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Pesquisa da Abraps/Deloitte mapeou a atuação do profissional de sustentabilidade no Brasil

por redação

Abrapes-DeloitteA Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade – Abraps, em parceria com a consultoria Deloitte, realizou uma pesquisa sobre o perfil do profissional de sustentabilidade, qual seu foco de atuação, projetos e aspirações.

O estudo contou com a participação de 370 respondentes e foi realizado por meio da aplicação de questionários eletrônicos no período de 8 a 24 de abril deste ano. Entre os entrevistados, 42% pertencem ao sexo masculino, e 58%, ao feminino, com idades que variam de 27 a 35 anos, com atuação nas áreas de administração (14%); engenharia (19%); propaganda e marketing (10%); gestão ambiental (20%); e outras (38%).

Além disso, 90% dos entrevistados trabalham em empresas com sede no Brasil, e 36% das instituições possuem um faturamento anual acima de R$ 500 milhões.

De acordo com o estudo, os setores de bens de consumo (19%), serviços (17%) e a indústria financeira (11%) são os de maior representatividade dentro dos setores de empresas.

A pesquisa também levantou qual a média salarial dos respondentes. O salário de 50% deles varia de R$ 3 mil até R$ 9 mil, e 70% da amostra decidiu atuar na área com o intuito de garantir a sua realização pessoal. Os entrevistados atuam na área de sustentabilidade, e se reportam aos setores de comunicação; recursos humanos; industrial; jurídica; controles internos; suprimentos; financeira; marketing; e relações institucionais. E 27% deles afirmam se reportar ao diretor, superintendente ou gerente geral da empresa.

Entre as principais atribuições da área de atuação desses profissionais, encontram-se:

51% – Desenvolver uma visão estratégica para a empresa, garantindo que a competência da sustentabilidade permeie toda a organização;

48% – Ser facilitador em todas as áreas da empresa de forma a viabilizar os projetos de sustentabilidade;

43% – Promover programas de treinamento e desenvolvimento de colaboradores com relação à sustentabilidade;

40% – Minimizar os impactos internos e da cadeia produtiva, desde o fornecedor, matéria-prima, produção, entrega, logística reversa e descarte de resíduos;

38% – Criar e monitorar indicadores-chave de desempenho em sustentabilidade, como, por exemplo, inventário de gases de efeito estufa e GRI, dentre outros;

Segundo 66% do universo pesquisado, há indicadores e/ou metas relacionados à sustentabilidade no planejamento estratégico das empresas.

A pesquisa também levantou em quais estágios as companhias se encontram na opinião dos respondentes – básico (pouco estruturado e pouco integrado às demais áreas da empresa), maduro (estruturado por meio de ações realizadas de forma sistêmica, alinhadas com as estratégias corporativas), ou líder (com alto grau de maturidade e efetividade, considerado um referencial de excelência). 60% dos entrevistados afirmam que estão no estágio básico e possuem de duas a três pessoas exclusivamente dedicadas à área de sustentabilidade. Já 55% dos respondentes disseram ter de três a seis pessoas dedicadas ao setor e acreditam que estão no estágio maduro, e 48% declaram ter acima de oito pessoas dedicadas ao segmento e alegam que estão no estágio líder.

Além disso, o estudo mostra os investimentos feitos no segmento em 2015 em relação a 2014 segundo o perfil da amostra pesquisada, 29% dos entrevistados dizem acreditar que aumentará; 9% afirmam que diminuirá; 43% manterão o mesmo; e 19% contam que não há previsão de investimento. 30% ainda disseram que a principal dificuldade encontrada na execução de projetos e atividades decorre do investimento baixo ou ausente na área. “Mesmo em um cenário econômico complexo como o atual, as empresas não indicaram uma tendência em diminuir os investimentos em sustentabilidade. Essa pode ser uma aposta das empresas no apoio da área de sustentabilidade para a gestão mais eficiente de recursos, e na geração de valor com as práticas socioambientais promovidas pela frente”, destaca Camila Araujo, sócia da área de Consultoria em Gestão de Riscos e líder da área de serviços em Sustentabilidade da Deloitte.

E entre os assuntos de sustentabilidade prioritários na opinião dos entrevistados, estão aspectos de forte impacto nos custos operacionais das organizações, como água e energia.

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