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Empresários e especialistas nacionais e internacionais debatem as mudanças do clima e seus impactos

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cniA Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai promover, no dia 3 de setembro, no Rio de Janeiro, oCNI Sustentabilidade, que, nesta quarta edição, terá como tema Mudanças Climáticas: desenvolvimento em uma economia global de baixo carbono. O evento vai reunir especialistas brasileiros e estrangeiros, além de empresários e negociadores que estarão três meses depois em Paris, na França, durante a 21ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP-21. O evento ocorre no Hotel Sofitel, em Copacabana. A ideia é debater os riscos climáticos, a inovação na indústria e as expectativas para a COP-21, ocasião em que se espera um grande acordo global para a redução nas emissões de gases de efeito estufa.

Os encontros CNI Sustentabilidade acontecem a cada ano, no Rio de Janeiro, com debates sobre as tendências de mercado, tecnologias inovadoras e oportunidades de negócios que aliam a sustentabilidade e competitividade. A iniciativa é um desdobramento das articulações da indústria brasileira durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20. Desde 2012, a CNI realiza o evento, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), e coloca em pauta temas ambientais relevantes e atuais no cenário mundial. Pelo segundo ano consecutivo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) participa do encontro, na condição de principal patrocinador.

Na solenidade de abertura desta edição do CNI Sustentabilidade, a diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, vai apresentar os resultados de uma pesquisa feita com empresários sobre a sustentabilidade nas indústrias. Na sequência, o professor de Física da Potsdan University (Alemanha) e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2007, Anders Levermann, fará a palestra magna sobre “O que a sua empresa precisa saber sobre o futuro do clima”.

Os três paineis do CNI Sustentabilidade serão moderados pela jornalista Sônia Bridi. O primeiro tratará das estratégias internacionais para as negociações sobre mudanças climáticas. O objetivo é colocar em debate as perspectivas para o acordo que deve ser firmado em Paris. Os debatedores falarão sobre a transição do modelo desenhado no Protocolo de Quioto para os novos moldes do acordo que se espera na COP-21.

No segundo painel, os palestrantes tratarão do gerenciamento dos riscos climáticos. O Brasil é um país vulnerável à mudança do clima, em razão de sua localização geográfica, de sua diversidade biológica e de suas características socioeconômicas. Por isso, as mudanças climáticas representam um risco para os mais diversos setores, como o industrial, que se vê diante da necessidade de usar ferramentas de avaliação de risco. As formas de minimizar esses impactos estarão em debate neste painel.

No terceiro e último bloco, especialistas tratarão dos desafios da inovação e das estratégias de negócios para garantir a competitividade no cenário de transição para uma economia de baixo carbono. Na avaliação da CNI, a aceleração e o aumento da transferência de tecnologia só serão viáveis mediante envolvimento do setor privado, por meio da promoção de um ambiente de negócios favorável aos investimentos.

CONTRIBUIÇÕES – A CNI estará representada na COP-21, a ser realizada entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro, na França. Em junho, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, encaminhou ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o documentoPropostas da indústria brasileira para o novo acordo de mudança do clima, com contribuições do setor industrial para a agenda de mudanças climáticas. A expectativa é que o governo brasileiro considere as sugestões do setor nas negociações de Paris.

No documento, elaborado em parceria com 11 associações setoriais e com as federações estaduais das indústrias, a CNI defende que a proposta brasileira tenha foco no desenvolvimento de longo prazo e seja construída em sintonia com o planejamento energético e com a política econômica do país. Sugere também que o novo acordo inclua mecanismos de mercado que criem condições economicamente atrativas para a participação da indústria, propiciando fontes de financiamento e acesso a tecnologias de baixa emissão. A CNI recomenda, ainda, que o novo acordo climático contemple o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas entre países e que as ações e os esforços de redução das emissões de gases do efeito estufa já empreendidos Brasil sejam reconhecidos e contabilizados nas negociações.

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