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Estudo destaca potencial da energia fotovoltaica no Brasil

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ENERGIA-SOLARDevido à crise de energia no setor elétrico e ao aumento da conta de luz, o mercado de energia fotovoltaica brasileiro teve crescimento recorde em 2015. E este ano a previsão é que cresça 300%. De acordo com estimativa do governo brasileiro, a tendência é que este mercado movimente R$ 100 bi até 2030. Já no mundo, conforme estudos do Energy Outlook (NEO) de 2016, realizado pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF), a previsão é de um investimento vultoso na casa de US$ 7,8 trilhões de dólares em fontes como eólica, solar e biomassa até 2040.

Os raios solares, além de trazerem a luz e o calor, podem ser aproveitados para a geração de energia tanto na forma de calor como na eletricidade. Para se ter uma ideia, uma hora de sol na superfície da Terra contém mais energia do que o planeta utiliza em um ano. É uma riqueza imensurável. Um dos sistemas mais indicado para aproveitar esta energia é o fotovoltaico (foto que significa em grego “luz” e voltaica (que vem da palavra volt) que é a unidade para medir o potencial elétrico). A principal matéria-prima deste sistema é o silício – presente na maioria dos componentes semicondutores – e o Brasil possui uma das maiores reservas de silício do mundo.

Mas como este processo todo é desenvolvido? O raio solar é transformado em eletricidade em uma célula fotovoltaica, fabricada com materiais conhecidos como semicondutores (silício). As células solares captam a radiação do sol e utilizam os fótons da luz para gerar energia. Esta eletricidade, que está em corrente contínua, passa por inversores – painéis solares – para que seja convertida em corrente alternada com as características da nossa rede elétrica. Em sua maioria, o material destes painéis é feito por células de silício (Si) e pode ser dividido em módulos monocristalinos ou policristalinos. Após passar pelo inversor, esta energia pode ser utilizada em aparelhos elétricos da residência. É importante ressaltar que, mesmo em dias nublados, o módulo fotovoltaico gera energia elétrica, porém numa intensidade menor do que em dias mais claros. Como conhecimento, a radiação solar na região menos ensolarada do país é 40% maior do que na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, que é um dos líderes no uso de energia fotovoltaica.

“A energia fotovoltaica é uma tecnologia extremamente nova no território brasileiro, porém sua instalação é fácil e rápida. O sistema pode ser instalado em telhados residenciais ou comerciais, próximos ou diretamente no local onde é necessária a energia. Ou seja, este sistema independe daquela energia gerada em grandes instalações centrais – hidrelétrica – ou em grandes parques eólicos. Garanto que este sistema tem grande potencial no Brasil”, afirma Hanns Martin Drope, diretor da Divisão de Energia Solar na Fronius do Brasil.

 

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