Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil evidencia desigualdades regionais

terça-feira, 8 de maio de 2012 [ Nenhum Comentário - Faça o seu! ]


   

Hoje, durante a 11ª Conferência de Produção Mais Limpa da cidade de São Paulo, no Memorial da América Latina, foi lançada a nova edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil da Abrelpe - Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais revelam desigualdades regionais na gestão de resíduos sólidos no Brasil.

Na região Norte, a geração cresceu 5,7% e a coleta, 4,2%, três vezes mais que a média nacional. Por outro lado, o Centro-Oeste permaneceu com o pior desempenho no que diz respeito à destinação final inadequada, com 70,6% dos resíduos coletados encaminhados para lixões e aterros controlados.

O Norte gerou em 2011 mais de 13,6 mil toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos, o equivalente a 1,154 kg por habitante por dia. O volume destinado a aterros sanitários cresceu 7,6% e representou 35% do total coletado. Em contraponto a esse fato, 35,5% dos resíduos coletados foram depositados em lixões, o maior percentual do País. Se considerada a quantidade de municípios, apenas 20% de um total de 449 dão destino adequado a seus resíduos.

No Centro-Oeste, onde a geração chegou a quase 16 mil toneladas por dia (1,250 kg diário por habitante), foi registrado um aumento de 5,5% no volume de resíduos enviados a aterros sanitários. Entretanto, menos de 30% dos resíduos coletados tiveram destino adequado - o menor percentual de adequação do país - e ainda são maioria os municípios que não tratam adequadamente seus resíduos, representando 67% das 466 cidades da região.

Com uma participação de mais de 25% do total de resíduos urbanos gerados do País, um volume equivalente a quase 51 mil toneladas de lixo por dia - 1,3 kg diário por habitante -, o Nordeste observou uma melhora na destinação final adequada em relação a 2010. Apesar disso, na região quase 12 mil toneladas de resíduos deixaram de ser coletadas a cada dia e 64,7% dos resíduos coletados, o equivalente a 25 mil toneladas/dia, foram encaminhados para lixões e aterros controlados. Dos 1.794 municípios nordestinos, 75% afirmaram não destinar os resíduos para aterros sanitários.

Com uma geração diária de mais de 97 mil toneladas, ou 1,293 kg por habitante por dia, o Sudeste ainda figura como a região que tem a melhor cobertura de coleta (96,52%) e que melhor trata seus resíduos. Do total coletado em 2011, 72,2% tiveram como destino final os aterros sanitários, com uma quantidade 2,6% superior à do ano anterior. Entretanto, o percentual com tratamento inadequado, apesar de ser bem menor em relação a outras regiões do País, representa um volume absoluto de 26 mil toneladas/dia, que degradam o meio ambiente. Quando consideradas as cidades que não tratam adequadamente seus resíduos, o percentual sobe para 51,5%, o equivalente a 860 municípios da região.

A menor geração per capita de resíduos sólidos urbanos do Brasil ainda continua sendo a da região Sul, com 0,887 kg por habitante por dia. A região, que gerou 20,7 mil toneladas diárias no ano passado, mandou para aterros sanitários mais de 70% dos resíduos coletados, o que representa um aumento de 3,4% em relação a 2010. Dos 1188 municípios do Sul, 41% ainda não dão destino correto aos resíduos.

"De uma forma geral, guardadas as devidas proporções, todas as regiões ainda estão longe do modelo ideal de gestão integrada preconizado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. Daí a importância da obtenção, consolidação e publicação de dados atualizados e confiáveis do setor para que os avanços projetados pela lei sejam efetivamente alcançados", sintetiza Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.


Links Patrocinados

Comentários

 Nome:  *  E-mail:  *

Comentar *

Os comentários estão sendo moderados, não é necessário re-enviar!
Em breve o comentário estará disponível! E-mail não será exibido! 

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro!

Agenda de eventos


Publicidade





Formas de Pagamento

PagSeguro

Newsletter

Nome:

Email:

Desejo receber informativos dos parceiros da Revista Meio Ambiente Industrial

Social