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Operação integrada prende quadrilha ligada à extração de palmito

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Foram elaborados 42 Autos de Infração Ambiental (AIAs) ao todo, três para cada palmiteiro: por cortar espécies ameaçadas

Após um extenso trabalho de investigação e inteligência, a Fundação Florestal e a Polícia Militar Ambiental surpreenderam uma quadrilha ligada à extração de palmito no Núcleo Santa Virgínia do Parque Estadual Serra do Mar, em São Luiz do Paraitinga. A operação integrada aconteceu dias 20 e 21 de fevereiro. Como resultado, foram presos 16 integrantes da quadrilha, além de celulares, facões, machados, e veículos. O acampamento utilizado pela quadrilha foi destruído pela equipe de fiscalização.

A operação teve início na manhã desta terça-feira, 20, quando dois vigilantes do parque e dois policiais ambientais perceberam vestígios de que o grupo de criminosos havia adentrado a mata. Seguindo os vestígios, foram encontrando e rendendo os palmiteiros um a um, até chegar ao rancho onde estavam abrigados. Três deles fugiram e foram capturados posteriormente. O chefe da quadrilha foi preso tentando resgatar um suposto palmiteiro ferido.

Já na delegacia, apurou-se que alguns deles estão envolvidos em outros crimes como estupro e até mesmo homicídio e boa parte deles já possui antecedentes por crimes ambientais. Foram elaborados 42 Autos de Infração Ambiental (AIAs) ao todo, três para cada palmiteiro: por cortar espécies ameaçadas, por penetrar em Unidade de Conservação portando objetos para o corte de vegetação e pelos danos ambientais causados. Os criminosos foram enquadrados no artigo 40 da lei de crimes ambientais, que acarreta em reclusão sem direito a fiança, além de responderem por formação de quadrilha. Os responsáveis serão condenados ainda a pagar multa de 40 mil reais e recuperar a área destruída.

Segundo o gestor do PESM – Núcleo Santa Virgínia, João Paulo Villani, o sucesso da operação se deve ao monitoramento que vem sendo desenvolvido dentro do parque. “A Unidade de Conservação, em conjunto com a Policia Ambiental, vem no encalço dessa quadrilha desde 2016. Ao longo deste tempo, fomos seguindo vestígios, fazendo pequenas apreensões e no final de 2017, percebemos que era uma quadrilha com grandes ramificações. Passamos a monitorar o modus operandi dessa quadrilha, até que conseguimos chegar a este surpreendente resultado. Esperamos com isso, diminuir o corte ilegal que retirou inúmeras árvores de dentro do Parque, Zona de Amortecimento e Reservas Particulares da região nos dois últimos anos.”

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