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Produção de lixo hospitalar aumenta no Brasil, e risco de contágio alerta as transportadoras

por redação

Essencial no cenário atual, a destinação de resíduos hospitalares exige conhecimentos e técnicas cuja precisão e detalhamento são exclusivos do setor de transportes

Com a pandemia da covid-19, a quantidade de materiais hospitalares produzidos e consumidos aumentou. De acordo com dados fornecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em média, todo ano, hospitais, clínicas e laboratórios produzem cerca de 253 mil toneladas de resíduos hospitalares, e os números mais recentes da Organização mostraram que a quantidade de lixo desse material cresceu 14,6% durante a pandemia.

 O setor de transportes é protagonista no gerenciamento e na logística reversa de resíduos sólidos por meio do recolhimento, do armazenamento e da distribuição desses materiais desde os locais onde eles são descartados até os pontos de coleta ou de reciclagem. Produtos hospitalares necessitam de cuidados específicos e adicionais pois, dependendo do tipo de objeto e de sua constituição, apresentam riscos para a saúde dos seres humanos, dos animais e do meio ambiente.

 

Várias etapas envolvidas

 

As transportadoras especializadas nesse segmento classificam as mercadorias com esse efeito de produtos perigosos. No mercado, existem profissionais especializados neles, como é o caso da diretora administrativa da Zorzin Logística, Gislaine Zorzin. A empresária, que atua nesse nicho há mais de 30 anos, diz ser imprescindível contar com o trabalho de uma transportadora para manusear o lixo hospitalar, porque são exigidos detalhes que somente o setor é capaz de atender com o cuidado adequado.

 “Com o aumento da quantidade de lixo produzido recentemente pelos hospitais, por influência da pandemia e de outros problemas de saúde pública no Brasil, existe muito lixo hospitalar, que é separado por muitas classes distintas umas das outras. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) , por exemplo, define cinco categorias de materiais hospitalares (de A até E) para as empresas se basearem ao operá-los. São vários detalhes envolvidos em cada uma das etapas, e fica praticamente impossível uma instituição lidar com tudo isso sem contar com o apoio de um operador logístico (OL) ou de uma transportadora”, explica Gislaine.

 Sem isso, além do contágio e do risco de exposição dos produtos com potencial tóxico à natureza, existe a possibilidade de os profissionais da saúde sofrerem arranhões, queimaduras e ferimentos graves. Materiais hospitalares incluem agulhas, seringas, instrumentos para cirurgia e luvas, além dos remédios e das ampolas, cuja constituição química, em certas condições de temperatura e de exposição, podem provocar explosão ou intoxicação.

 

Atividade tem robusto arcabouço legislativo

 

A diretora administrativa da Zorzin Logística destaca que o gerenciamento desses resíduos segue a ordem de trabalho indicada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e da Anvisa. “O trabalho com produtos perigosos é uma das categorias com o maior número de exigências em termos de documentação. Além do Sistema de Avaliação de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SASSMAQ), temos mais de 400 leis, regulamentos, portarias e decretos aos quais precisamos nos adequar”, explica Gislaine

 Ela complementa dizendo que “o transporte de resíduos talvez seja mais difícil do que o transporte do próprio produto químico. A Anvisa e o CETESB possuem um protocolo rigoroso e minucioso para autorizar o transporte de resíduos. As transportadoras arcam com a maior parte dessas autorizações e com a responsabilidade de prestar contas a essas instituições sobre a destinação do material. Precisamos emitir nota fiscal e a ficha de emergência para produtos químicos e preencher o Manifesto de Transporte de Resíduos em cada um dos objetos empacotados”.

 Mesmo com as especificidades, materiais hospitalares possuem procedimentos comuns a outros produtos perigosos, como instalação dos rótulos de risco e das placas de sinalização. A carga segue um planejamento de rota e um acompanhamento 24h no setor de gerenciamento de risco (GR) da transportadora, em que a equipe responsável cuida de fornecer a atenção completa à mercadoria.

 “A infraestrutura para as áreas de GR estão cada vez mais sofisticadas e com melhor qualidade. Neste semestre, por exemplo, fizemos questão de iniciar o processo de instalação de uma torre de controle logístico para expandir a nossa capacidade de fiscalização. Dessa forma, encontramos e escolhemos as melhores para concluir esse trabalho com eficiência, agilidade e transparência”, finaliza Gislaine.

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