Home Notícias Projeto entre Terphane e Braskem desenvolve embalagens com resinas recicladas pós-consumo (PCR)

Projeto entre Terphane e Braskem desenvolve embalagens com resinas recicladas pós-consumo (PCR)

por redação

O projeto conta ainda com a participação dos convertedores Antilhas e Gualapack

Terphane, empresa do setor de filmes PET (poliéster), e um importante player global com operações no Brasil e Estados Unidos, é uma das empresas parceiras da Braskem num projeto que prevê o desenvolvimento de stand-up pouches (SUP), para uso não alimentício, a partir dos filmes sustentáveis da linha PCR Ecophane® feitos com até 30% de poliéster reciclado pós-consumo. O projeto nasceu do compromisso da Braskem em ajudar os brand owners a atingirem suas metas de sustentabilidade. As outras duas empresas participantes são Antilhas e Gualapack.

A produção dos SUP começa com o envio das resinas de PE PCR (polietileno com reciclado pós-consumo) da Braskem, junto com um filme de poliéster com material reciclado pós consumo da linha Ecophane®, da Terphane, para a Antilhas, que é responsável pela conversão da embalagem (laminação e impressão). Após a conclusão desta etapa, a estrutura da embalagem é encaminhada para a Gualapack que formata o pouch e injeta o bico e a tampa, também produzidos com material reciclado pós-consumo.

A colaboração para desenvolver esta tecnologia, a partir de PCR, resultou na produção de um material com 43,3% de conteúdo pós-consumo (r-PE + r-PET), gerado em duas linhas de produção, além da logística reversa de embalagens da Braskem e do polietileno de alta densidade (PEAD) de aterros sanitários.

 

Linha Ecophane®

 

Segundo a Terphane, em 2021 foram utilizadas 1.000 toneladas de resinas PET PCR (recicladas pós-consumo), grau alimentício, na produção de filmes da linha Ecophane®. Ou seja, por este processo de circularidade foram consumidas mais de 45 milhões de garrafas PET de 1 litro descartadas após o consumo.

“Este projeto com a Braskem, Antilhas e Gualapack é um exemplo extremamente bem-sucedido de desenvolvimento colaborativo. Fica cada vez mais claro que a união de diversos players é a chave para o sucesso de ações de sustentabilidade. E todos saem ganhando, em especial os brand owners, que passam a oferecer alternativas mais sustentáveis para seus consumidores, e a sociedade, que se sente parte do processo de reciclagem, contribuindo com o meio ambiente. O que seria lixo é transformado em matéria-prima e retorna para o consumo, dentro de um conceito de Economia Circular”, pontua José Bosco Silveira, Presidente do Grupo Terphane.

André Gani, diretor de Vendas & Marketing da Terphane, completa: “O desenvolvimento da linha Ecophane® não vai apenas ao encontro das métricas de sustentabilidade estabelecidas pela Terphane, mas atende a uma busca dos brand owners que querem associar suas marcas e produtos a embalagens cada vez mais sustentáveis. Ela é produzida a partir do PET reciclado de garrafas e embalagens e possui ao menos 30% de PCR em sua composição. Ou seja, além de garantir um menor uso de matérias-primas virgens, contribui para a estimular a Economia Circular”.

“Essa parceria reforça nossa contribuição com a economia circular. Atuamos em diversas frentes e em conjunto com empresas altamente qualificadas, de modo a criar produtos mais sustentáveis e que atendam às demandas do mercado. A ampliação do uso de conteúdo reciclado em aplicações de alto valor como essa somente será possível com a união de todos os elos da cadeia”, afirma Américo Bartilotti, Diretor do Negócio de Embalagens e Bens de Consumo da Braskem.

 

Economia circular

 

Alan Baumgarten, CEO da Gualapack, destaca que as embalagens foram submetidas aos mesmos protocolos de testes e segurança que as versões feitas com resina virgem, mostrando que estão prontas para atender aos requisitos do mercado. “Após submetermos os pouches a uma bateria de testes de resistência, concluímos que a tecnologia desenvolvida tem boa selagem, o que viabiliza sua aplicação em produtos mais técnicos.’’

A embalagem tem como objetivo ser um primeiro passo do retorno dos insumos reciclados à cadeia de produção, sendo possível sua comercialização em mercados não alimentícios e sem restrição quanto ao uso de resina reciclada pós consumo. “Esta é uma alternativa interessante para marcas que buscam atingir as metas de incorporação de PCR em suas embalagens e que não possuem restrição ao uso deste tipo de material, como produtos de home care’’, completa o CEO da Gualapack.

“A participação da Antilhas neste projeto é mais um passo para ajudar as marcas a alcançarem a meta de ter 100% das embalagens reformuladas, tornando-as aderentes aos desafios listados na agenda de sustentabilidade das principais empresas e alcançando o status de Aterro Zero. Assim como fizemos com o stand up pouch 100% PE, estamos seguindo o nosso DNA e o nosso compromisso com o meio ambiente e com o desenvolvimento de projetos para a sustentabilidade”, afirma Carlos Hugo, gerente de Desenvolvimento Técnico Comercial da Antilhas.

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