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Eficientização energética avança com retrofit de iluminação

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RetrofitApesar do PIB negativo, o setor de eficientização energética fecha 2015 com crescimento real. Segundo Ricardo Cricci, executivo da Celena – empresa de eficientização energética especializada no desenvolvimento de projetos com tecnologia LED e soluções integradas em iluminação – “a geração de oportunidades de negócios subiu quatro vezes mais em 2015”. O elevado custo da energia elétrica foi o fator desencadeante, que combinado com o baixo desempenho da economia, tem favorecido iniciativas que levam a redução das despesas, como o retrofit de iluminação pelo LED.

Não é à toa que é no setor de serviços que o retrofit de iluminação tem encontrado mais apelo. “A dificuldade em repassar custos operacionais tem levado os gestores de condomínios, supermercados, farmácias, shopping centers e hotéis a apostar na substituição de tecnologia, que não demanda investimento em infraestrutura, para reduzir despesas”, afirma Cricci.

Com uma média de retorno de investimento que varia de 10 a 12 meses, a adoção do LED tem sido a solução imediata para gestão financeira. Na opinião do executivo, esta vantagem poderia ser ainda maior se o governo adotasse uma política de incentivo para o setor de iluminação. Os especialistas da área são unânimes em afirmar que é mais barato investir em eficientização do que em geração de energia.  Logo, uma política de favorecimento tributário para o LED, por exemplo, contribuiria para reduzir a demanda por energia, num período em que a oferta ainda encontra-se em níveis críticos. “Uma iniciativa neste sentido ainda favoreceria uma espécie de poupança de energia, criando uma reserva para atender o mercado quando a recuperação da economia vier”, avalia o executivo.

O setor prevê que a tendência favorável ao LED deva se manter em 2016, não só devido aos preços elevados das tarifas de energia que devem perdurar, como pelas obras iniciadas em 2015 e que devem ser entregues neste ano.

Atrás do retrofit, os projetos de eficientização energética têm sido buscados por grandes consumidores de energia, como indústrias, hospitais e órgãos públicos numa escala ainda reduzida em função da necessidade de alteração da infraestrutura. “O retorno, contudo é inquestionável, e existe uma rede de financiamento para viabilizá-lo”.

Outra tendência que começa a despontar é a implantação de sistema próprio de geração de energia. Se concebido em conjunto com o projeto de redução de consumo, a economia é potencializada. “Cada vez mais as pessoas começam a perceber a vantagem dos paineis solares para eficiência energética, mas se o projeto for precedido pela substituição de tecnologias pelas de menor consumo, como o LED, não haverá desperdício no investimento em placas para gerar além do que é consumido”, finaliza Cricci.

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