Home SeçõesEficiência Energética Mudanças climáticas e pandemia devem ocasionar aumento no valor da tarifa de energia elétrica

Mudanças climáticas e pandemia devem ocasionar aumento no valor da tarifa de energia elétrica

por redação

Países do hemisfério Sul tropical e subtropical, entre eles o Brasil, poderão enfrentar no futuro estações mais secas, segundo análises feitas com base em modelos climáticos. Em comparação à atual, a redução anual no volume de chuvas pode ser de até 30%. Essa diminuição impacta diretamente em um comprometimento do sistema de abastecimento e gerenciamento dos recursos hídricos, fazendo com que a energia elétrica custe ainda mais para o consumidor.

Outros fatores que, a curto prazo, podem tornar o valor das contas ainda maior são o empréstimo realizado pelo governo federal às distribuidoras de energia, para que elas não quebrassem em meio à pandemia, empréstimo esse, que deve voltar para o bolso do consumidor, e a estiagem no País, que já motivou o sinal de alerta para a ativação de usinas termelétricas visando a preservação dos reservatórios.

“A pandemia gerou impactos econômicos em todo o mundo. Para não agravar a situação econômica, investir em projetos de Eficiência Energética tem sido a principal alternativa para os brasileiros reduzirem o consumo exagerado, produzirem mais com menos e contribuírem com o meio ambiente”, afirma Frederico Araújo, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO).

Ações simples e de baixo custo podem fazer a diferença quando se trata de gestão de energia. “Analisar se todos os equipamentos elétricos precisam estar realmente ligados; priorizar iluminação e ventilação natural; verificar se as borrachas da geladeira ou freezer estão vedando corretamente; evitar o ar condicionado e, quando acioná-lo, deixar os filtros limpos e a temperatura a partir dos 24°. Estas são medidas que podem reduzir a conta ao final do mês”, aponta Frederico.

Muitas empresas, sejam elas do setor industrial ou comercial, têm optado, ao longo dos últimos anos, por reduzir custos com diminuição do quadro de funcionários, matéria-prima, entre outros fatores inseridos na cadeia produtiva. As companhias, no entanto, podem manter a mesma quantidade de colaboradores e ainda ampliar o volume de negócios por meio de ações de Eficiência Energética. Outra grande aposta para empresas médias e grandes consumidoras é a compra de energia por meio do mercado livre.

Mais de 80% de todo consumo industrial do Brasil já está no mercado livre. Ele representa atualmente 32% de todo o consumo de energia elétrica do País. Por ser um ambiente no qual a concorrência e a escolha dos fornecedores são livres, negociar de forma segura todas as condições comerciais e as reduções no custo com a energia elétrica pode levar a uma economia de até 30%.

As vantagens de uma boa gestão do uso da energia – desde os equipamentos e processos ligados ao seu consumo até as ações relacionadas à compra de energia, geram benefícios: ser uma opção mais sustentável, já que a redução do desperdício e a possibilidade de o consumidor adquirir energia de fontes renováveis contribuem para combater a emissão de gases poluentes no meio ambiente, e ter uma maior previsibilidade orçamentária, uma vez que esses modelos de negócio preveem o custeio do investimento em prestações fixas obtidas a partir da redução dos custos, além de permitirem um retorno relativamente rápido.

“O Brasil é um campo fértil para atuação em Eficiência Energética. Precisamos de fato incentivar o mercado de EE e ter um plano direcionado e estratégico para essa frente em nosso País, que só tem a ganhar com essa alternativa. Mais do que investir na geração, transmissão e distribuição, é fundamental combater o desperdício e utilizar a energia elétrica de maneira eficaz”, concluí o presidente da ABESCO.

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