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O desafio mundial de proteger a Água

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A ONU (Organização das Nações Unidas) declarou em 1993, o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água, a partir das recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.
A água é fonte de vida e essencial para a sobrevivência das espécies, inclusive do homem. O nosso organismo possui mais de 70% de água, suprindo as necessidades básicas e de saúde de qualquer indivíduo. O Brasil é privilegiado quanto aos recursos hídricos, visto que é megadiverso — assim, 25% da biodiversidade do planeta está no nosso país, incluindo a água doce.
Quando falamos em escassez de água, pode até soar estranho se observarmos o cenário nacional da grande quantidade de chuvas. Como exemplo, temos as ocorrências no Sudeste e os desastres causados pelo mau ordenamento urbano e territorial dos municípios, julgando a chuva como o maior fator de risco na urbanização.
É um desafio para os gestores públicos criar mecanismos de proteção dos mananciais de água e, em especial, a proteção dos rios, como fonte de abastecimento no meio urbano e nos grandes centros. As políticas públicas de saneamento devem ir mais além do que debates, movimentos etc. Deve-se enfrentar e coibir as formas irregulares de moradias, em especial, da destinação de resíduos domésticos lançados em algum rio ou mar.
Por isso, fazer referência ao dia 22 como Dia Mundial da Água é algo de tamanha importância. Necessitamos de água de boa qualidade e em grande quantidade. Em alguns países há disputa pela água, o que ainda não ocorre aqui no Brasil. Devemos seguir os bons exemplos e “plantar água”, ou seja, proteger as nascentes, plantar árvores no entorno, nas margens dos rios e, cada vez mais, deixar claro para a sociedade a importância da água para as atuais e futuras gerações.
Nesta importante data e nas demais, vamos evitar o desperdício e fazer uma reflexão profunda sobre o tema junto aos nossos filhos, família, alunos, escolas e comunidade em geral.

Por Rodrigo Berté
Diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter; e

André M. Pelanda, professor dos cursos da área ambiental da instituição.

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