Home SeçõesEconomia Verde COP 26 será a última chance de os líderes mundiais chegarem a um acordo sobre as mudanças climáticas

COP 26 será a última chance de os líderes mundiais chegarem a um acordo sobre as mudanças climáticas

por redação

Entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro será realizada a Conferência sobre Mudança Climática, a COP 26, na cidade de Glasgow, na Escócia (Reino Unido). Segundo a sócia da KPMG líder de ESG, Nelmara Arbex, será a edição mais importante da cúpula do clima que contará com líderes das principais nações globais e pode ser considerada a última tentativa de acordo dos países sobre a questão climática.
“Trata-se do primeiro encontro mundial depois da pandemia global da covid-19 e o mais importante de todos porque – segundo especialistas – pode ser a última chance para a definição de um acordo climático obrigatório. Isso é urgente, pois caso os representados dos governos não consigam, iremos conviver com os desastres climáticas por muitos anos que irão também impactar de forma cada vez mais severa a economia de todos os países”, analisa.
Segundo a sócia da KPMG, as expectativas para essa reunião são as maiores. “A perspectiva é que sejam definidas metas climáticas mais ambiciosas do que as que foram apresentadas na reunião da cúpula do clima realizada na França, em 2015, quando foi assinado o Acordo de Paris. É preciso que sejam definidos compromissos globais para que de fato seja limitado o aumento da temperatura média global em 1,5 graus celsius para que seja mantida a temperatura global em 22 graus celsius. Entre as outras metas da Cop 26, o que se precisa atingir, até 2050 é a emissão zero de gases de efeito estufa, entre eles, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e hexafluoreto de enxofre”, afirma.

 

Vantagem competitiva

Para Nelmara Arbex, o Brasil tem um papel importante na busca pela emissão zero de efeito estufa e uma economia descarbonizada.
“O país tem imensos ecossistemas com grande biodiversidade, um sistema hídrico enorme que alimenta de forma renovável nossa matriz energética, áreas degradas gigantescas que podem ser regeneradas mais rapidamente que outras partes do globo pelo seu posicionamento principalmente em regiões tropicais e subtropicais, além de ter grande potencial para produção de energia solar, eólica, entre outras, por natureza”, detalha.

Além disso, a especialista lembra que o Brasil abriga a Floresta Amazônica que é o maior ecossistema tropical da Terra. “Tudo isso também pode ser visto como uma grande e inigualável vantagem competitiva do país, que sempre foi visto como o que tem a maior capacidade de ganhar a corrida pela redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, saindo na frente de todas as outras nações”, finaliza.

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