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Gás gerado a partir do lixo vira energia no Rio Grande do Sul

por redação

Gás gerado a partir do lixo

A Central de Resíduos do Recreio (CRR) opera no município de Minas do Leão (RS), a 80 km de Porto Alegre. O projeto é resultado de um planejamento que aproveitou a condição favorável gerada pela mineração do carvão a céu aberto (Mina do Recreio),além de hidrogeologia adequada para a implantação segura de um aterro sanitário.

Projetada para uma capacidade total de 23 milhões de toneladas, com prazo de operação estimado em 23 anos, a Central está instalada em uma área de 500 hectares, dos quais 73 são reservados para receber resíduos.

Fazem parte do processo operacional uma área reservada para o aterro sanitário e uma estação de tratamento para efluentes líquidos – composta por filtros biológicos, lagoa aeradae lagoas facultativas –, além de dois banhados construídos com área de 20 mil m2.

Com o objetivo de reduzir os gases causadores do efeito estufa, em janeiro de2007 o projeto de captura e queima do biogás gerado no aterro foi aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Com isso, a CRR foi autorizada a operar no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto.

Atualmente em operação, sua estrutura é composta por um moderno sistema de coleta e oxidação térmica do biogás, sopradores, tanque de separação de condensado e queima controlada em flare enclausurado, o que possibilita uma redução anual em torno de 170 mil toneladas de CO2. A CRR projetou e prepara a instalação de uma central térmica para geração de energia elétrica com capacidade de 6 MW, tendo como combustível o aproveitamento do biogás obtido da decomposição dos rejeitos depositados.

Construída com investimento de R$ 30 milhões, a Biotérmica Energia terá capacidade para produzir até 15 megawatts (MW), suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 80 mil habitantes. O combustível que moverá a usina é o metano existente no biogás captado no aterro do município, que recebe diariamente 3,5 mil toneladas de lixo urbano de Porto Alegre e outras 130 cidades.

O aterro é controlado pela Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), cujo capital pertence 70% ao grupo Solví e 30% à mineradora Copelmi. As duas empresas, na mesma proporção, também são donas da Biotérmica Energia. Em breve, outros municípios do Estado poderão ter iniciativas com o mesmo conceito.

O projeto

Capacidade total: 15 MW, suficiente para abastecer uma de cidade de cerca de 80 mil habitantes

Investimento: R$ 30 milhões

Benefício: cerca de 170 mil toneladas de CO2 a menos lançadas no ambiente

3,5 mil toneladas é a quantidade de lixo urbano já recebido diariamente no aterro de Minas do Leão.

 

Fonte: http://www.crvr.com.br/

2 comentários

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2 comentários

Roberto 9 de abril de 2016 - 1:13 pm

Bela iniciativa. Mas o que foi previsto para evitar a propagação de dioxinas e outros poluentes provenientes da queima do lixo na atmosfera e que causam doenças a médio e longo prazo?

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josé Maria 23 de junho de 2016 - 12:56 pm

Senhores , hoje existe tecnologia nacional e importada para tratamento dos gases, este não é o problema. O grande entrave é a política nacional com relação as fontes renováveis, não há interesses dos donos de aterro, e o custo final do MW produzido,competindo com a fonte de energia hídrica.

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