Home Notícias Entidade defende subsídios para novas tecnologias redutoras de consumo de água
0

Entidade defende subsídios para novas tecnologias redutoras de consumo de água

0
0

ApecsO Brasil não é o único país a enfrentar uma crise hídrica de grandes proporções. A Austrália já passou por problemas semelhantes, e até mais graves, e adotou uma série de medidas para reduzir o consumo de água e atravessar os períodos de escassez. “Um dos pilares para driblar a crise foi tomar providências de estímulo ao uso de novas tecnologias, tanto nas residências como nas indústrias, para reduzir o consumo de água. Precisamos trilhar o mesmo caminho”, aponta Luiz Roberto Gravina Pladevall, presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente).

A Austrália sofre com alternâncias de seca e inundações, mas entre os anos de 1997 e 2009, enfrentou a chamada “seca do milênio”. Para driblar crises severas, preservando a segurança hídrica do país, os australianos desenvolveram uma série de programas de gestão da demanda e uso racional da água. Por isso, já em 1995, a companhia de abastecimento hídrico de Sydney, a cidade mais populosa da Austrália, com mais de 4 milhões de habitantes, realizou ações para reduzir a demanda per capita de água em 25% até 2001 e 35% em 2011.

“Uma das medidas adotadas pelos australianos foi aumentar a eficiência hídrica nas empresas e moradias oferecendo tecnologias de baixo custo para melhorar a economia de água. Por isso, passaram a subsidiar, por exemplo, equipamentos de uso doméstico como chuveiros e sanitários com maior eficiência no uso de água”, explica Pladevall. Para o dirigente, as autoridades brasileiras podem adotar medidas semelhantes, incentivando as empresas do setor a produzirem kits eficientes de uso da água, inclusive com subsídios do governo.

Assim como no modelo australiano, os brasileiros também podem adotar medidas para as novas construções. “As novas moradias passaram a ser construídas com metas de usar 40% menos água em comparação com as já existentes”, aponta Pladevall. Segundo ele, apesar de o período de chuvas atuais estar atingindo a média hidrológica, a crise hídrica, principalmente na região metropolitana de São Paulo, deve continuar afetando o cotidiano da população nos próximos anos.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *