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Prevenção contra riscos ambientais desperta mais interesse

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Riscos AmbientaisA Chubb, líder em seguros de Riscos Ambientais no Brasil (ranking Susep), afirma que as empresas do país estão mais interessadas em prevenir prejuízos advindos de agressões ao meio ambiente. “A conscientização ainda é incipiente, mas se desenvolve de forma sólida e constante”, diz Fábio Barreto, especialista em Subscrição responsável pela área de Riscos Ambientais da Chubb. Segundo ele, três grandes fatores influenciam essa nova postura das organizações: o gradativo entendimento da nova legislação sobre o tema, a intolerância da atual sociedade com relação a acidentes com poluidores e o maior conhecimento sobre as apólices de seguros – em especial a de Riscos Ambientais.

Ao comentar o progressivo entendimento sobre a nova legislação, Fábio Barreto afirma que as empresas estão descobrindo o significado do enquadramento à Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada em 2010. “As organizações começaram a notar que o simples envio de seus resíduos para aterros sanitários não resolve o problema. Conforme a lei, elas continuarão responsáveis pelos poluentes após o encerramento das atividades do aterro”, destaca. Segundo o executivo, os aterros exigem a constante manutenção de drenos de captação de gases e de lagoas de tratamento do chorume: “as empresas que depositaram detritos no local têm responsabilidade ad eternum, objetiva e solidária pela qualidade desse serviço”.

Ao citar a atual intolerância da sociedade com relação a agressões ao meio ambiente, o especialista em Subscrição diz que esse processo pode ser visto cada vez mais no dia a dia. Ele observa que as decisões do judiciário a esse respeito são cada vez mais severas e pode decretar o encerramento das atividades da empresa responsável pelos temas relacionados ao meio ambiente e suas implicâncias. Por isso, Fábio acredita que as organizações no Brasil tendem a contratar a proteção de Riscos Ambientais com a mesma frequência com que hoje adquirem os seguros que protegem o patrimônio, transporte de mercadorias, danos a terceiros (Responsabilidade Civil Geral) e decisões administrativas (D&O).

A respeito do maior conhecimento acerca das apólices de seguros, o especialista da Chubb conta que é cada vez maior o número de empresas no País que criaram o cargo de Gestor de Riscos (Risk Manager), tal como há muitos anos ocorre nos países mais desenvolvidos. Ele explica que esse profissional atua de modo especializado tanto em riscos como em seguros e, além disso, muitas vezes tem em seu currículo passagens por grandes seguradoras ou corretoras. “Ainda que, em alguns casos, não esteja familiarizado com a apólice de Riscos Ambientais, esse gestor tem condições de levantar e mapear as vulnerabilidades da empresa. Esse mapeamento normalmente inclui o histórico de vazamentos, derramamentos, incêndios, processos defasados e outros itens que podem representar potenciais focos de contaminação”, comenta.

Fabio Barreto diz ainda que a atual demanda pelos seguros de Riscos Ambientais é também influenciada por um número cada vez maior de empresas que descobrem as limitações da apólice de Responsabilidade Civil Geral (RCG) com relação a agressões à natureza. Este seguro, que já é bastante contratado pelo mercado para diversos riscos, garantiria apenas proteção contra terceiros para os casos de poluição súbita e não cobre prejuízos contra o meio ambiente, cujos valores chegam facilmente à casa dos milhões de reais. “Em todo o mercado, essa proteção exclui os cenários de poluição gradual e também os decorrentes de tanques subterrâneos”, esclarece.

Segundo o executivo, os riscos mais comuns que podem estar cobertos pelo seguro de Riscos Ambientais são os custos e despesas para a reabilitação do solo ou águas contaminadas (incluindo o lençol freático). “Em geral, os casos cobertos envolvem um cenário bastante complexo, pois a recuperação pode englobar investigação, contenção, salvamento, transporte de poluentes, recuperação da área atingida, indenização de terceiros, custas processuais e outros. Em virtude disso, a apólice do tipo all risks, comercializada pela Chubb, significa um divisor de águas na história deste seguro no Brasil, pois cobre todos os riscos, exceto aqueles definidos como excluídos”, conclui Fábio Barreto.

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