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Uso de energia solar para tratamento de efluentes já é realidade

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A utilização da energia solar é cada vez mais comum em todo mundo. Desde os parques industriais até as unidades residenciais, a eficiência da energia captada por painéis fotovoltaicos vem sendo comprovada dia após dia. No setor de tratamento de efluentes, a utilização da energia solar não só é possível, como apresenta melhores desempenhos, especialmente no que se refere a resultados, custos e sustentabilidade ambiental.

Diversos estudos analisados em conjunto por pesquisadores do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) demonstram que a utilização de energia solar para o tratamento de efluentes, especialmente nos Processos Oxidativos Avançados (POA) – utilizados na degradação de poluentes persistentes (de difícil remoção) -, proporciona melhor resultado.

Os pesquisadores concluíram, a partir das publicações analisadas, que quanto maior for a energia solar utilizada nos POAs, maior será a quantidade de um tipo de radical liberado no meio reacional, o hidroxila. Isso possibilita o aumento das taxas de degradação do poluente. A melhor eficiência é verificada tanto nos sistemas homogêneos quanto nos heterogêneos do processo.

Menores custos

Além de maior eficiência no tratamento de efluentes, a utilização de energia solar nesse setor resulta em redução dos custos operacionais. Os estudos analisados pelos pesquisadores das duas instituições mineiras comparam a utilização de raios ultravioletas de fonte artificial e os captados naturalmente. No modo artificial, são utilizadas lâmpadas de vapor de mercúrio, que têm vida útil de 3 a 5 anos e duração de aproximadamente 20 mil horas. Quanto maior for a demanda de energia requerida para a descontaminação, menor duração terá a fonte artificial, o que incidirá em aumento do uso dessa fonte.

“Quanto maior a dose de UV requerida maior o custo energético, o que inviabiliza o tratamento para altas concentrações do contaminante em função dos fatores econômicos associados às dificuldades para penetração da energia incidente”, frisam os pesquisadores no estudo.

Ao longo do tempo, a redução do custo da empresa com o uso da fonte natural se concretiza, ainda, pela disponibilidade de radiação solar, especialmente no Brasil, localizado próximo à linha do Equador, região de maior incidência dos raios solares.

Uso de energia solar é melhor para o meio ambiente

Outro ponto analisado quando se compara a utilização de energia solar no tratamento de efluentes em relação a outras fontes de energia se refere aos benefícios ambientais. O uso de placas fotovoltaicas no processo resulta em uma energia limpa, sem poluentes, ao contrário do que ocorre com as lâmpadas de mercúrio. Além de serem nocivas à saúde de trabalhadores, elas poluem rios e solos. Outro agravante se refere ao processo de descontaminação: caro e demorado.

A adoção de energia solar em processos de descontaminação também contribui para a redução da probabilidade de multas e penalidades em função de prejuízos ao meio ambiente causados pelo uso de energias não limpas. Alia-se a esses benefícios, o aumento da competitividade da empresa e seu posicionamento em uma sociedade que, cada vez mais, valoriza quem adota práticas ecológicas em seus negócios.

Sistema de tratamento inteligente

A utilização de energia solar no tratamento de efluentes já é uma realidade no mercado brasileiro. Um exemplo é o sistema B&F Energy, do grupo B&F Dias, que utiliza energia mista em estações de tratamento de água e esgoto.

O sistema opera com sistema solar, com complementação pela rede externa, sem sistema de backup. Funciona assim: durante o dia, produz energia captada da luz do sol por meio de painéis fotovoltaicos e, à noite, utiliza energia da rede elétrica.

Entre as vantagens da utilização do B&F Energy, destaca-se: demanda baixo investimento, é ambientalmente sustentável, proporciona economia de energia e, consequentemente a redução de custos; possui rápida instalação, não demanda manutenção, é durável, tem funcionamento automático e silencioso.

Fonte: Portal Tratamento de Água

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