Home SeçõesEconomia Verde Entidades debateram Mudanças Climáticas e Mercado de Capitais

Entidades debateram Mudanças Climáticas e Mercado de Capitais

por redação
Encontro abordou tendências e instrumentos de financiamento para novas oportunidades de negócios verdes e repercutiu o acordo climático firmado em Paris

Encontro abordou tendências e instrumentos de financiamento para novas oportunidades de negócios verdes e repercutiu o acordo climático firmado em Paris

O diálogo promovido pelo CDP – Carbon Disclosure Project e pela Abrasca – Associação Brasileira das Companhias Abertas é uma iniciativa para ampliar a visibilidade dos investidores sobre companhias que já acompanham a megatendência de economia circular, descarbonização, bem como de processos e produtos de ciclo fechado. Especialistas em economia, agências de financiamento e em sustentabilidade corporativa discutiram as implicações da COP-21 e as oportunidades de negócios verdes na 2ª Conferência Internacional Abrasca e CDP – Mudanças Climáticas e Mercado de Capitais – Green Future, Green Business, Green Finance, realizada dia 16 de março, na BM&FBOVESPA.

Na apresentação do evento, Juliana Lopes, diretora do CDP para a América Latina declarou que as conferências são desdobramentos necessários para que cada vez mais as corporações se envolvam com a questão das mudanças climáticas e reconheçam que é preciso lidar com os riscos implicados. Ela comentou que, em geral, organizações que se lançam neste objetivo têm sido beneficiadas em seus posicionamentos de negócios.

Pedro Faria, diretor técnico do CDP; e Chris Fowle, vice-presidente de Iniciativas com Investidores do CDP; abriram a Conferência com um panorama das questões que tornam o Acordo de Paris tão relevante para as estratégias de negócios. Eles falaram de como a nova regulação interfere no mercado, de quão necessárias são as discussões sobre se estabelecer um preço para o carbono e do envolvimento das empresas no desafio de fixar metas de emissões atmosféricas com o propósito de estabilizar em 1,5°C como máximo no aumento da temperatura média global.

O primeiro painel foi dedicado à apresentação de empresas pioneiras nessas iniciativas. Participaram representantes da EDP Energias do Brasil, Santander e Novozymes, que falaram de suas experiências e de oportunidades em produtos e serviços verdes para o mercado. O debate teve mediação de Dal Marcondes, da Agência Envolverde e IEC – Iniciativa Empresarial em Clima.

Na sequência, representantes da UN CEPAL, Nordea, Moody’s, HSBC Asset US e Amundi trataram do tema ‘Instrumentos de financiamento para novas oportunidades de negócios verdes’. Os Green Bonds estiveram no centro das discussões, bem como a situação dos negócios na América Latina, já que países em desenvolvimento são interessantes para investidores, empresas e governos que empenham todo esforço no sentido de aprimorar o uso da energia e de criar infraestrutura.

A Conferência teve ainda uma sessão aberta com especialistas da Abrasca, da Way Carbone da BOVESPA, tratando de legislação e mudanças climáticas, além da Matchmaking Session, um encontro colaborativo entre empresas e investidores mostrando seus processos bem sucedidos.

Por Cristiane Del Gaudio

0 comentário

Posts relacionados

Deixe um Comentário