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Semana Mundial do Meio Ambiente: empresas e instituições demonstram que a sustentabilidade é primordial todos os dias

por redação

A pandemia mostrou a importância da sustentabilidade. Empresas e cidadãos tiveram que se adaptar para as novas exigências de saúde sanitária e pudemos ver que o papel de cada um para um ambiente mais saudável faz a diferença. Neste dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, estamos em plena transição pós-pandemia e organizações de diversos ramos e portes mostram que o “novo normal” é mais sustentável que nunca.

Confira algumas ações que estão fazendo a diferença:

 

Investimentos em tecnologias que diminuem o impacto ambiental

 

Este ano, o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho,  tem como tema “Uma Só Terra”, com foco na vida sustentável em harmonia com a natureza. A data traz para reflexão os impactos ao meio ambiente e incentiva a discussão sobre medidas que podem ser tomadas para mitigar os efeitos negativos do clima. No setor corporativo, empresas privadas investem cada vez mais em tecnologias que auxiliam a diminuir esses impactos.

Semana do Meio Ambiente 2022 - Revista Meio Ambiente IndustrialGestão de fatura de energia elétrica, softwares mais inteligentes para transporte, ferramentas de digitalização e automação para diminuir o uso de papel são algumas das soluções que estão sendo usadas por organizações para colocar o mundo em um caminho mais sustentável. Confira:

Redução e otimização do consumo de energia elétrica

Quando se trata do meio ambiente, a energia é um dos pontos mais sensíveis. O consumo insustentável pelas empresas acende o alerta sobre a necessidade de adotar novas tecnologias inteligentes, que ajudem a otimizar o seu uso. Para Frederico Perillo, gestor de Produtos da Way2, empresa que desenvolve soluções tecnológicas para gerenciamento de energia, investir em ações para reduzir o consumo e apostar em fontes renováveis são ações imprescindíveis. “O primeiro passo é identificar os processos e recursos que têm alto consumo nas operações do negócio, além dos pontos de ineficiência energética que podem ser sanados”, alerta Perillo. “É possível usar ferramentas para analisar histórico de faturas, por exemplo, e identificar desperdícios, evitar pagamento de multas e excedentes. Ou seja, uma gestão automatizada das faturas pode ajudar a identificar e planejar ações rápidas que darão um retorno imediato para os grandes consumidores de energia”.

Do outro lado, na produção de energia elétrica, também já existem soluções pensando em trazer mais sustentabilidade para a operação. Recentemente, a REIVAX, multinacional brasileira líder no fornecimento de equipamentos para geração de energia, e a CTG Brasil, uma das líderes em geração de energia limpa no país, desenvolveram um sistema para regulação de velocidade de pequenas turbinas que utilizam ar comprimido em vez de óleo.

“É um sistema simples, acessível e sustentável, que diminui a produção de resíduos químicos e gera uma operação limpa. Outras vantagens são os custos de aquisição, que são cerca de 45% menores do que os equipamentos hidráulicos convencionais, instalação mais simples e diminuição da necessidade de manutenções”, explica Leonardo Weiss, coordenador do projeto pela REIVAX. O sistema já foi testado em um grupo auxiliar da Usina Salto Grande, que fica entre os municípios de Salto Grande (SP) e Cambará (PR).

Abordagens mais verdes e inteligentes sobre entrega e transporte
Com o aumento das vendas online, o impacto da cadeia de suprimentos no meio ambiente também precisa ser um ponto de atenção das empresas. A maioria das marcas que oferecem canais de venda direta ao consumidor não têm a capacidade de permitir que o cliente agregue pedidos após concluir a transação. Essa inflexibilidade faz com que as compras acabem sendo entregues por várias transportadoras diferentes.

Com recursos oferecidos por tecnologia de soluções de gestão de pedidos, ponto de venda e engajamento do cliente, há uma maneira mais inteligente de gerenciar as operações. De acordo com Marco Beczkowski, diretor de Vendas e CS da Manhattan Associates Brasil, líder mundial em soluções para a cadeia de suprimentos, essa tecnologia cria um pedido com status de rascunho quando ele ainda está no armazém, permitindo que o cliente faça mudanças e adições até o momento em que vai para o caminhão. “Isso ajuda a eliminar o excesso de ofertas de entrega, junto com materiais de proteção e embalagem associados a vários pedidos menores, além da pegada de carbono do processo de devolução”.

Automação e assinatura digital ajudam a eliminar uso de papel nas empresas

O papel é responsável por 50% dos resíduos gerados por empresas no mundo, de acordo com estudo da The World Count. Para reduzir esse consumo e tornar os processos mais sustentáveis, muitas empresas estão investindo em digitalização. Soluções como as da BRy Tecnologia, que permitem fazer assinatura de documentos de forma digital, ajudam a resolver esse desafio. As soluções de certificação digital e carimbo do tempo permitem assinar documentos e obter a mesma validade jurídica dos documentos em papel, sem os impactos ao meio ambiente e com muito mais segurança e agilidade. Em 2019, as soluções da organização registraram mais de 566 milhões de assinaturas digitais e, com isso, pouparam 283 milhões de kg de lixo, 69 bilhões de litros de água, 3 bilhões de toneladas de CO2 que deixaram de ser emitidas e 56 milhões de árvores.

Outra solução que auxilia na redução dos impactos ambientais dentro das empresas é a digitalização e automação de processos. Com essas soluções, as companhias conseguem substituir as operações manuais por atividades automatizadas, fazer a gestão da informação e o fluxo de trabalho de forma digital, segura, em um intervalo de tempo menor e com maior precisão.

Segundo a Stoque, empresa de soluções de automação digital para processos e documentos, com a redução significativa no uso de papel, a economia de custos com espaço físico e processos manuais pode chegar a 75%. “Como a automação requer a transferência das informações para a nuvem e a eliminação do uso de papel, o resultado é a redução do consumo de recursos, aumento da produtividade das equipes, com processos mais ágeis, menor número de erros e maior controle do negócio”, comenta Stéfano Santos, diretor comercial e de operações da companhia.

Redução da pegada de carbono ao diminuir deslocamentos desnecessários

Reduzir deslocamentos com meios de transporte movidos por combustíveis fósseis é uma das atitudes mais lembradas quando o assunto é diminuir a pegada de carbono. O modelo de trabalho híbrido faz parte da tendência de desenvolver nas companhias processos e rotinas mais ambientalmente sustentáveis. A gestão ativa do modelo garante economia para a empresa, manutenção da produtividade e flexibilidade para os colaboradores.

É aí que entra a Deskbee, plataforma de gestão do workplace que já é líder de mercado no Brasil. Por meio da tecnologia, é possível fazer reserva de estações de trabalho, salas de reunião, lockers e vagas de estacionamento no escritório físico, fazendo um controle em tempo real da ocupação do espaço. “A possibilidade de redução da pegada de carbono chama atenção em um mundo onde, cada vez mais, os clientes estão atentos à sustentabilidade das empresas que fornecem os produtos e serviços que eles consomem”, comenta Fernando Gorguet, Head de Global Sales da Deskbee. “Empresas que não modernizarem suas jornadas de trabalho correm o risco de ficar para trás.”

Agronegócio mais sustentável e eficiente

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), nos últimos 50 anos, o agronegócio foi responsável por duplicar a emissão de gases do efeito estufa. A tecnologia, no entanto, tem potencial de ser uma das protagonistas na mudança deste cenário. Ferramentas de agricultura de precisão, por exemplo, permitem um controle avançado sobre as máquinas agrícolas, com sistemas como piloto automático, aplicações controladas de pulverizadores, otimização de tráfego e alocação de frotas. Segundo levantamentos feitos pela divisão de Agricultura da Hexagon, que desenvolve soluções digitais para o campo e a floresta, tecnologias para a aplicação de herbicidas podem reduzir em até 25% o uso de agroquímicos em uma operação agrícola.

Uma logística automatizada, por sua vez, permite que as máquinas se desloquem menos e de forma mais eficiente. “O planejamento detalhado das operações aliado a ferramentas de monitoramento de frotas pode gerar economias de 10% de combustível pela otimização do processo”, explica Bernardo de Castro, presidente da divisão. Estima-se que, em 2020, aproximadamente 500 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) deixaram de ser liberadas no meio ambiente por conta do uso de tecnologias da Hexagon em cerca de 8 bilhões de hectares de fazendas ao redor do mundo.

 

Estação de Produção de Água de Reúso

 

Com o intuito de aumentar a eficiência da gestão de recursos hídricos, reduzir o volume de água nobre oriunda da concessionária pública, respeitar o meio ambiente e ainda atender a obrigações legais, o ParkShopping Campo Grande, localizado na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, firmou em 2012 uma parceria com o Grupo Opersan para investimento e construção de um sistema de tratamento e reúso de esgotos domésticos e sanitários.

O projeto inclui a gestão dos processos de reúso de água para utilização em suas utilidades de resfriamento, que se mantêm eficazes e com excelentes resultados até os dias atuais.

O bairro de Campo Grande, onde está localizado o ParkShopping Campo Grande, é o mais populoso do Rio de Janeiro, com mais de 330 mil pessoas. Consequentemente, os recursos hídricos são mais escassos. Este fato corrobora em o sistema de reúso implantado neste shopping possuir uma importante vertente social, para que o recurso da concessionária seja destinado à população,  contribuindo assim para reduzir a escassez de água na região.

