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Mercado Livre de Energia: confira alguns mitos e verdades sobre o modelo de negócio que vem crescendo

por redação

A Câmara dos Deputados deve votar o Projeto de Lei 414/2021, que prevê a abertura do Mercado Livre de Energia a todos os consumidores do país em 42 meses a partir da sanção da lei.

O Mercado Livre de Energia vem se tornando aliado de empresas quando o assunto é economia de energia elétrica. Os benefícios são ainda maiores quando considerado o atual cenário econômico e pós pandemia, que traz o desafio de reduzir custos e manter a sustentabilidade do negócio. Neste mercado, os clientes podem escolher seus fornecedores e negociar livremente as condições de contratação de energia, como preço e tipo de energia. 

 “Atualmente, o Mercado Livre de Energia é direcionado para consumidores que gastam pelo menos R$ 50 mil por mês em sua conta de energia – o equivalente a 500 kW de demanda contratada. No entanto, existem discussões em andamento sobre a abertura desse mercado para consumidores de menor porte e, futuramente, até para o consumidor final. Além disso, existem as empresas que se enquadram na categoria, mas ainda não conhecem os benefícios do mercado”, explica Braz Justi, CEO da Esfera Energia, empresa de tecnologia que atua com comercialização e gestão de energia elétrica.

 

Mitos e verdades

 

Para esclarecer alguns pontos sobre o modelo de negócio, Braz responde às principais dúvidas referente ao assunto, pontuando se são verdadeiras ou falsas. 

 

No Ambiente de Contratação Livre posso ter até 35% de economia?

Verdade: No Mercado Livre, os preços dos contratos de energia são negociados e gerenciados pelo consumidor, enquanto no Mercado Cativo o consumidor é passivo ao preço contratado pela distribuidora e que na maioria dos casos é superior aos preços praticados no Livre. Esse cenário de diferentes preços e negociações possibilita que os consumidores tenham uma economia de até 35% na conta de energia. 

 

Não pode exceder ou ficar abaixo do volume contratado?

Mito: O padrão de flexibilidade para contratos de energia no Mercado Livre é de, em média, 10% do volume contratado. Após análise do histórico de consumo e as projeções futuras do consumidor livre, é definido o percentual exato que mais se adequa àquela empresa.

 

Se sobrar energia contratada, posso vendê-la? 

Verdade: Caso o consumo seja inferior ao montante contratado menos a flexibilidade (negativa) prevista no contrato, o consumidor poderá vender essa sobra no Mercado Spot (mercado de curto prazo), ao preço do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças), que é definido mês a mês.

 

Preciso me preocupar em fazer cotações de energia dentro do modelo de negócio mensalmente?

Mito: Todas as cotações de energia são feitas pela gestora responsável pela performance do consumidor no Mercado Livre, e, cabe a ela essa eficiência em comprar a energia no melhor momento e do melhor fornecedor, sempre considerando riscos e preços. O consumidor pode negociar a contratação de energia com a sua comercializadora de acordo com as suas necessidades e especificidades. Dessa forma, é possível negociar volumes, prazos, reajustes, flexibilidades e preços, dando autonomia na tomada de decisão além de maior previsibilidade de gastos quando comparado ao mercado cativo. 

 

No Mercado Livre há isenção das bandeiras tarifárias?

Verdade: Neste segmento, as empresas negociam o preço da energia que será válido por todo o período contratado. Dessa forma, o consumidor não fica sujeito às alterações de bandeiras tarifárias, que influenciam diretamente no preço cobrado pelas concessionárias de energia. 

 

Não existe negociação com energias renováveis?

Mito: Neste mercado, o consumidor tem a possibilidade de escolher qual é o tipo de energia que ele quer comprar, como energias de fontes renováveis como solar ou eólica, diminuindo assim impactos no meio ambiente, reduzindo a poluição atmosférica para tentar controlar os efeitos do aquecimento global.

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