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GNL chega ao Maranhão para impulsionar indústrias e abastecer veículos
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Golar Power assina protocolo com a Gasmar, que vai viabilizar a distribuição do gás natural liquefeito no Estado. Ações para interiorização do GNL serão apresentadas durante o Fórum Maranhense de Distribuição de Gás Natural, no próximo dia 13 de fevereiro, em São Luís
Empenhada em levar o gás natural liquefeito (GNL) para o interior do Brasil, a Golar Power Latam assina protocolo de intenções com a Companhia Maranhense de Gás – Gasmar no próximo dia 13/02, em São Luís (MA), durante o Fórum Maranhense de Distribuição de Gás Natural. O evento vai contar com a presença do vice-governador do Estado, Carlos Brandão, do CEO global da Golar Power, Eduardo Antonello, do diretor-presidente da Gasmar, Deoclides Macedo, e do presidente da EMAP/Porto de Itaqui, Ted Lago, além de executivos da empresa e representantes do governo.

Na ocasião, serão apresentadas as ações para a distribuição do GNL, incluindo estudo de viabilidade para uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseficação (FRSU) da Golar no Porto de Itaqui, e seu transporte por meio dos caminhões movidos a GNL, inéditos no Brasil. Os veículos, importados da fabricante chinesa Shacman, fazem parte da estratégia de distribuição do GNL em pequena escala, elaborado em parceria com a empresa de logística Alliance GNLog, que terá um destes veículos em exposição durante o Fórum.

Líder mundial em GNL e sócia das Centrais Elétricas de Barcarena (Celba), no Pará, e da Companhia Termelétrica de Sergipe (Celse), em Sergipe, onde constrói o primeiro terminal privado de regaseificação do Brasil, a Golar elegeu o Nordeste para iniciar seu projeto de distribuição do GNL em pequena escala a partir de 2020.

Segundo o CEO Global da Golar, Eduardo Antonello, o Maranhão está entre os estados prioritários na estratégia da empresa para interiorização do GNL no Nordeste, onde a empresa estuda parcerias, tanto na logística, quanto no abastecimento de postos com GNV para carros e GNL para caminhões. “Enxergamos grande sinergia com as distribuidoras de gás para interiorizar o GNL em todo o Nordeste. No Maranhão, avaliamos a possibilidade de instalar um terminal de regaseificação no Porto de Itaqui onde vai funcionar o hub da operação de distribuição de GNL da Golar, propiciando maior competitividade no fornecimento de gás natural a todas as cadeias produtivas do estado”, comentou.

De acordo com o diretor-presidente da Gasmar, Deoclides Macedo, a companhia tem interesse em avaliar a aquisição para a distribuição no Maranhão do gás natural proveniente da operação de GNL da Golar.

“Nosso intuito é discutir as viabilidades da utilização do gás natural, a partir do GNL, para nosso Estado e suas potencialidades e benefícios para a economia e para a população. No evento estarão reunidas autoridades no assunto e empresários com vasto conhecimento destas potencialidades. É um momento para o Maranhão mostrar o que tem conquistado e o que pode oferecer neste ramo de negócio”, pontuou Macedo.

Interiorização do gás vai contar com a logística dos caminhões a GNL

Os caminhões a GNL são menos poluentes do que os similares a diesel e vão ser utilizados para a levar o gás liquefeito (cujo volume é reduzido em 600 vezes, facilitando tanto o transporte, quanto o desempenho dos caminhões) aos municípios desprovidas de gasodutos, a fim de fomentar o desenvolvimento econômico nestas regiões. Hoje, 95% dos municípios brasileiros não recebem gás natural.

Para viabilizar o uso dos caminhões movidos a GNL, a Golar vai implementar, nas principais rotas de transporte e escoamento de produção, os chamados corredores azuis, vias de tráfego com pontos de abastecimento a gás. O uso de GNL no transporte de carga reduz as emissões de gases do efeito estufa. Estima-se que a conversão de um caminhão a diesel pelo GNL equivale ao plantio de 7 mil árvores.

O uso do GNL nesses moldes já é realidade na Europa, nos EUA e na China, que conta atualmente com uma frota de mais 300 mil caminhões movidos a GNL. “Enquanto o Brasil se prepara para a nova onda, a China hoje já movimenta mais GNL em caminhões do que o Brasil consome através de dutos, e metade disso é justamente usado para abastecer a frota de caminhões movidos a GNL”, ressalta o diretor-geral da Alliance GNLog, Ricardo Rezende.

Investimentos da Golar no Brasil

O projeto do GNL no Maranhão está contemplado no Plano para o Desenvolvimento Regional para o Nordeste, e foi apresentado aos governadores da região pelo vice-presidente executivo da Golar Power, Marcelo Rodrigues, durante a Missão Internacional do Consórcio Nordeste, realizado em Paris.

De acordo com Rodrigues, a empresa pretende investir R$ 100 milhões nos próximos três anos no Brasil em terminais de regaseificação, postos de combustíveis para venda de GNV e GNL e distribuição do gás natural liquefeito por cabotagem.

A Golar Power está à frente da construção de três terminais de regaseificação, que somam capacidade de suprimento de quase 60 milhões m³/dia, em Barra dos Coqueiros (Sergipe), Barcarena (Pará) e Babitonga (SC). Pronto para entrar em operação em 2020, a UTE Porto de Sergipe vai consumir 7 milhões de m3/dia do terminal da unidade flutuante de armazenamento e regaseficiação de GNL (FSRU) localizada na Costa Sergipana, que, no entanto, terá capacidade de produção de 21 milhões de m3/dia. O excedente será usado nas operações de distribuição do gás em pequena escala para o interior do Brasil.

A empresa também é sócia das Centrais Elétricas de Barcarena (CELBA), no Pará, onde possui um segundo terminal com previsão de início de operação no final do ano de 2021, e do Terminal Gás Sul (TGS) com capacidade de regaseificar até 15 milhões m3/dia.

Serviço

O Fórum será realizado no Palácio Henrique de La Rocque, a partir das 9h. Inscrições e Informações no link: http://bit.ly/forumgnl

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