Semana do Meio Ambiente 2022 - Revista Meio Ambiente IndustrialEspecializado em soluções ambientais para tratamento de águas e efluentes, o Grupo Opersan além de ter implantado o sistema é o responsável por todos os serviços operacionais, de manutenção, fornecimento de insumos, descarte de resíduos, assim como pelas responsabilidades técnicas e ambientais da Estação de Tratamento e Produção de Água de Reúso no shopping.

A operação fornece, em média, 6 milhões de litros por mês de água de  reúso, que são destinados às torres de resfriamento, mictórios e vasos sanitários. “Esse volume daria para abastecer, em média, 40 mil pessoas em um dia”, afirma Diogo Taranto, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Opersan.

Ainda de acordo com o diretor da Opersan, esse tipo de processo de tratamento só traz benefícios às empresas, pois reduz o consumo de água da concessionária e o valor da conta em até 50%, permitindo autonomia hídrica em períodos de escassez. “Produz ainda uma água de altíssima qualidade, melhor que os padrões oferecidos pela rede pública, gera um ganho de imagem sustentável ao empreendimento, além de reduzir o lançamento de efluentes e proteger o meio ambiente, estando em linha com o conceito ESG”, explica.

Segundo o executivo, as tecnologias empregadas no processo são as mais avançadas no mundo, utilizando um sistema biológico com membranas de ultrafiltração – MBR (Membrane Bio Reactor), seguido de outro processo de membranas por Osmose Reversa –, que funciona como um filtro extremamente restrito, retendo todas as impurezas sólidas, inclusive vírus, bactérias e moléculas de baixo peso molecular.

Para Guilherme Ottoboni, gerente do ParkShopping Campo Grande, a parceria com a Opersan trouxe resultados positivos. “O projeto está em sinergia com a política do ParkShopping Campo Grande de sempre buscar soluções de vanguarda, valorizando a sustentabilidade e integrado ao desenvolvimento socioambiental no entorno de seus empreendimentos”, enfatiza.

 

Corredor Verde

 

O Corredor ABD, que liga o ABC a São Paulo, mais conhecido como o corredor do trólebus ou Corredor Verde, tem mais de 90 ônibus elétricos, híbridos e trólebus, em uma frota de 251 veículos, com tecnologias que permitem a redução de emissões cerda 21 mil toneladas de CO2 por ano. Toda a água usada na lavagem dos veículos vem de reúso, realizado na própria empresa.

Para comemorar o Dia do Meio Ambiente, neste dia 5 de junho, foram plantadas mais 300 árvores, nas cidades de São Bernardo do Campo (Av. Brigadeiro Faria Lima) e Santo André (Av. Pereira Barreto e Av. Ramiro Colleoni), por voluntários da empresa e convidados.

Semana do Meio Ambiente 2022 - Revista Meio Ambiente IndustrialO programa Corredor Verde teve início em 2008, com o objetivo de tornar menos árido para os clientes o percurso dos ônibus. A ideia era recuperar um pouco da Mata Atlântica com o plantio de manacás-da-serra; que se adaptam bem a esses espaços, e florescem nas cores brancas, rosa e lilás, numa mesma árvore, de abril a setembro, quando, em geral, as plantas entram em dormência.

A essa altura, 2022, já são mais de 11 mil árvores plantadas nos 33 quilômetros entre São Mateus e o Jabaquara. Além dos manacás-da-serra, o Corredor Verde tem 10 paus formiga, 200 quaresmeiras, 10 Ipês branco, 10 Ipês amarelo, 10 cordia suberpa, 10 oiti, 10 chau chau, 40 manacás híbridos.

Para comemorar seus 70 anos, colegas de classe da empresária Beatriz Braga, fizeram uma homenagem a essa longa amizade, plantando mais 70 árvores, neste domingo. No Corredor Verde, a iniciativa será de Arlete Manoel Young. A mesma iniciativa se repetirá no Rio de Janeiro pela professora Adalgisa Manoel Vendrami, da Escola Britânica do Rio e voluntária do Orquidário do Jardim Botânico carioca. Ela também plantou também 70 árvores.

Além do corte na emissão de dióxido de carbono (CO2), os trólebus, elétricos e híbridos colaboram com a redução anual de outros poluentes prejudiciais à saúde, como 104 toneladas de óxidos de nitrogênio (NOx), potencialmente cancerígenos, e de 1,7 tonelada de Material Particulado (MP), tipo de poluente que pode entrar facilmente na corrente sanguínea. Além de poupar 8,1 milhões de litros no consumo de óleo diesel.

