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Personalidades conquistam prêmio socioambiental

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Representantes da Comissão Julgadora e personalidades que foram reconhecidas pela Câmara Municipal de São Paulo por conta das ações em prol da sustentabilidade

Durante Sessão Solene no Auditório Prestes Maia, a Câmara Municipal de São Paulo entregou, dia 9 de junho de 2017, o Prêmio Responsabilidade Socioambiental para pessoas físicas e jurídicas que se destacaram nessa área. As homenagens foram entregues pela vereadora Aline Cardoso (PSDB), e Gilberto Natalini (PV), vereador licenciado e atual secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente. Ele é o autor da Resolução 2/2011, que instituiu a premiação.

De acordo com a Resolução, anualmente, até cinco indicados recebem, no mês de junho, o reconhecimento do município por iniciativas de desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à preservação ambiental e ao respeito à natureza. Uma comissão formada por nove membros de diversas entidades e instituições, como a Faculdade de Saúde Pública da USP, a Ordem dos Advogados do Brasil a Fiesp e a Revista Meio Ambiente Industrial & Sustentabilidade, analisam as indicações e escolhem as personalidades a serem premiadas. Cabe à Câmara aprovar a lista sugerida. Os contemplados recebem uma medalha especial e um Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo, ambos concedidos pela Câmara.

Segundo Natalini, um dos desafios hoje na cidade de São Paulo é aliar as preocupações ambientais com a crise econômica. “A causa da sustentabilidade envolve a questão econômica, social e ambiental. A situação da crise é muito grave e o meio-ambiente é o primeiro que apanha e último que bate. São invasões, pessoas fazendo as coisas de qualquer jeito e dá muito mais trabalho”, afirmou.

No entanto, ele garante que a consciência ambiental tem aumentando na cidade. “Temos enfrentado com as armas de paz que a gente tem. Eu espero suportar todas as dificuldades. Esses homenageados ajudam a fazer isso”, declarou.

A organização TNC (The Nature Conservancy), que tem como uma das bandeiras a segurança hídrica no Brasil, foi uma das premiadas. Quem recebeu a homenagem foi Samuel Barreto, gerente nacional de Água da entidade. Ele chamou a atenção para a recente crise hídrica paulista, que teve início em 2013 e terminou apenas no ano passado.

Nessa época, o Sistema Cantareira, conjunto de mananciais responsável pelo abastecimento de quase 10 milhões de pessoas na capital e na Região Metropolitana, quase entrou em colapso. A Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, precisou utilizar bombas para captar água do chamado volume morto.

“A sociedade economizou o equivalente a uma Represa Guarapiranga. Até o momento teve uma redução do consumo, mas isso pode se perder”, afirmou Barreto. Durante a crise hídrica, o poder público incentivou a população a instalar caixas d’água. Segundo o porta-voz da TNT, isso pode ser um risco. “É uma armadilha da caixa da água ou do reservatório, que nesse momento encheu. Mas continuamos operando no limite da demanda. Qualquer emergência vai entrar no cheque especial”, afirmou.

A vereadora Aline Cardoso disse que a água é uma das preocupações da gestão João Doria (PSDB). Ela destacou que o programa “Defesa das Águas”, deixado para trás na última administração, foi retomada no governo tucano. “As pessoas que estão pensando políticas públicas continuam alertas e conscientes para tomar medidas de conservação e proteção, fazendo a sua parte. A água é um desafio para a nossa cidade, sabemos que os mananciais estão sobrecarregados, temos problemas de desmatamento e de falta de proteção”, observou.

Um dos premiados foi o ex-deputado Federal Eduardo Jorge. O sanitarista foi um dos criadores do SUS (Sistema Único de Saúde) e ex-secretário do Verde e do Meio Ambiente da capital paulista. “Eu representei essa força política na Constituição. O sistema da saúde foi talvez a reforma mais importante da constituinte democrática. Antes, dois terços da população brasileira era classificada como indigente, sem o direito assegurado”, comentou o especialista.

Na ocasião, também foram laureados o Instituto 5 Elementos, especializado em atividades de Educação Ambiental, representado por Monica Pilz Borba; o advogado Édis Milaré, um dos pioneiros a atuar com Direito Ambiental no Brasil; e o jornalista Dal Marcondes, diretor e fundador da Agência Envolverde.

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