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Empresa amplia projeto de reciclagem de produtos refratários

por redação

Brasil é o maior gerador de resíduos refratários da América do Sul e Minas Gerais, importante polo siderúrgico do país, lidera este ranking entre os estados brasileiros. Entre as iniciativas realizadas pela empresa está a economia circular e foram comprados de volta do mercado siderúrgico, neste ano, mais de 36 mil toneladas de resíduos refratários

A economia circular vem se consolidando cada vez mais entre as indústrias brasileiras. De acordo com dados de 2019 da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 76,5% das indústrias desenvolvem em suas operações alguma prática de economia circular, ampliando a vida útil de produtos e materiais e partir da otimização dos recursos naturais, por meio de iniciativas de reuso, reciclagem e logística reversa de seus produtos.

Nesse cenário, se destacam os exemplos de empresas que se preocupam em otimizar seu ciclo produtivo, tornando-o mais sustentável e olhando com atenção para os impactos gerados junto a sociedade e meio ambiente, como é o caso da gigante global RHI Magnesita. A empresa, líder mundial em soluções refratárias, mantém em suas operações no Brasil uma planta própria dedicada à reciclagem de resíduos refratários da indústria siderúrgica e vem ampliando anualmente seus investimentos nessa área.

Nos últimos dois anos (2019 e 2020), a empresa investiu no Brasil mais de 800 mil euros em novas tecnologias, processos e na expansão de capacidade de sua planta, em Minas Gerais, para o recebimento e processamento dos resíduos reciclados. Entre as principais ações realizadas pela empresa neste ano está o desenvolvimento de parcerias permanentes para retirada periódica de resíduos reciclados das instalações de seus clientes.

Também entre 2019 e 2020, até o mês de outubro, a RHI Magnesita comprou de volta no mercado mais de 36 mil toneladas de resíduos de refratários, número que só não foi maior em função dos impactos gerados pelo Covid-19 junto ao setor siderúrgico. Esses materiais retornam ao processo produtivo passando por etapas de seleção, limpeza, britagem e por fim, destinação para unidades fabris que reutilizam os resíduos tratados como matéria-prima na produção de novos refratários.

De acordo com dados de estudos realizados pela RHI Magnesita, o Brasil produz cerca de 107 mil toneladas de resíduos refratários anualmente, se destacando entre os demais países da América do Sul. Desse montante, 89 mil toneladas são provenientes da indústria do aço, sendo que Minas Gerais é líder na geração desses resíduos, representando 70% do volume na região sudeste. “Há 10 anos realizamos esse trabalho de coleta dos nossos resíduos junto aos clientes e terceiros. Acreditamos que ainda há um grande potencial para expansão e aperfeiçoamento dessa prática de redução de desperdício e geração de resíduos, utilizando novas soluções e tecnologias, seguindo cada vez mais em linha com os conceitos da Indústria 4.0. Em 2021, a previsão é que possamos mais que dobrar o nosso investimento no projeto de reciclagem, em relação ao que foi investido neste ano” ressalta Francisco Carrara, presidente da RHI Magnesita nas Américas.

Metas de sustentabilidade

Segundo Carrara, a ampliação do processo de reciclagem é estratégica para a empresa e se alinha à meta global estabelecida para os próximos anos. “Ate 2025 queremos atingir o percentual mundial de 10% de reciclados entre os produtos refratários gerados pela empresa em suas operações. Os investimentos constantes nos aproximam cada vez mais dessa realidade e são fundamentais para garantirmos uma longevidade sustentável para a empresa. Neste ano revisamos o escopo de reciclados no Brasil e conseguimos reclassificar diversos subprodutos que eram reutilizados em nossa operação, mas não considerados como reciclados. Foi uma importante mudança de mindset que contribui para ampliar ainda mais esse olhar sustentável dentro da empresa”, ressalta Francisco Carrara.

O foco na economia circular permite ainda diminuir o impacto de emissão de gases no meio ambiente. Com a reutilização dos materiais a empresa evita novas extrações e queimas de minérios e dessa forma, diminui a emissão de CO2 na atmosfera. Entre 2019 e 2020, até o mês de outubro, a empresa deixou de emitir cerca de 49 toneladas de CO2, no Brasil.

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