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Govtechs e sustentabilidade: a combinação do futuro

por redação

Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), em quatro anos, de 2015 até 2019, o número de startups no País mais que triplicou, passando de 4.151 para 12.727 – um crescimento de mais de 200%. E, entre as startups, um setor que vem se destacando é o das as Govtechs, dedicadas a buscar soluções para melhorar a qualidade do setor público. Elas já existem no Brasil e no mundo há alguns anos, mas esse movimento está ganhando força mais recentemente, com o aumento da demanda da sociedade por digitalização e mais eficiência nos serviços públicos prestados.

Um levantamento do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) realizado no fim de 2019 estimou que cerca de 2.000 empresas novatas apresentam potencial para fornecer serviços que possam aprimorar o funcionamento do poder público, incluindo áreas “tradicionais”, como educação e saúde.

E nesse contexto de crescimento das Govtechs, vêm também se destacando as empresas que oferecem soluções tecnológicas que miram a sustentabilidade e os critérios ESG (ambiental, social e de governança).

Govtech com visão ambiental
Segundo Felipe Bittencourt, sócio-diretor da WayCarbon, um exemplo de sucesso entre as Govtechs com visão ambiental é a WayCarbon, que, com 14 anos de mercado, já é considerada referência nacional em consultoria e no desenvolvimento de soluções de tecnologia e inovação voltadas para a sustentabilidade, gestão de ativos ambientais e desenvolvimento de estratégias visando a ecoeficiência e a economia de baixo carbono. “A WayCarbon já concluiu mais de 800 projetos em cerca de 200 das maiores empresas brasileiras dos setores público e privado, assessorando diversos municípios, estados e o Governo Federal na temática da mudança do clima”, diz.

Soluções ambientais para o setor público

O executivo conta que a WayCarbon oferece ao setor público as soluções Climas e Move. “O Climas é um software de gestão de sustentabilidade, responsabilidade social e compliance, fornecendo controles e relatórios com indicadores de sustentabilidade que incluem emissão de gases de efeito estufa, energia, água e resíduos. Dessa forma, pode-se monitorar, calcular e controlar itens como consumo de energia, combustíveis, água, geração de resíduos e outros dados operacionais. O Climas já está em operação em uma série de cidades brasileiras, como Belo Horizonte/MG, Betim/MG, Recife/PE e Canoas/RS , e há parceria com o ICLEI (Local Governments for Sustainability) para difundir essa tecnologia para cidades da América Latina”, explica.

Outra solução da WayCarbon com forte aderência ao setor público, de acordo com Bittencourt, é o MOVE, um modelo de análise de risco climático já aplicado em cidades como São Paulo/SP, Belo Horizonte/MG, Salvador/BA e Recife/PE. O objetivo é trabalhar a favor da resiliência das cidades frente às mudanças climáticas.

“O poder público, nos âmbitos municipal, estadual e federal, precisará olhar cada vez com mais atenção para questões como sustentabilidade e adaptação climática, em parceria com a iniciativa privada, a fim de aumentar a resiliência climática, mitigar impactos financeiros e garantir o futuro das novas gerações. A tecnologia e as Govtechs serão aliadas fundamentais dos governos na construção desse futuro”, afirma Bittencourt.

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