 

Avaliação do Ciclo de Vida

 

A Roca Brasil Cerámica, com suas marcas Roca Cerámica e Incepa, se orgulha de, em mais um ano, registrar resultados positivos em suas ações de sustentabilidade. Com relatório levantado para este Dia Mundial do Meio Ambiente, a empresa comemora uma economia de 8,2% do uso de água em suas unidades fabris, bem como a redução de 15,4% de emissões por m²em seus processos. “Trabalhamos sempre para otimizar nossos processos, visando ecoeficiência. Por isso, fomos a primeira indústria de revestimentos cerâmicos no Brasil a investir na Análise do Ciclo de Vida, capaz de mapear o impacto de cada etapa de produção. Além da transparência, tal análise nos guia em nosso objetivo de reduzir nossa pegada ambiental”, destaca Sergio Wuaden, Managing Director da Roca Brasil Cerámica.

Semana do Meio Ambiente 2022 - Revista Meio Ambiente IndustrialCom produtos desenvolvidos aliando inteligência e sustentabilidade, de forma a minimizar a utilização de recursos, facilitando questões de logística e priorizando a saúde humana, a Roca Brasil Cerámica, por mais um ano, registrou economias significativas no uso de água em seus processos fabris – foram 12,2% de redução do uso de água em suas duas fábricas em Campo Largo (PR), e 2% de economia na unidade de São Mateus do Sul, resultando em uma média de 8,2% de redução do consumo de água. “Esse valor equivale a, aproximadamente, 143 mil banhos”, destaca Wuaden.

A empresa também trata 100% da água utilizada em seus processos, através de Estação de Tratamento de Água e Estação de Tratamento de Efluentes. A quantia de água excedente devolvida a Bacia Hidrográfica do rio Cambuí, na fábrica de Campo Largo, tem a garantia de uma qualidade maior do que a da água original.

A busca por evolução e otimização de recursos é constante na Roca Brasil Cerámica, que hoje opera 100% com energia limpa. Após a avaliação de nossos impactos, através da ACV, eliminamos o uso do coque de petróleo em nossos processos, passando agora a utilizar a biomassa, desde março de 2022”, diz Wuaden. Combustível sólido renovável, a biomassa libera 50% menos CO2 eq. do que o coque de petróleo para gerar a energia térmica necessária para todos os processos fabris da Roca Brasil Cerámica. “Essas mudanças levaram a uma redução de emissões em 15,4% por m²”, comemora Wuaden.

Além disso, os fornos nas unidades de Campo Largo operam apenas com gás natural e todo o calor que sai deles é reaproveitado em outros equipamentos que utilizam combustível para geração de calor, o que resulta em uma economia de 225.000 m³ de gás natural por mês.

A extração responsável é outro ponto de destaque da Roca Brasil Cerámica, que conta com fábricas em Campo Largo e São Mateus do Sul, localizações estratégicas e com alta disponibilidade de matéria-prima acessível. 64 % dos insumos são originários do Paraná, o que, além de reduzir os impactos ambientais resultantes do transporte, incentiva a economia local. “Possuímos políticas internas de reaproveitamento de matéria-prima e minimização de desperdícios ao longo do nosso processo de manufatura”, afirma também o presidente. Prova disso é que 77,4% dos resíduos é destinado para fins nobres, como a reutilização. Além do controle criterioso de resíduos, a tecnologia empregada na fabricação dos produtos é essencial para a economia de insumos. A linha Contínua+, por exemplo, conta com sistema moderno que utiliza menos matéria-prima na produção das peças.

Nós nos comprometemos sempre a ter um olhar empático com o meio ambiente e, hoje, investimos também na Análise do Ciclo de Vida de nossos novos SuperFormatos. Como próximos passos, a ACV de nossa fábrica de São Mateus do Sul está em processo de finalização, com previsão de entrega para o segundo semestre de 2022”, finaliza Wuaden.

 

Normas técnicas contribuem para a preservação do meio ambiente

 

Na semana em que o mundo se volta para discutir a preservação do meio ambiente, a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT comemora os resultados das inúmeras ações realizadas para ampliar a participação na normalização internacional em questões voltadas ao meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

Há mais de cinco anos, a entidade vem empenhando esforços significativos relacionados a biodiversidade, conservação florestal, economia circular, descarbonização e outros importantes temas que são abordados neste Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6), que este ano tem a Suécia como anfitriã e o tema “Uma Só Terra”, com foco na vida sustentável em harmonia com a natureza.

Biodiversidade

A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção. A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos”, ressalta o presidente da entidade Mario William Esper.

A ABNT, como representante oficial no Brasil da Organização Internacional da Normalização — em inglês, International Organization for Standardization (ISO), integra o Comitê técnico (TC 331) sobre Biodiversidade. O objetivo é desenvolver princípios, estrutura, requisitos, orientação e ferramentas de apoio em uma abordagem holística e global para que todas as organizações ampliem sua contribuição para o Desenvolvimento Sustentável.

