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Iguá Saneamento inova para reduzir geração de resíduos

por redação

Empresa aposta em projetos para reaproveitar matéria-prima e minimizar impacto ambiental

A conservação ambiental depende de uma série de iniciativas que sociedade civil, governos e empresas precisam se atentar e se engajar para minimizar os efeitos decorrentes de suas atividades. Na Iguá Saneamento, a discussão sobre como reduzir a geração de lixo e seu impacto na natureza se desdobra em diversos projetos de inovação para desenvolver soluções sustentáveis para os resíduos das operações da companhia.

A iniciativa mais recente resultou em uma parceria com a startup paranaense Central de Materiais, especializada em leilões virtuais de materiais. A empresa foi a vencedora do “Desafio de Inservíveis”, que provocou 34 startups a pensarem em alternativas sustentáveis para evitar o descarte de materiais que não teriam mais utilidade para a Iguá. A Central de Materiais vai leiloar 47,2 mil itens para empresas que tenham interesse em aproveitar os insumos, como tubos e conexões de plástico e metal, por exemplo.

“Esses materiais são uma herança de muitos anos, alguns com mais 10, em sua grande maioria da antiga concessão, antes da Iguá assumir o negócio. Desde então, também precisamos atualizar nossos equipamentos e algumas instalações, gerando esse contingente pontual de inservíveis. Com a parceria, evitamos que os materiais voltem para o meio ambiente de forma incorreta, que é um dos pontos fundamentais da Economia Circular para alcançarmos formas de consumo e produção mais sustentáveis”, comenta Gustavo Coelho, gerente da Cadeia de Suprimentos da Iguá.

Resíduos leiloados

Até 2050, a geração de resíduos sólidos no Brasil deve crescer 50%. Apenas em 2019, foram 79 milhões de toneladas, segundo os dados mais recentes da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). De acordo com a entidade, o setor é responsável pela emissão de 96 milhões de toneladas de CO2eq a cada ano no país, gás que contribui para o efeito estufa.

Portanto, buscar formas de reaproveitar esses materiais tem um impacto ambiental indireto. Cerca de 35% dos resíduos gerados são recicláveis secos – como plásticos, papéis e vidro -, já tecidos, couros e borrachas respondem por 5,6% do total, de acordo com a Abrelpe. Cada um desses materiais tem um tempo de decomposição diferente na natureza, o que varia de 3 meses a mais de mil anos. No caso da borracha, esse tempo é indeterminado, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

“Nós da Iguá, que trabalhamos com o esgoto que percorre galerias subterrâneas, sabemos que não é porque o resíduo deixou de estar à vista que não é mais um problema. É assim com o descarte impróprio de lixo no vaso sanitário, que chega nas nossas estações de tratamento, e é assim com todo lixo que geramos. Como empresa, nós temos essa responsabilidade no nosso dia a dia”, diz Coelho.

A maioria dos materiais que serão leiloados estão na operação de Cuiabá (MT), por onde a Central de Materiais começará a desenvolver o projeto. Os demais itens estão em unidades no interior do Mato Grosso, Alagoas, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Com a iniciativa, a Iguá espera recuperar parte dos R$2,7 milhões investidos na compra dos materiais, valor que será utilizado em um novo projeto que a companhia está estruturando, também baseado em Economia Circular, focado em recicláveis e impacto social.

Muito além dos Inservíveis

Inovar faz parte do DNA da Iguá, assim como o compromisso para minimizar seu impacto ambiental. Além do “Desafio de Inservíveis”, a empresa desenvolve diferentes projetos para buscar soluções sustentáveis de destinação dos resíduos gerados por suas operações.

Em Atibaia (SP), o lodo resultante do tratamento de esgoto é destinado para a produção de adubo orgânico para pequenos produtores de hortaliças e plantas ornamentais da região. Todos os meses, cerca de 40 toneladas de lodo gerado na estação de tratamento da Atibaia Saneamento deixam de ser enviadas para aterros sanitários e voltam à natureza, contribuindo com a agricultura por conta do seu altíssimo teor de matéria orgânica.

Já em Arapiraca (AL), o lodo do tratamento de água é aproveitado na fabricação de tijolos ecológicos e as mantas de polipropileno utilizadas pela Agreste Saneamento são doadas para agricultura familiar. Já foram 45 mantas destinadas para produtores locais desde o início do projeto, em 2018, permitindo uma economia de até 40% nos custos com irrigação, redução no uso de herbicidas, entre outros benefícios.

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