São Paulo é um dos estados com maior percentual de energias renováveis, cerca de 60%, mas o setor ainda é responsável por 27% das emissões de Gases de Efeito Estufa. O Plano de Ação Climática (PAC 2050), que está em consulta pública no Brasil, prevê uma série de medidas para a descarbonização da energia e de outros setores da economia paulista.
As estratégias foram apresentadas na COP27 pelo subsecretário estadual de meio ambiente, Eduardo Trani, durante os painéis e reuniões que ocorreram no pavilhão verde do evento nesta sexta-feira (11) que discutiram, entre outros temas, o fomento da energia solar, de biocombustíveis, biogás, biometano e do hidrogênio verde que podem ampliar a eficiência energética paulista. “Os desafios concentram-se, sobretudo, na capacidade de instalação de infraestrutura adequada para a performance de novas fontes, de modo a sustentar uma transição energética segura para o desenvolvimento das atividades econômicas e socialmente justa”, afirmou.
Governadores pelo Clima
Na ocasião, Trani esteve com o ministro do meio ambiente, do Governo da Lombardia, na Itália, Francesco Cattena, que também possui seu plano para descarbonização, onde puderam trocar experiências para a implementação das medidas previstas no documento.
Mais cedo, durante apresentação com os Governos do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco, no âmbito do Consórcio de Governadores pelo Clima, o subsecretário também abordou a necessidade de financiamentos e investimentos para combater às desigualdades sociais, especialmente em municípios que possuem infraestrutura precária, como por exemplo a falta de saneamento básico, mobilidade urbana precária e infraestrutura verde insuficiente.