21, que regulamenta o pagamento por serviços ambientais, uma forma de incentivo à conservação de áreas naturais e desenvolvimento sustentável.

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