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Procura por Geração Distribuída de Energia aumentou consideravelmente em 2021

por redação

Modelo, que já conta com quase 800 mil unidades no país, reduz a conta de luz e traz benefícios para o sistema elétrico e ao meio ambiente

O alto custo da energia elétrica vêm estimulando a expansão da geração distribuída no país. De junho a setembro de 2021, a potência instalada em geração distribuída passou de 6 para 7,3 gigawatts, a maior parte deles – 99,5% do total – proveniente de painéis fotovoltaicos.

O número de painéis, considerando o total de instalações em residências, estabelecimentos comerciais e industriais, cresceu 50% na participação da geração distribuída em 2021. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o ano deve terminar com um crescimento de 90% na geração distribuída solar fotovoltaica, em relação ao total instalado no ano de 2020.

Hoje, já são quase 800 mil unidades de geração distribuída no país, segundo o Instituto Nacional de Energia Limpa. “A predominância ainda é de residências, mas empresas e indústrias também fazem parte do grupo de consumidores que adotaram esse modelo como alternativa para reduzir custos e a tendência é que esse crescimento continue”, avalia Braz Justi, CEO da Esfera Energia, empresa de tecnologia que atua com comercialização, gestão de energia elétrica e geração distribuída.

Benefício econômico e ambiental

A geração distribuída nada mais é do que o consumidor, de forma independente, produzir energia para seu consumo próprio. O modelo funciona por meio de pequenas unidades geradoras instaladas nos pontos de consumo ou próximas a eles, usando fontes renováveis de energia. É o caso, por exemplo, de uma residência que tem painéis solares fotovoltaicos no telhado ou de um criador de porcos que instala uma mini usina de biogás próximo de sua propriedade.

O volume de energia produzido é abatido do consumo total da respectiva unidade. O gerador também pode fornecer excedentes para o Sistema Interligado Nacional (SIN), em troca de créditos que podem ser usados em até 60 meses. Pessoas físicas e jurídicas podem aderir à geração distribuída, bastando seguir o regramento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da concessionária local.

Além de reduzir a conta de luz, o modelo diminui custos com transmissão e distribuição, reduz perdas elétricas, contribui para diminuir o aquecimento global e estimula uma maior participação das fontes alternativas e renováveis na matriz energética. “São fatores importantes para um consumo e produção de energia mais sustentáveis e ambientalmente corretos. É um modelo que aumenta a capacidade do sistema elétrico, diminuindo os impactos da geração”, destaca Braz.

Modalidades adequadas a diferentes perfis

O regulamento da Aneel prevê diferentes modalidades de geração distribuída. “Todo mundo pode se tornar gerador: residências, empresas, comércios, indústrias. Basta avaliar qual modalidade melhor se encaixa com o perfil de consumo e que pode trazer o melhor retorno financeiro”, explica Braz.

A modalidade mais convencional é aquela em que a geração ocorre no mesmo endereço de consumo e no mesmo ponto de conexão com a distribuidora. Mas há também a modalidade de geração compartilhada, quando duas ou mais empresas ou pessoas se reúnem por meio de consórcio ou cooperativa, e usam a energia gerada de forma compartilhada. “É nessa modalidade que a Esfera Energia pretende atuar, isentando seus clientes de qualquer investimento, e permitindo o acesso à energia limpa e também mais barata”, ressalta Braz.

A Aneel prevê ainda que um consumidor gere energia para uma unidade consumidora e use o excedente para compensar o consumo de outra unidade de sua titularidade, um formato que atende, por exemplo, uma empresa com filiais ou uma família que tem mais de uma residência. Por último, é possível a formação de empreendimentos com várias unidades consumidoras, funcionando como condomínios, em que cada condômino tem direito a uma parcela da energia gerada.

Recentemente, a Esfera Energia adquiriu a Norten Energia, empresa mineira que desde 2015 apoia investidores e usinas na estruturação de operações em geração distribuída. Juntas, irão lançar em 2022 um projeto de geração distribuída que garante redução de até 16% no custo com energia elétrica, sem nenhum tipo de fidelidade ou investimento inicial.

“A parceria com a Norten é uma demonstração clara de nossas expectativas positivas para o mercado da geração distribuída. Buscaremos dar autonomia às pessoas, além de contribuir com a consciência socioambiental e a sustentabilidade. Nosso objetivo é alcançar, até 2024, mais de 200 mil unidades consumidoras”, conta Braz.

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