Conservação florestal

A ABNT participa ainda como protagonista na ISO da criação de uma normalização global sobre ESG, que está sendo desenvolvida em parceria com Reino Unido e Canadá e da primeira norma de métrica de desmatamento.

O objetivo é estabelecer procedimentos para medir a colheita ou extração de vegetação nativa em áreas com atividade de manejo. Tais procedimentos incluem quantificação e monitoramento da área explorada para subsidiar a análise da cadeia de custódia.

Dentro desse tema, a ABNT lançou ainda a Prática Recomendada de prevenção e combate a incêndios florestais, a ABNT PR 1014, elaborada utilizando melhores práticas adotadas no mercado brasileiro e referências técnicas estrangeiras e internacionais. O documento especifica requisitos mínimos e procedimentos básicos para combate a incêndios em áreas florestais (áreas selvagens), para proteger a vida, patrimônio, fauna e flora, bem como reduzir consequências sociais e danos ao meio ambiente.

Economia circular

Na frente regulatória, o Brasil é um dos países à frente de uma iniciativa para estabelecer normas internacionais sobre o tema. A questão está sendo discutida no âmbito da ISO, na qual a participação brasileira é liderada pela CNI. A expectativa é que o Brasil receba em 2023 uma reunião internacional com especialistas do mundo inteiro.

Desde 2019, a ABNT tem se debruçado sobre o tema com a criação de uma Comissão de Estudo Especial de Economia Circular que se dedica a definir os posicionamentos do Brasil para a elaboração das Normas Internacionais. A Economia Circular propõe um novo conceito de fazer negócios a partir de uma estrutura de produção que reaproveite resíduos que podem ser transformados em novos produtos de valor agregado.

Como principais impactos as normas irão contribuir para aumentar a eficiência do uso dos recursos naturais, reduzir a pressão ambiental decorrente da geração de resíduos, redução de emissão de CO2 e consumo de energia, promoção da inclusão social das pessoas que trabalham informalmente, por exemplo, no tratamento de recicláveis, geração de renda e novos negócios, como os ecoparques.

Carbono zero

Com o objetivo de acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, a ABNT e firmou parceria com o governo do estado de Mato Grosso para a certificar empresas no programa Carbono Neutro MT. O acordo foi assinado em maio durante a 107ª reunião da Associação das Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), em Cuiabá.

Com a parceria, será elaborada pela ABNT a primeira norma nacional que prevê o processo de verificação das empresas para saber se elas estão cumprindo com a descarbonização programada.

O trabalho técnico conjunto para esta regulamentação ocorre desde dezembro de 2021, quando foi assinado um protocolo de intenções entre Mato Grosso e a ABNT, com o objetivo de alavancar o programa rumo à meta de redução da emissão de gases de efeito estufa.

 

Compromissos ambientais e sociais

 

A Suzano, referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo de eucalipto, alcançou no último ano avanços significativos nos seus “Compromissos para renovar a vida”, um conjunto de 15 metas de longo prazo estabelecidas pela empresa. Entre outros destaques ao longo de 2021, nas frentes ambiental e social, estão o total de remoções líquidas de 9 milhões de toneladas de CO₂e da atmosfera, e a retirada de mais de 9 mil pessoas da linha da pobreza.

A companhia entende que atuar no combate às mudanças climáticas é um papel de todos e todas, e a operação integrada do seu negócio – que une suas florestas às Unidades Industriais – a coloca como agente transformador no avanço dessa agenda. Entre 2020 e 2021, a Suzano alcançou um acumulado de balanço – soma de todas as emissões e remoções –, de aproximadamente 25 milhões de toneladas de CO₂e removidos da atmosfera, representando um atingimento de 60% da meta de remover 40 milhões de toneladas de CO₂e da atmosfera, até 2025.

Em linha com o compromisso de ter a Suzano como parte da solução para a emergência climática, em 2021 a companhia aderiu ao Science Based Target Initiative (SBTi), iniciativa que busca impulsionar ações climáticas ambiciosas no setor privado, permitindo que as organizações estabeleçam metas de redução de emissões com base científica. A adesão ao SBTi reforça o compromisso da companhia em assumir uma posição relevante nas discussões mundiais sobre os efeitos causadores das mudanças climáticas, uma questão geracional que exige atuação imediata e relevante por parte da liderança mundial e da população global.

