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Especialistas discutiram conservação e desenvolvimento econômico

por redação
Especialistas concordam que é possível conciliar conservação e desenvolvimento econômico

Especialistas concordam que é possível conciliar conservação e desenvolvimento econômico

Ontem, dia 19 de maio, no Auditório da Folha, em São Paulo, SP, durante o primeiro Diálogos Transformadores do ano, Aline Tristão, diretora executiva do FSC Brasil e outros cinco profissionais ligados à floresta discutiram boas práticas de combate ao desmatamento num debate de altíssimo nível que, mais do que criticar, apontou soluções para este problema.

Além de Aline, Ana Cristina Barros, ex-secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Rodrigo Castro, da Associação Caatinga, Elisabeth de Carvalhaes, da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), Sérgio Leitão, do Instituto Escolhas e Suzana Pádua, do Ipê (Instituto de Pesquisas Ecológicas) concordam que o desmatamento zero é uma tarefa do governo, da iniciativa privada e da sociedade civil. E, felizmente, não é uma utopia.

Derrubar barreiras burocráticas para obtenção de créditos e financiamentos, criar mecanismos financeiros que estimulem a conservação e aumentar os investimentos em tecnologia e inovação são aspectos encarados como fundamentais para aumentar a percepção de que a floresta é um mundo de possibilidades e, de forma alguma, atravanca o desenvolvimento econômico. Muito pelo contrário: ela própria é fonte de riquezas.

“No que diz respeito à Amazônia, menos de 1% da área certificável é certificada”, disse Aline. “Gosto de olhar do ponto de vista do potencial e das oportunidades, mas o desafio de aumentar essa área passa pelo combate a ilegalidade. Não é possível concorrer com a madeira que não paga impostos, que não tem licenciamento ambiental, que não oferece os mínimos direitos aos trabalhadores. E essa briga é uma briga da sociedade brasileira”, completou.

A certificação é vista por todos como uma ferramenta de gestão que contribui para valorizar, de fato, a floresta em pé. O manejo responsável garante tanto a exploração sustentável quanto a manutenção de serviços ambientais, como preservação dos recursos hídricos, da qualidade solo e o sequestro de carbono. Por fim, o selo assegura a rastreabilidade dos produtos de origem florestal, permitindo que o consumidor final – seja ele pessoa física ou jurídica – tome decisões em prol do meio ambiente.

Para assistir a todo o debate, clique aqui: http://folha.com/no1772860

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