Home Seções Economia Verde Fórum Negócios Verdes discute viabilização do Acordo de Paris
0

Fórum Negócios Verdes discute viabilização do Acordo de Paris

0
0

O Fórum de Negócios Verdes UE-Brasil, realizado nos dias 27 e 28 de novembro, em São Paulo, SP, promoveu encontros entre empresários brasileiros e europeus, representantes de instituições financeiras e do setor público, além de representantes da União Europeia, para discutir as etapas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, no contexto da implementação do Acordo de Paris no Brasil.

Participaram da cerimônia de abertura o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho; a Diretora do Clima da União Europeia, Yvon Slingenberg; o secretário de Mudanças do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Everton Lucero; o vice-presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Alvir Hoffmann; e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn; que, em seus discursos, enfatizaram a importância do evento como oportunidade criar uma plataforma que contribua para alavancar, desenvolver e consolidar negócios sustentáveis.

O embaixador João Gomes Cravinho, lembrou que há dois anos, às vésperas da ratificação do Acordo de Paris, a União Europeia realizou evento no Rio de Janeiro quando foi possível aprofundar o diálogo sobre como o Brasil e a UE poderiam atuar na questão climática, estabelecendo uma parceria estratégica que permitiu durante a Conferência do Clima pensar em conjunto sobre o futuro dos países para os 10 anos a frente. E, agora, este fórum tem o papel de tratar da implementação do Acordo de Paris, discutindo transformações pragmáticas das economias, com o envolvimento do setor privado, que é o que efetivamente fará a mudança do clima acontecer.

“Hoje, estão aqui, empresas e instituições financeiras para pensar o que é necessário para isso. Sabemos que o caminho é longo, difícil, mas fundamental para essa nova realidade que está sendo construída a partir da ratificação do Acordo de Paris”, ressaltou o embaixador.

Yvon Slingenberg, destacou as necessidades do momento para cumprir com os objetivos da UE em relação à redução das  emissões de gases de efeito estufa, para a transformação esperada de economia de baixo carbono: “Vamos precisar de tecnologia inovadora, plataformas de cooperação, ter objetivos claros, regulações e normas focados em negócios verdes, mercados de capitais que operem bem, estruturas de governo adequadas, com políticas que possam apoiar as mudanças”, lembrando que 20 países são responsáveis por 80% da emissão de gases, dentre os quais o Brasil.

Para Everton Luceno, o Acordo de Paris abre nova agenda de oportunidades para a economia sustentável, com o estabelecimento de metas para baixo carbono. “É um grande desafio por tratar-se de uma mudança de rota, para uma nova economia, baseada em baixas emissões no longo prazo: 37% de redução da temperatura até 2025 e 40% até 2030. Sem prejuízo do desenvolvimento econômico. Temos de preparar a economia para receber negócios verdes. Queremos contar com o engajamento e participação de todos para o desenvolvimento sustentável do país.”

Segundo Alvir Hoffmann, a Febraban tem se envolvido em diversas iniciativas de baixo carbono, além de estar desenvolvendo estudos sobre negócios  verdes. “Estamos engajados com as discussões práticas sobre baixo carbono e buscamos promover a  internacionalização de pequenas e médias empresas com esse compromisso. Analisamos projetos e nos organizamos para atender esse mercado tão jovem, sendo que  já oferecemos R$ 309 milhões em empréstimos para negócios verdes.”

Já Ilan Goldfajn, destacou o fórum como uma ótima oportunidade para reunir autoridades e empresas na busca de soluções e apoios aos negócios verdes. “Há um enorme potencial no país para as finanças verdes – sistemas financeiros robustos e sustentáveis – com aplicação de análise de risco ambientais para aplicações financeiras.  Os diálogos estratégicos globais contribuem para as diretrizes no arcabouço regulatório e implementação de políticas socioambientais para todo o sistema financeiro, inclusive o Banco Central.”

Os trabalhos do fórum incluíram mesas-redondas com investidores e reuniões bilaterais sobre agricultura de baixo carbono, restauração florestal, eficiência energética, bioenergia, geração de energia solar.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *