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Pautas urbanas ligadas à água, resíduos e ar são prioridades para a indústria e sociedade

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“O objetivo é orientar o setor produtivo para avançarmos nestas pautas e proporcionar melhorias para o dia a dia da sociedade”, diz Eduardo San Martin, presidente do conselho.
Com o foco de lutar por aquilo que é melhor para a sociedade ao priorizar soluções para questões que envolvem a Despoluição dos Rios , a Gestão dos Resíduos Sólidos e a Qualidade do Ar, o Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, abriu, no dia 11 de fevereiro, o calendário de reuniões do ano de 2020. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, ao compor a mesa de abertura, deu as boas-vindas aos novos conselheiros e destacou a importância da pauta ambiental nos dias atuais.

Água, resíduos e ar são as diretrizes do Cosema

“Hoje, o mundo fala sobre isso. Entre três temas discutidos pelas nações, um deles é meio ambiente. Portanto, esta pauta é fundamental para o setor produtivo e renovo meu apoio para as ações do Cosema junto ao seu presidente, Eduardo San Martin , aos conselheiros que foram reconduzidos para mais um ano de trabalho e aos novos conselheiros e conselheiras que passaram a integrá-lo este ano”, mencionou Skaf. O Cosema conta atualmente com 104 conselheiros é o segundo maior conselho da Fiesp. Tratar questões ligadas aos resíduos, água e ar são as diretrizes para 2020.

Skaf lembrou que os conselhos da Fiesp são imprescindíveis para tratar todos os temas que perfazem as atividades da indústria em um mesmo nível de relevância e no sentido de convergi-las para o fortalecimento da casa. “Cada conselho tem uma luz e seus conselheiros são personalidades que merecem reconhecimento, pois representam forças de pensamento e de conhecimento especializados altamente valiosos. Aqui, na Fiesp, temos 12 conselhos e todos com o mesmo perfil do Cosema, com pessoas de personalidade, referências nas áreas nas quais atuam e que buscam agir para atingir um nível de harmonia entre os assuntos tratados e de relevância para o setor produtivo. Vale lembrar, que além da participação empresarial e industrial, a Fiesp se abriu para a sociedade e temos especialistas dos mais diversos setores e que são necessários para que a casa da indústria possa defender suas principais bandeiras e seja vista sempre com força para ajudar o País”, avalia.

Buscar o melhor para a sociedade

Eduardo San Martin lembra que “o que é melhor para a sociedade é melhor para o setor produtivo”. Segundo ele, há 15 anos, quando Paulo Skaf o convidou para conduzir na Fiesp um movimento ambiental que já existia no setor têxtil , essa premissa foi incorporada rapidamente aos outros setores produtivos. “Ao longo desse período, fortalecemos o desenvolvimento sustentável. Hoje, temos total prestígio, suporte e respaldo do nosso presidente, para que possamos desencadear as melhores ações possíveis, por isso, abrindo os trabalhos deste ano, com o agendamento de uma série de reuniões ordinárias, algumas extraordinárias, e teremos a possibilidade de, juntamente com o departamento de desenvolvimento sustentável e outros departamentos da casa, realizar simpósios, seminários, workshops, tudo isso, para atender um grande objetivo, que é buscar o melhor para toda a sociedade”, disse.

Discussões em um nível mais avançado

As discussões que enfocam a Despoluição dos Rios, a Gestão dos Resíduos Sólidos e a Qualidade do Ar, iniciadas em 2019, serviram para elencar os temas mais importantes e principais gargalos que serão discutidos este ano. San Martin explica que, agora em 2020, o Cosema vai tratar esses assuntos em um nível mais avançado. O tema Despoluição dos Rios, por exemplo, teve uma discussão iniciada o ano passado, em reuniões do conselho, quando foram ouvidos os setores público e privado. “Isso resultou em um seminário no qual foram debatidos os temas principais e dele foram constituímos grupos de trabalho que estão desenvolvendo ações para temas mais específicos, que serão objetos das discussões ao longo de 2020”, informa.

