Home SeçõesEficiência Energética Mudança de bandeira tarifária não deve diminuir preocupação com o uso racional de energia

Mudança de bandeira tarifária não deve diminuir preocupação com o uso racional de energia

por redação

Segundo alerta da Abesco, mesmo amarela, a bandeira está atrelada ao consumo; é preciso agir de forma consciente

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou uma previsão hidrológica que sinaliza a elevação das vazões afluentes aos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN), cenário este que levou ao crescimento no patamar da produção hidrelétrica, com a consequente redução nos custos relacionados ao risco hidrológico e no preço da energia em relação ao período de dezembro. Dessa forma, a bandeira tarifária para este mês de janeiro é a amarela, que possui custo de R$ 1,343 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias – que sinaliza o custo real da energia gerada e indica se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração – estava suspenso desde maio de 2020 para aliviar as contas da população em uma das medidas de enfrentamento aos efeitos econômicos da crise ocasionada pela pandemia de Covid-19. A cobrança da taxa extra voltou a ser feita no último mês de dezembro, já na faixa mais elevada: bandeira vermelha, patamar dois (R$ 6,243 a cada 100 kWh).

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), Frederico Araújo, avalia que “independentemente da bandeira tarifária estar acionada ou não, é essencial manter o consumo consciente durante todo o ano para que os efeitos sejam substanciais. Atentar para o uso racional apenas quando a tarifa é maior não é sustentável. Quando mudamos atitudes cotidianas, o consumo de energia reduz consideravelmente e, além de gastar menos, ainda ajudamos na preservação ambiental e aumentamos o tempo de vida dos recursos não-renováveis”.

“O consumidor precisa rever hábitos individuais e coletivos, estabelecer um padrão que privilegie a eficiência energética, seja em casa ou no trabalho. Analisar se todos os equipamentos elétricos precisam estar realmente ligados; priorizar iluminação e ventilação natural; verificar se as borrachas da geladeira ou freezer estão vedando corretamente; evitar o uso do ar condicionado e, quando acioná-lo, deixar os filtros limpos e a temperatura a partir dos 24°, esses são alguns exemplos simples de como tornar o consumo mais racional”, aponta Araújo.

Geração de energia

A energia elétrica no Brasil é gerada, predominantemente, por usinas hidrelétricas, que dependem das chuvas e do nível de água nos reservatórios para funcionarem. Quando há pouca água armazenada, usinas termelétricas podem ser acionadas com o objetivo de poupar os reservatórios. Com isso, o custo de geração aumenta, pois essas usinas são movidas a combustíveis como gás natural, carvão, óleo combustível e diesel. Por outro lado, quando há bastante água armazenada, as térmicas não precisam ser ligadas e o custo de geração é menor.

Veja mais dicas da ABESCO:

– Utilize iluminação e ventilação natural, deixe janelas e cortinas abertas durante o dia e, se possível, opte por paredes claras;
– Dê preferência às lâmpadas de LED, pois são mais eficientes e ainda duram mais do que as convencionais;
– Use o ar-condicionado de maneira racional e mantenha os filtros limpos. Ao acioná-lo, deixe portas e janelas fechadas;
– Cuidado com o uso desenfreado do chuveiro. Tome banhos curtos e selecione a temperatura morna no verão;
– Deixe a porta da geladeira aberta só o tempo que for necessário e não coloque alimentos quentes no aparelho;
– Nunca deixe o ferro ligado enquanto faz outras coisas e junte roupas para passar de uma só vez;
– Tire os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências, e evite deixá-los no modo stand-by;
– Ao comprar, verifique a potência do produto, indicada em watts na embalagem (quanto maior a potência, maior o consumo), bem como a classificação do selo Procel, dando preferência aos equipamentos classificados com nota A (mais eficientes).

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