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Ranking-Energias-Renovaveis-(2)Brasil destaca-se no Ranking de Investimento em Energia Renovável, com cenário favorável para expansão da energia eólica

Publicado em 23 de novembro de 2015, o estudo “Climatescope”, coordenado pelo Fundo Multilateral de Investimentos do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, em parceria com a Bloomberg New Energy Finance, traz uma análise das atividades no setor de energias renováveis referente ao ano de 2014 para 55 países em desenvolvimento e, dentre outras informações, disponibiliza ranking por atratividade de investimentos.

Nesta edição, as 10 primeiras posições foram ocupadas por China, Brasil, Chile, África do Sul, Índia, Quênia, México, Uruguai, Uganda e Nepal. Destacamos a posição do Brasil: segundo lugar em atratividade para investimentos na área de energias renováveis, ficando a China com a primeira posição.

Assim como no ano passado, a atratividade de investimento dos países seguiu critérios financeiros, do mercado de carbono, quadro regulatório, e desenvolvimento da cadeia produtiva para composição do ranking.

Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica, avalia que o estudo aponta um cenário favorável para a expansão da energia eólica no país. “Os benefícios do investimento em usinas eólicas são significativos, pois, além do desenvolvimento econômico proporcionado, a fonte também contribui para o desenvolvimento social por meio da geração de emprego e renda para a população e da contribuição para o aumento de diversas atividades econômicas nas áreas de instalação dos parques”, diz Elbia.

Ainda segundo o relatório, o investimento em energias renováveis na América Latina e no Caribe aumentou de US$ 15,4 bilhões em 2013 para US$ 23 bilhões em 2014, representando aumento de quase 50% em um ano, com destaque para o volume de investimentos realizados no Brasil, Chile, México e Uruguai.

O Brasil foi líder absoluto dos investimentos nesta região, tendo sido destino de mais da metade dos recursos investidos (US$ 14 bilhões), seguido por Chile e México, com US$ 2 bilhões cada um no mesmo período.

Para Elbia, os indicadores do relatório reforçam as percepções do desenvolvimento exponencial da indústria eólica e do Brasil como um dos mercados mais atrativos para ela, colocando-o, pelo segundo ano, em uma posição privilegiada.

Apesar de as fontes renováveis complementares serem o objeto de análise deste relatório, a posição alcançada pelo Brasil deveu-se especialmente à fonte eólica. “Investir em energia eólica é cada vez mais promissor, pois, além de sermos um dos mercados mais competitivos do mundo, possuímos os melhores ventos que, aliados a um forte avanço tecnológico, resultam em grande eficiência na geração”, destaca Elbia.

Saiba mais:

  • A energia eólica participa com 8,1 GW de potência instalada no Brasil atualmente.
  • Sua representatividade é de 6% da Matriz Elétrica brasileira.
  • O 2º leilão de energia de reserva (LER), realizado em 14 de novembro de 2015, negociou 548,2 MW eólicos.
  • Neste 2º LER, a energia eólica apresentou 20 projetos localizados na região Nordeste, representando o volume total de contratação do certame. O estado da Bahia, com 493,0 MW, representou 90% do total.
  • A comercialização de 548,2 MW de energia eólica neste 2º LER 2015 representa a geração de mais de R$ 3 bilhões de investimentos no setor e oito mil empregos, além de abastecer, a partir de novembro de 2018, mais de 1 milhão de lares brasileiros com energia renovável e evitar 1,3 milhões de toneladas de CO2.

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