A metodologia é sair do tema geral e afunilar, ou seja, ultrapassar os pontos que já foram discutidos, estudar quais são os obstáculos para se estabelecer estratégias para vencê-los e que tragam resultados concretos para a sociedade. “Tudo tem um começo, meio e visão de futuro. Podemos não ter sucesso em algumas iniciativas, mas não vamos ficar repetindo discurso. Nosso caminho é chegar lá na frente e apontar que conquistamos resultados. Destacar que tal conquista foi uma luta do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp, que conseguiu, através das suas ações, proporcionar melhorias para a sociedade. Isso vale para despoluição da água, gestão de resíduos e qualidade do ar”, afirma.

Pressão da sociedade

Nessa linha de trabalho, o Cosema concentra os seus esforços nos temas que estão mais próximos da sociedade, por isso os assuntos tratados visam fazer com que o cidadão se envolva com eles também. “Elencamos questões que incomodam a sociedade e que ela enxerga no seu dia a dia, como as questões da poluição dos rios, lixo disposto de forma inadequada, qualidade ruim do ar. Para que tenhamos sucesso junto ao setor público, precisamos que a sociedade esteja envolvida para que ela ajude a fazer pressão e tenhamos alguma chance de melhorar a qualidade da cidade como um todo”, destaca.

San Martin conta que em 18 de março será realizado o seminário “Por que nossos rios continuam poluídos ?”, com a participação de representantes do Instituto Trata Brasil, Tribunal de Contas do estado de São Paulo, ONG Volta Pinheiros, Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental – PROAM, Ministério Público Estadual, entre outros. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no link: https://www.fiesp.com.br/agenda/seminario-por-que-nossos-rios-continuam-poluidos/.

“O seminário foi estruturado de forma a pensar sobre o que está faltando, o que pode ser feito para evitar, por exemplo, que estragos com as enchentes como as que aconteceram recentemente por falta, principalmente de conscientização ambiental e planejamento público, venham a ocorrer de novo. A proposta é que ao final do seminário tenhamos a resposta para esta pergunta do título”, diz o presidente do Cosema.

Temas que fazem parte do dia a dia do cidadão

Ainda faz parte da programação de eventos do Cosema, na Semana do Meio Ambiente, em junho, um seminário com foco no lixo do município de São Paulo. “Nosso objetivo é verificar porque esse tema não evolui como deveria e temos tantos problemas para efetuar a gestão dos resíduos no Estado”, observa San Martin.

O presidente Cosema observa que por maior que seja a força da Fiesp, sem a sociedade junto, apoiando suas ações, os resultados não são tão significativos. É por isso que estamos discutindo temas urbanos. São temas que fazem parte do dia a dia dos cidadãos. Até que possamos ter uma sociedade formada por pessoas que na sua infância, juventude, tiveram o que não tem hoje: educação ambiental “, ressalta. Segundo San Martin, este é um assunto, inclusive, que está na agenda de ações do Senai este ano, por meio de um Programa de Educação Ambiental, que vai trabalhar 100 mil jovens que frequentam as escolas do Sesi/Senai justamente para ampliar sua disseminação e ajudar na formação de cidadãos mais conscientes e proativos.

Outros temas, como reciclagem automotiva e economia circular também estão na pauta de trabalhos do Cosema em 2020. Em março, dia 31, San Martin informa que será realizado o Fórum Sul-Americano de Economia Circular , uma parceria da Fiesp com o Cosema, o Senai e a entidade filandesa, The Finnish Innovation Fund (Sitra), e que contará com a participação de países da América do Sul e da Europa. As inscrições serão abertas em breve.

E no segundo semestre a pauta do Cosema contempla a Qualidade do Ar. Em breve serão divulgadas as ações e eventos programados sobre o tema.

Fonte: Canal Ecowords (www.ecowords.com.br)

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