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ESG impulsiona mercado de economia circular

por redação

Em meio a uma forte discussão sobre sustentabilidade e ações das empresas voltadas para o meio ambiente, a reciclagem de vidro ganha os holofotes e gera negócios

Não há mais dúvidas sobre a importância do ESG para as empresas e as que incluíram propostas sustentáveis em suas rotinas ganham cada vez mais destaque. De acordo com um levantamento da Bloomberg, em 2025, a agenda ESG deverá atrair cerca de US$53 trilhões em investimentos. E diante desse cenário, a economia circular tem chamado a atenção, sendo a reciclagem um dos pilares mais importantes.

A produção per capita de lixo produzida no Brasil varia de 0,3 a 1,1 Kg/dia por habitante. Segundo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020, foram gerados 79,1 milhões de toneladas de lixo em 2019. E é por isso que buscar soluções sustentáveis para o consumo se torna cada dia mais essencial, como por exemplo a reciclagem do vidro, matéria que movimenta uma parte importante da indústria de bebidas no país.

De acordo com a Abividro (Associação Brasileira das Indústrias de Vidro), a reciclagem de vidro no Brasil movimentava até 2018 aproximadamente R$120 milhões por ano. Porém, de uma produção de mais de 8 bilhões de unidades por ano, menos da metade desse material era reaproveitado por dificuldades da logística reversa, que trata, genericamente, do fluxo físico de produtos, embalagens ou outros materiais, desde o ponto de consumo até o local de origem. Isso se dá por diversos motivos, como dificuldade de locomoção, postos de coleta ou perigo ao manusear o material.

Logística reversa favorece o reúso de garrafas de vidro

Para Rodrigo Clemente, fundador da BLZ Recicla, que faz parte da JVMC Participações, a pandemia agravou ainda mais a situação do mercado. “A incerteza que assolou o segmento, levou muitos fabricantes de bebidas a diminuir a compra de embalagens, uma vez que a expectativa era a queda nas vendas. Entretanto, o cenário foi outro e o consumo de bebidas aumentou consideravelmente no período. Em paralelo, tivemos a situação de que os itens não eram comercializados em restaurantes e bares, o que dificultou a logística reversa e ocasionou um descarte maior de garrafas”, explica.

Pensando nessas dificuldades e empecilhos para a movimentação desta cadeia, a BLZ Recicla atua com operações em todo o Brasil, com foco em gerar recursos para associações de catadores e ONGs, colaborar com entidades públicas, fornecer insumos reutilizáveis e em bom estado para a indústria de forma segura, organizada e estruturada.

Considerando que a BLZ Recicla já enviou para as indústrias de bebidas cerca de 16 milhões de garrafas no último ano, trata-se de uma operação de logística reversa aplicada diretamente ao reúso de aproximadamente 7 mil toneladas já entregues até o momento. “Nossa expectativa é entregar 63 mil toneladas de vidro em 2021, um impacto quase 10 vezes maior que o do último ano”, concluiu Rodrigo Clemente.

Dentre os principais parceiros da BLZ Recicla estão Heineken, FEMSA, Cia Muller de bebidas e toda a indústria cervejeira. A empresa concentra suas atividades em vidros. Atualmente, as garrafas de vidro são entregues nas fábricas de bebidas, enquanto, os cacos (vidros quebrados) para indústrias de vidro, colocando assim 100% das garrafas recolhidas de volta à cadeia produtiva, reduzindo o impacto ambiental.

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