Influenciar a sociedade por meio de iniciativas que gerem impactos sociais e ambientais positivos também é um movimento constante na Suzano, que está presente em mais de 200 municípios brasileiros. De acordo com o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do Governo Federal, em 2021 foram registradas 36.1 milhões de pessoas vivendo em situação de pobreza nos estados do Maranhão, Bahia, Pará, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo – todas regiões de atuação da Suzano. No último ano, mesmo com o aumento da pobreza, a insegurança alimentar, somados aos desafios trazidos pela pandemia, a Suzano seguiu ampliando suas ações de geração de trabalho, renda e impacto social, beneficiando mais de 21 mil pessoas e alcançando um avanço de 5,7 % em relação ao objetivo do compromisso público de retirar 200 mil pessoas da linha de pobreza, até 2030.

Para 2022, a companhia seguirá construindo soluções inovadoras e sustentáveis junto a comunidades e atores estratégicos presentes em suas áreas de atuação, trabalhando em soluções escaláveis por meio da incubação e aceleração de negócios de impacto social, fortalecimento das redes, arranjos territoriais, além do estabelecimento de parcerias institucionais para resiliência dos territórios.

A companhia já conta com diversos projetos sociais, como o PDRT – Programa de Desenvolvimento Territorial Rural –, uma iniciativa que fortalece a agricultura familiar, promove o acesso a políticas públicas e contribui com a qualidade de vida de produtores rurais. No último ano, o programa auxiliou no incremento da renda familiar de mais de 2.900 famílias por meio da produção agrícola regenerativa, gerando mais de 30 mil toneladas de alimentos.

“É cada vez mais natural e necessário que as frentes ambientais e sociais caminhem juntas para fortalecer a sociedade na construção de um futuro mais justo e sustentável, em que consigamos produzir mais soluções e gerar renda, porém utilizando menos recursos naturais. Precisamos fomentar a reflexão sobre as nossas ações diárias e como podemos contribuir para sua preservação e conservação”, diz Cristina Gil, diretora executiva de Sustentabilidade e Comunicação e Marca da Suzano.

Ainda em 2021, e como exemplo da importância em aliar o aspecto ambiental ao social, a Suzano lançou um compromisso para a conservação da biodiversidade. A companhia se compromete, até 2030, a conectar, por meio de corredores ecológicos, meio milhão de hectares de áreas prioritárias para a preservação nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia – o que equivale a quatro vezes a cidade do Rio de Janeiro. A partir da iniciativa, com o 15º Compromisso para renovar a vida lançado pela Suzano, a ideia é criar um movimento colaborativo, diversificado e contínuo, que contribua efetivamente para a conservação de espécies hoje ameaçadas pela ação humana, mas que também eleve o patamar de gestão ambiental, trabalhando em conjunto com proprietários(as) rurais, instituições e lideranças desses locais, identificando oportunidades de sinergia em ações de desenvolvimento socioambiental.

Além das metas de remoção de CO2, mitigação da pobreza e conservação da biodiversidade, a Suzano conta com outros 12 Compromissos para renovar a vida, que podem ser acompanhados na Central de Sustentabilidade da companhia. A plataforma contempla informações relacionadas à gestão e estratégia da companhia, além dos indicadores atualizados sobre os principais aspectos operacionais e socioambientais. São, ao todo, mais de 450 indicadores que podem ser acessados no endereço http://centraldesustentabilidade.suzano.com.br/.

 

Sustentabilidade das embalagens

 

Uma aposta que gera ganhos para todo o ecossistema. Para reduzir a geração de lixo no meio ambiente e o uso de recursos naturais, a Ambev está chamando atenção para a sustentabilidade de suas embalagens e vai acelerar a adesão das garrafas retornáveis para ampliar sua frente de atuação em economia circular.

Na Semana do Meio Ambiente, a companhia reafirma seu compromisso em ter 100% de seus produtos em embalagens retornáveis ou feitas majoritariamente de conteúdo reciclado nos próximos três anos. “Até 2025, além dessa meta, teremos 50% da matéria-prima utilizada na produção dos vasilhames vinda de material reciclado”, conta o Vice-Presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Ambev, Rodrigo Figueiredo.

O retornável é a embalagem mais sustentável que existe, hoje, na companhia. Ela é desenhada para ir e voltar, ao menos, 26 vezes ao longo de sua vida útil. E com inúmeras iniciativas para estimular o seu uso e a mudança de cultura do consumidor brasileiro, a Ambev conseguiu atingir um crescimento constante, ano contra ano, no peso de retornáveis, que cresceram duplo dígito.

A empresa investe agora expertise, tecnologia e inovação para criar ferramentas e situações que geram maior comodidade ao consumidor, garantindo engajamento na sustentabilidade das embalagens.

Em parceria com os pontos de venda, a Ambev promove o consumo do retornável tanto nos próprios estabelecimentos, quanto como opção de compra para levar para casa, oferecendo o produto a um preço mais atrativo nesse segundo formato. A companhia está ainda disponibilizando um estoque de vasilhames. No caso das garrafas de 300ml, por exemplo, o valor sugerido é de apenas R$ 1 por unidade.

