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Leilão de certificados de reciclagem: venda em massa amplia oportunidades para cooperativas e empresas

por redação

A próxima venda acontece em 30/8. Desde 2018, nos 17 eventos deste modelo, já foram compensadas mais de 215 mil toneladas de resíduos e mais de R$10 milhões foram repassados a 11 operadores e 115 cooperativas (Ilustração: Veridiana Scarpelli/Capital Reset)

A eureciclo desenvolveu uma plataforma de Concorrências de Certificados de Reciclagem (ou leilões reversos), como mais uma frente para incentivar a evolução das taxas de reciclagem do País. Os eventos promovem a comercialização em massa de notas fiscais que comprovem a reciclagem dos resíduos, incentivando essa cadeia como um todo. A próxima edição ocorre no dia 30 (segunda-feira), de forma totalmente digital, e as inscrições podem ser feitas aqui por companhias que precisam garantir a reciclagem de suas embalagens vendidas no estado de São Paulo.

“O objetivo é conectar atores da reciclagem com indústrias de bens de consumo, impulsionando a valorização da cadeia. A demanda concentrada das indústrias por comprovações de reciclagem garante uma remuneração expressiva para os operadores e cooperativas de triagem.”, explica Marcos Matos, diretor de Marketing e Vendas na eureciclo.

Resultados anteriores

No total, já foram compensadas mais de 215 mil toneladas de resíduos em 16 concorrências e mais de R$10 milhões, além do valor da venda dos materiais para as recicladoras, foram repassados a 11 operadores e 115 cooperativas pela comercialização de créditos de reciclagem e serviço ambiental prestado. A primeira (2018) contou com a participação de 10 cooperativas e operadores privados de reciclagem e esse número triplicou em 2020, com 30 participações, o que comprova a importância do evento para esses atores. O interesse corporativo nas negociações também é grande: a participação das empresas saltou de 87 (2018) para 215 (2021).

Coordenados pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), os leilões acontecem a cada dois meses. “O processo é inclusivo, pois permite a participação de empresas do estado de São Paulo de qualquer porte independentemente da quantidade de embalagens gerada”, conta o diretor da eureciclo. O único requisito obrigatório é que elas estejam associadas a uma entidade signatária do Termo de Compromisso assinado com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

“Nós, como humanidade, estamos passando por um momento que pede por mais cuidado com o meio ambiente. A evolução da legislação, os compromissos corporativos e a demanda consciente dos consumidores são grandes incentivadores da transformação e levam, também, à criação de novos formatos. E como somos uma empresa de tecnologia focada em inovação, seguimos atentos”, completa Matos.

O que é a compensação ambiental?

A compensação ambiental é um mecanismo financeiro com o objetivo de contrabalançar os impactos ambientais e é uma das ferramentas mais importantes nesse sentido. Ela vem como uma alternativa possível e benéfica para todos os lados, considerando os desafios que já existem no setor. Nesse modelo, quem produz as embalagens deve informar a quantidade e os materiais que foram colocados no mercado (vidro, plástico, papel, alumínio etc.) e remunerar as cooperativas e operadores pela triagem e, posteriormente, a reciclagem de uma massa equivalente do mesmo tipo de resíduo na mesma região em que foi vendido.

Esse dinheiro, que entra com a venda dos Certificados de Reciclagem, é um complemento para as cooperativas e operadores que prestam o serviço ambiental. “Isso permite que os agentes do setor aumentem sua capacidade de processamento e até mesmo a viabilidade da reciclagem de materiais economicamente inviáveis, pois torna o custo mais vantajoso”, diz Matos. Em 2020, o trabalho da eureciclo fez com que a receita dos operadores aumentasse em 11%.
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