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Indústria transforma recursos naturais em espaços de viver

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A indústria de revestimentos busca a sustentabilidade em todas as etapas de seus processos

Conhecida por sua proposta de design democrático para todos os lares brasileiros, a vertente sustentável ambiental e social da Pointer é um compromisso constante e diário. A empresa de revestimentos cerâmicos orgulha-se de ter a fábrica mais moderna, mais competitiva em custos e com maior eficiência energética e ambiental no país. Tudo isso no coração da Região Nordeste, no município de Marechal Deodoro (AL).

Isso é atestado, inclusive, em reconhecimentos por órgãos de controle, como o prêmio ‘Alagoas Verde’, conferido pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) à Pointer como a empresa mais sustentável em 2016. Tal feito deve-se a uma série de decisões tomadas desde a concepção do projeto da fábrica, utilizando tecnologias construtivas recentes e ergonômicas para o prédio, além da própria definição de um processo produtivo racional, como a opção pela produção da cerâmica em Via Seca.

A fabricação na indústria ceramista separa-se entre Via Seca e Via Úmida, de acordo com a quantidade de água misturada à argila na hora de compor a massa para prensa e modelagem de peças. Na Via Úmida, mais tradicional, 40% da mistura é composta por água, que depois deve ser retirada da massa através de aquecimento e evaporação até que reste apenas 6% dela na mistura. Com a opção pela Via Seca, que usa seis vezes menos água, a Pointer consegue economizar quase 100 mil m³ de água por ano, ou o equivalente ao consumo de 152.578 famílias de quatro pessoas em um dia.

A conta é até simples: a Pointer produz, em sua fábrica no Polo Multifabril José Aprígio Vilela, 1.700.000m² de cerâmica por mês, utilizando 306 mil toneladas de massa. Para processar essa quantidade de argila, ela gasta 21.000m³ de água por ano na Via Seca, enquanto na Via Úmida, o número subiria para 120.000m³ ao ano, usando água de excelente qualidade – o que aumenta ainda a produção de efluentes no tratamento do líquido.

Parte desta água, inclusive, é captada das chuvas. Outras canaletas espalhadas na fábrica conseguem recolher 50% do líquido usado e direcioná-lo para reciclagem, reinserindo no processo produtivo. O resto é devolvido ao meio ambiente através da evaporação natural, fechando o ciclo da água.
Eficiência energética na fábrica

Toda fábrica foi planejada e construída utilizando tecnologias construtivas mais modernas. Outras são até métodos bem simples, como teto alto e paredes afastadas, que facilitam a circulação de ar – como o menor pé direito tem 12 metros de altura, o ar provoca uma corrente natural de refrigeração no pátio industrial até sair pelo domo no teto. A eles, unem-se lâmpadas transparentes prismáticas, que permitem um maior aproveitamento da luz natural, e canaletas em toda extensão do teto para captar água da chuva, usada na umidificação da argila que vai compor a massa de mistura.

Uma série de dutos completam o visual interno da Pointer. São canos que captam o calor dos fornos de queima da cerâmica e os direcionam para a secagem da massa (a evaporação da água que foi inserida através do processo de Via Seca) ou para secagem das peças após prensagem. São gases que atingem temperaturas aproximadas de 450°C que deixam de ser lançados no meio ambiente e permitem, com esse reaproveitamento, a economia na ordem de 10%. Se esse mesmo gás poupado fosse utilizado para abastecer um carro popular, seria suficiente para que o veículo desse uma volta e meia ao redor da Terra a cada dia.

Outra fonte de economia de energia é a presença de placas fotovoltaicas, compondo uma pequena usina de energia solar que abastece as áreas de apoio da fábrica, como guarita e vestiários. O consumo consciente de combustível fóssil (álcool e gasolina) é estimulado com o microônibus para transporte de funcionários à fábrica e a política de caronas entre colegas indo ou voltando do trabalho.

Reaproveitamento de peças quebradas

O cuidado para se evitar desperdícios na quebra de material é outro ponto que vale a pena destacar. A taxa de quebras na Pointer gira em torno de 1% ao ano, o que corresponde a 17 mil metros de piso ou 204.000m² de cerâmica. São, no total, 2860 toneladas de material inerte que pode ser despejado em aterro na natureza e levar milhões de anos para ser degradado naturalmente.

Contudo, a Pointer tem uma característica peculiar na moagem da sua argila, triturando a massa em partículas realmente pequenas, o que lhe permite reciclar até o piso queimado. Desta forma, o material quebrado é novamente britado e misturado à massa que irá compor a modelagem de novas peças.

Automação e ergonomia

Esse tipo específico de moagem não é comum às outras fábricas brasileiras, sendo possível à Pointer graças aos investimentos em maquinário de qualidade. A automação da fábrica é outro diferencial na empresa, por manter os funcionários fora de funções repetitivas ou consideradas de maior grau de exposição a riscos. Por exemplo, máquinas lidam com o empilhamento das caixas de cerâmica, que podem pesar até 35kg cada uma, liberando os colaboradores para funções de controle de produção e qualidade.

“A sustentabilidade contempla o tripé financeiro, ambiental e social, e, na Pointer, procuramos atuar considerando essas três vertentes. Esse é mais um diferencial da empresa, transformar recursos naturais em espaços para se viver e conviver, sem deixar de lado a preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade”, ressaltou Diógenes Ghellere, diretor geral da Pointer.

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