A Ambev também aposta no seu aplicativo Zé Delivery para conscientização e mudança de comportamento. Neste mês, o app está dando um estímulo a mais ao consumidor. Gastando R$ 30 em garrafas retornáveis, os clientes poderão concorrer a um ano de boletos pagos e ainda mais 100 prêmios por semana para usar no app.*

A promoção tem validade até 6 de junho.

 

Monitoramento de espécies da fauna amazônica

 

Apenas um ano depois de ser descoberto em Rondônia e entrar para a lista da fauna do Brasil, o sapo-da-serrapilheira Rhinella exostosica teve seu primeiro registro de ocorrência no Acre, em uma das áreas de trabalho do projeto de carbono Brazilian Amazon, da brCarbon, uma climate tech brasileira. Esse é um dos impactos positivos gerados a partir do monitoramento permanente de biodiversidade realizado pela empresa, que hoje soma 435 espécies de fauna, das quais 71 (16%) só existem na região amazônica e oito estão ameaçadas de extinção. Atualmente o Brazilian Amazon contribui para a conservação de cerca de 150 mil hectares na região.

Semana do Meio Ambiente 2022 - Revista Meio Ambiente Industrial“Queremos conhecer melhor a floresta, porque para preservar é preciso conhecer. Além das ações de conservação e de redução de emissões de gases do efeito estufa, o trabalho da brCarbon caracteriza-se também como uma iniciativa de impacto socioambiental, gerando benefícios para o clima, para as comunidades e para a biodiversidade”, afirma o diretor da empresa, Bruno Brazil. O relatório da fauna é apresentado agora como parte das comemorações do dia mundial do meio ambiente, celebrado neste 5 de junho.

Das 435 espécies monitoradas atualmente, 322 são aves, 54 anfíbios, 34 mamíferos e 25 répteis. “Algumas espécies possuem alta sensibilidade e dependem de condições ambientais adequadas para sua sobrevivência, ou seja, a conservação da floresta é fundamental para a manutenção do habitat. O monitoramento da biodiversidade é um eixo de atuação importante dentro dos projetos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD+), servindo ao propósito de conhecer a composição e a riqueza de espécies ao longo do tempo, considerando as condições ambientais e a dinâmica populacional nestas regiões frente às alterações no clima, entre outras variáveis locais”, destaca a bióloga Camila Monteiro, gerente de projetos com enfoque em engajamento social e monitoramento de biodiversidade.

Outro aspecto importante do monitoramento da diversidade biológica é a geração de conhecimentos a partir dos levantamentos realizados com a produção de dados sobre a ocorrência e distribuição geográfica de espécies em áreas pouco ou nunca antes amostradas. A brCarbon está organizando um banco de dados coletados nas instâncias de seus projetos desenvolvidos prioritariamente em propriedades privadas na Amazônia. Esta ação deverá subsidiar análises e publicações científicas ao longo deste ano. “Tornar isso público é muito importante, muito significativo. A maioria dos dados são gerados hoje pelas universidades ou unidades de conservação. Agora estamos dentro de unidades privadas que talvez nunca fossem amostradas”, afirma Camila.

O monitoramento de biodiversidade é realizado em atendimento aos critérios do padrão internacional de projetos de carbono, seguindo o modelo CCB Standard – Climate, Community and Biodiversity, o que inclui procura visual ativa, instalação de armadilhas fotográficas, registro de encontros ocasionais, identificação pela vocalização com uso de gravadores acústicos e registros indiretos com a determinação de espécies por seus rastros, ossadas ou outros vestígios. “Para garantir a qualidade dos dados gerados e possibilitar análises qualitativas, adotamos em nosso protocolo a realização de duas campanhas de amostragem a cada ano, uma no período das chuvas e uma na seca, considerando as diferenças populacionais em decorrência da sazonalidade. Esse será um trabalho permanente, o que nos permitirá perceber alterações no comportamento das espécies ao longo dos anos”, explica Camila.

Alinhamento com a ONU

A bióloga da brCarbon ressalta que o monitoramento da biodiversidade vai muito além da questão ambiental. “O conhecimento da biodiversidade está diretamente ligado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, os chamados ODS, da ONU”, destaca. Os ODS foram anunciados pela ONU como parte da Agenda 2030, um plano de ação que busca tornar o mundo mais sustentável por meio da cooperação entre os governos, o setor privado e a sociedade civil. São metas como erradicação da pobreza, educação de qualidade, água potável e saneamento, energia limpa e acessível, trabalho decente e crescimento econômico, redução, consumo e produção responsáveis e ação contra a mudança global do clima.

