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Projeto orienta catadores sobre reciclagem de lixo eletrônico


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|     quinta-feira, 24 de março de 2011 [Nenhum Comentário]


Encontros com grupos e redes de cooperativas de São Paulo e do Grande ABC(Foto: Instituto GEA)

Sancionada em agosto do ano passado no Brasil, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos surgiu como resposta ao enorme problema do descarte e da manipulação incorreta de lixo no País. A PNRS define que resíduos tais como pilhas, lâmpadas e eletrônicos devem ser retirados de circulação pelos próprios fabricantes - princípio da lógica reversa. A mudança é uma evolução, no entanto ainda teremos que esperar 4 anos para seja colocada totalmente em prática.

Hoje, não existe um método seguro de descarte do lixo eletrônico à disposição da população. Por terem em sua composição metais pesados, esses produtos contaminam o meio ambiente e podem causar doenças sérias a quem os manipula sem proteção adequada.

Tendo em vista a necessidade de avanço no assunto, o Instituto GEA – Ética e Meio Ambiente desenvolveu o projeto Eco-Eletro – Reciclagem de Eletrônicos, um dos 113 contemplados pelo Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania 2010, um dos mais concorridos editais da empresa. Com mais de 5.183 propostas inscritas, o Programa cobre custos de até um milhão e meio de reais para projetos que devem ser desenvolvidos por dois anos.

O Eco-Eletro pretende aumentar a renda dos catadores das cooperativas de reciclagem de São Paulo, Guarulhos e cidades do ABC, por meio da orientação sobre a triagem correta e descarte de lixo eletrônico. O objetivo é capacitar 180 pessoas durante esses dois anos, chegando a beneficiar até 2 mil catadores.

Durante os meses de janeiro e fevereiro, a coordenadora do projeto, Ana Maria Luz, presidente do Instituto GEA, e a Profa.Teresa Cristina Carvalho, da USP – parceira do projeto - , realizaram diversos encontros com grupos e redes de cooperativas de São Paulo e do Grande ABC. Os encontros serviram para apresentar o projeto e mostrar que, com a sua implementação, os catadores da região metropolitana terão a chance de aumentar a sua renda e também de aprender como se proteger dos riscos da manipulação incorreta do lixo eletrônico. Entre os temas abordados estiveram o planejamento das inscrições para os cursos e a comercialização em rede.
 


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