Home SeçõesEficiência Energética 13º Cobee abordou desperdício de energia e desenvolvimento sustentável

13º Cobee abordou desperdício de energia e desenvolvimento sustentável

por redação
13ª edição do congresso também apresentou soluções tecnológicas voltadas para o mercado de eficiência energética

13ª edição do congresso também apresentou soluções tecnológicas voltadas para o mercado de eficiência energética

Foi realizado em São Paulo, SP, o Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (COBEE) e a ExpoEficiência 2016 nos dias 30 e 31 de agosto. As discussões da 13ª edição do evento giraram em torno do desperdício de energia e seu impacto para o desenvolvimento sustentável. O congresso também contou com a apresentação de soluções tecnológicas disponíveis no mercado para o uso mais eficiente dos recursos naturais e energéticos.
Nas mais de 70 palestras ao longo dos dois dias de evento estiveram presentes nas discussões convidados como Renata Leite Falcão, superintendente de Eficiência Energética da Eletrobras, Everton Lucero, secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Ricardo Gorini, diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Máximo Pompermayer, superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Os participantes tiveram a oportunidade de apresentar os benefícios da implantação de práticas e políticas socioambientais que buscam reduzir o impacto da ação humana sobre a natureza. Informações sobre o financiamento de soluções sustentáveis, de eficiência energética e a discussão de experiências internacionais que contribuem para a redução no consumo de insumos energéticos também foram destaques do evento.
Durante o congresso, João Carlos Meirelles, representante da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, afirma que o conceito de eficiência energética mudou. “Eficiência energética, hoje, não é mais a velha tese de substituir lâmpada ou coisa parecida, é, sobretudo, articular as diversas fontes de energia disponíveis para que caminhemos efetivamente para energias limpas”.
Em sua palestra, o diretor substituto do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Luis Fernando Badanhan, reforçou que a eficiência energética reduz os impactos ambientais e a emissão de gases do efeito estufa, o que pode contribuir para se alcançar as metas estipuladas na COP21. Apesar disso, ele afirmou que o Brasil também possui compromissos voluntários para reduzir a emissão de gases do efeito estufa e fez um retrospecto dos principais programas do governo voltados para a área de eficiência energética.

“A eficiência energética está sendo tratada há muito tempo de uma forma mais institucional. Nós temos desde a década de 70 o Programa Brasileiro de Etiquetagem, aplicado a fabricantes e fornecedores. Em 85, instituímos o Procel, que é um importante programa institucional na parte de eficiência. Na parte de combustíveis, nós temos o Conpet. Já nos anos 2000, começamos a ter os programas de eficiência energética da Aneel. Em 2001, se tem a lei 10.295, a Política Nacional de Eficiência Energética e, em 2011, veio o PNEf, que é o Programa Nacional de Eficiência Energética”, destacou o diretor do Ministério de Minas e Energia.
Apesar de voltado para as empresas, as discussões do congresso não se restringem apenas ao setor. De acordo com Marcelo Sigoli, diretor técnico da Abesco, as ideias apresentadas durante o evento também favorecem, ainda que indiretamente, o restante da sociedade.
“O COBEE é um ambiente no qual as empresas discutem e apresentam tecnologias, produtos, serviços e inovação que buscam racionalizar a utilização dos insumos energéticos e, consequentemente, minimizar o impacto da ação do homem na natureza, beneficiando, com isso, a sociedade como um todo. Por exemplo, a implantação de um projeto de eficiência energética na indústria, melhora a competitividade do setor produtivo, reduz custos operacionais e impacta positivamente na produção de um determinado produto ou serviço, favorecendo o usuário final. Tudo está vinculado de alguma forma.”, explica Sigoli.
Segundo o diretor técnico da Abesco, apesar do momento adverso no país, o investimento em tecnologia e serviços que garantem um melhor desempenho energético para o sistema produtivo das empresas permanece.
“Apesar da crise econômica, os provedores de produtos e serviços continuam investindo em soluções energeticamente eficientes. Vivemos num mercado globalizado e a inovação está na ordem do dia. O que a crise pode afetar é uma demora excessiva na tomada de decisão para implementação dessas tecnologias.”, garante Marcelo Sigoli.
O COBEE é promovido anualmente pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco). A entidade tem entre seus objetivos estimular uma maior competitividade entre as companhias a partir da disseminação de práticas voltadas para o desenvolvimento e ampliação da eficiência energética e hídrica no país.

Fonte: Procel Info

0 comentário

Posts relacionados

Deixe um Comentário