Home Notícias Destinação correta de medicamentos evita contaminação ambiental

Destinação correta de medicamentos evita contaminação ambiental

por redação

Destinacao correta  de medicamentosO descarte de medicamentos vencidos e demais produtos farmacêuticos requer atenção especial. Os riscos de contaminação de rios e solos são grandes, além do perigo de intoxicação acidental de crianças e adultos. Por isso, contratar empresas especializadas em descarte de produtos químicos e com a devida licença ambiental é essencial para fazer o gerenciamento dos resíduos de forma correta.
De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada RDC Nº 306, de 7 de dezembro de 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todo gerador de resíduo de serviço de saúde é responsável por elaborar um plano de gerenciamento. Além disso, a resolução prevê que os resíduos “devem ser submetidos a tratamento ou disposição final específicos”. Já a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, determina que a responsabilidade do descarte é compartilhada por meio de contrato firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes.
Para promover o gerenciamento de resíduos de forma sustentável, a indústria farmacêutica Hipolabor, com sede em Sabará (MG) e unidade administrativa em Belo Horizonte, mantém contrato com uma empresa especializada para dar destinação correta aos medicamentos e outros rejeitos gerados do processo produtivo. A Inca Incineração, com sede em Prudente de Morais (MG), é a responsável por coletar e realizar a destruição dos resíduos por meio do processo de incineração controlada.
Na Hipolabor, semanalmente os resíduos são recolhidos, chegando a um volume entre 4 e 10 toneladas por mês. Eles são incinerados, de acordo com as classes determinadas pela Norma da ABNT NBR 1004, em fornos de até 1.100 graus e o gás é tratado para, posteriormente, ser liberado na atmosfera. “Somos uma empresa que funciona de acordo com a licença ambiental, concedida pelo Siam (Sistema Integrado de Informação Ambiental) e Supram (Superintendências Regionais de Regularização Ambiental); por isso, temos essa preocupação em realizar a destinação correta dos resíduos”, afirma o gerente comercial da Inca, Charles Reno.
Segundo ele, o descarte de medicamentos de forma incorreta tem sérios riscos biológicos, toxicológicos, além das contaminações do lençol freático e do solo e da intoxicação acidental. “A empresa que não se preocupa em descartar os resíduos assume esses riscos. No caso de hospitais ou farmácias, essas empresas são responsáveis pelo que é recebido para realizar o descarte. Também é possível firmar uma relação contratual com o fornecedor para fazer a logística reversa do medicamento”, declara Reno.

0 comentário

Posts relacionados

Deixe um Comentário