 

Cinco mudanças do plástico em prol da sustentabilidade

 

Pessoas do mundo inteiro têm expressado suas preocupações com o impacto do descarte de resíduos na preservação do meio ambiente, e a indústria do plástico vem realizando mudanças para fabricar produtos mais adequados aos modelos de economia circular. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento visam desde a criação de novos designs de embalagens, produção de polietileno a partir do etanol de cana-de-açúcar, até maneiras mais eficazes de reciclar resíduos plásticos.

De acordo com Simone Carvalho, membro do comitê técnico do PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico), “no Brasil, soluções que remodelam os processos de produção de plásticos e de reciclagem estão emergindo já há alguns anos por necessidade e urgência”.

“As empresas tomaram medidas para reduzir a quantidade de plástico produzindo garrafas PET mais leves, por exemplo; ao mesmo tempo, os comportamentos de consumo estão começando a mudar à medida que as pessoas abraçam a economia compartilhada”, explica.

Confira algumas mudanças que, nos últimos anos, têm feito a indústria do plástico evoluir a caminho de uma atuação mais sustentável:

 

1 – Brasil tem o primeiro polietileno verde certificado no mundo

Em 2007, a Braskem anunciou a produção do primeiro polietileno a partir do etanol de cana-de-açúcar certificado mundialmente, utilizando tecnologia desenvolvida no Centro de Tecnologia e Inovação da empresa. O material hoje é usado em diversas aplicações como, por exemplo, na fabricação de brinquedos, embalagens de cosméticos, equipamentos de jardinagem e até mobiliários como cadeiras e mesas.

A evolução se dá pelo fato de o material contribuir para a redução da emissão dos gases do efeito estufa na atmosfera, já que captura 3,09 toneladas de gás carbônico durante o seu processo produtivo. A resina também apresenta as mesmas características do polietileno tradicional, ou seja, não necessita de adaptações de maquinário e é 100% reciclável.

 

2 – Logística reversa passa a ser lei para destinação do plástico

A logística reversa foi instituída pela Lei Nº 12.305, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), segundo a qual as empresas devem se responsabilizar pelo ciclo de vida do produto, ou seja, desde o seu projeto até o descarte final e retorno ao ciclo produtivo. Com isso, as empresas passaram a promover ações como campanhas com o intuito de arrecadar e recolher produtos. Um exemplo é o Descarta Aí, projeto que incentiva a logística reversa de baldes plásticos da construção civil, iniciativa da COFABI – Câmara Setorial dos Fabricantes de Baldes Industriais da ABIPLAST com patrocínio da Braskem e operacionalização da Yatoó.

3 – Lançamento do Selo Nacional de Plásticos Reciclados

O Selo Nacional de Plásticos Reciclados (Senaplas) foi lançado no dia 20 de janeiro de 2014 como uma solução para identificar, valorizar e certificar as empresas do segmento de reciclados plásticos que atuam de acordo com os critérios socioambientais e econômicos exigidos pela Lei (Senaplas Empresa).

Em 2018 foi lançado o Senaplas Produto que visa atestar certas propriedades da resina reciclada – densidade, índice de fluidez, temperatura de amolecimento ou fusão e/ou módulo de flexão. A certificação valoriza o produto, garantindo ao mercado a qualidade superior do material durante a validade do selo (24 meses). Esse foi um importante marco para regulamentar e estabelecer um padrão de qualidade para os produtos plásticos reciclados.

4 – Investimento em recuperação de resinas plásticas pós-consumo

De acordo com pesquisa encomendada pelo PICPlast, no ano de 2020, 72% da produção de plásticos reciclados no país foram de origem no resíduo pós-consumo, enquanto 28% foram de resíduo pós-industrial. Alguns transformadores aderiram ao mercado de recuperação de resinas para vendas a terceiros. Um exemplo é o segmento bottle-to-bottle – processo que transforma uma garrafa PET pós-consumo em outra nova e pronta para ser envasada –, que está em alta, impulsionado principalmente pelas metas de sustentabilidade ambiciosas de grandes empresas, como a Coca-Cola.

5 – Modernização da reciclagem

O principal motivo de perdas no processamento de resíduos ainda é a contaminação da sucata plástica com materiais indesejados, que ocorre pela dificuldade na triagem. Por esse motivo, as recicladoras de plástico há anos vêm se modernizando e se valendo da tecnologia. Uma evidência significativa é o número crescente de unidades de reciclagem munidas de sensores ópticos para distinguir plásticos com maior precisão na triagem do resíduo, assegurando maior fluidez e pureza no material que é moído e extrudado.

Por fim, nesse consenso da indústria e consumidores em prol da sustentabilidade, o mundo caminha para a economia circular, que busca evitar a disposição de resíduos em aterros e estimular o descarte correto de resíduos plásticos, o que reduz os impactos socioambientais.

Semana do Meio Ambiente 2022 - Revista Meio Ambiente Industrial

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