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EPE e ABiogás estudam mapear biogás no Brasil

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Reunião entre a Abiogás e EPE discutiu a possibilidade de listar as principais fontes potenciais, suas localidades e distâncias das redes de energia elétrica e gás natural

O biogás cada vez mais avança na pauta governamental. No dia 8 de junho de 2017, executivos da Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás) estiveram em reunião na Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE) tratando do potencial do energético na matriz brasileira.

A EPE reconheceu as externalidades positivas do biogás e suas vantagens ambientais e econômicas. O assunto da reunião tratou ainda da possibilidade de mapear as principais fontes potenciais, suas localidades e distâncias das redes de energia elétrica e gás natural. Isso porque o biometano pode aproveitar a tecnologia e infraestrutura consolidada do gás natural no Brasil.

Para o conselheiro da ABiogás, Marcelo Cupolo, a ABiogás e a EPE iniciaram uma agenda positiva para o setor, o que deve trazer maior visibilidade do biogás e do biometano para outros órgãos governamentais e investidores interessados no setor.

No âmbito do Sistema Interligado Nacional (SIN), Cupolo avalia que o biogás terá um papel fundamental na geração distribuída, pois o sistema elétrico necessita de flexibilidade de despacho para complementar a inserção de fontes de geração variável e a diminuição relativa da capacidade de armazenamento de energia em reservatórios deve ser compensada pelo aumento da capacidade de outro tipo de fonte.

“O biogás atende perfeitamente essa condição, pois tem flexibilidade operacional com capacidade de armazenagem e pode ser gerado em praticamente todo território nacional”, diz Cupolo.

Já na questão dos combustíveis, o executivo lembrou que o biometano é um excelente substituto do diesel, podendo suprir 44% do produto consumido no país e parte da demanda de gás natural requerida pelas distribuidoras.

“A indústria do biogás e do biometano só tende a se beneficiar com isso, pois está consolidada no Brasil, possui pegada negativa de carbono, tem estrutura de preço estável, não sofre com oscilações cambiais e variação do preço internacional, tem competitividade frente ao diesel, viabiliza a cadeia de tratamento de resíduos e tem um futuro mercado promissor na área de geração distribuída”, finaliza.

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