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Embrapa desenvolve novo sistema de irrigação solar

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O sistema foi testado no sítio durante um mês e gerou uma grande economia de água e energia
O sistema foi testado no sítio durante um mês e gerou uma grande economia de água e energia

Pesquisadores da Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP), desenvolveram um novo sistema de irrigação solar que economiza água e energia. A nova tecnologia, feita com materiais recicláveis, não usa nenhum tipo de motor e evita o desperdício por causa do sistema de gotejamento. O esquema para montar o equipamento pode ser solicitado no site da Embrapa (https://www.embrapa.br/fale-conosco/sac/).

Feito com mangueiras, garrafas pet e de vidro, o sistema é econômico, além de barato e ecológico. A energia solar é captada por uma garrafa preta, com apenas ar dentro. “A garrafa é preta para absorver o máximo de luz que vem do sol. Absorvendo, ela aquece, expande o ar que está dentro, o ar procura sair, mas encontra a água que está nesta garrafa e empurra a água”, explicou o pesquisador Washington Luiz de Barros Melo.

A água vai para mais uma mangueira que tem pequenos furos e aos poucos as gostas vão caindo e molhando a terra. Do outro lado, uma garrafa também com mangueira, retira água de um galão, por causa da diferença de pressão do ar.

O sistema pode beneficiar tanto produtores rurais, como pessoas que tenham um jardim em casa. “Pode montar esse equipamento usando puramente material reciclável, como garrafas pet e de vidro, tubos plásticos, coisas que se encontra até no lixo. Outra coisa é que pode adicionar na água material fertilizante que vai ser entregue para a própria planta”, afirmou Melo.

Economia
Segundo o pesquisador, o novo sistema ajuda a economizar muito. “Com esse material, um tubo de plástico e as próprias plantas, os tubinhos para as conexões, cola para juntar tudo, não chega a R$ 20. Enquanto, se for usar energia elétrica, motor, uma pequena bomba, ou uma célula solar, vai custar acima de R$ 200”, disse.
O produtor rural Flávio Roberto Marchesin testou o sistema no sítio dele durante um mês. “A economia foi grande. Deixamos de usar muita água para irrigar a verdura. O outro sistema, muitas vezes, acaba encharcando muito e tendo uma perda na produção. Esse é mais controlado, você rega de acordo com o que a planta precisa”, afirmou.

Marchesin acredita que o novo sistema pode ser usado também na zona urbana. “Gostaria que esse produto alcançasse uma escala maior, no meio rural a gente tem muita economia, sem falar no uso urbano, que tem muitas hortas urbanas que podem ter esse equipamento e gerar uma economia muito grande de energia e água”, declarou o produtor rural.

Fonte: G1

 

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