Home Seções Economia Verde Cresce interesse das empresas brasileiras na gestão de GEE

Cresce interesse das empresas brasileiras na gestão de GEE

0
0
Estudos das plataformas do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV/EAESP indicam aumento de empresas brasileiras interessadas na gestão de emissões de gases de efeito estufa
Estudos das plataformas do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV/EAESP indicam aumento de empresas brasileiras interessadas na gestão de emissões de gases de efeito estufa

Mais empresas brasileiras estão divulgando publicamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE) pelo Programa Brasileiro GHG Protocol, o método mais usado mundialmente para publicação de inventários de emissões e a maior base do gênero na América Latina. Em 2016, 20 novas organizações (15% do total de membros) publicaram seus inventários pela primeira vez, sendo que, desde 2008, ano de criação do sistema, a participação de organizações cresceu em 404%. O relatório completo foi apresentado no último dia 8, durante evento no anfiteatro do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Segundo o gestor do Programa Brasileiro GHG Protocol, George Magalhães, o inventário é o primeiro passo para a transição de uma organização para a economia de baixo carbono – que deverá prover os mesmos produtos e serviços para a sociedade, porém com menos emissões de GEE. Pela leitura dos inventários, é possível ter uma visão das emissões de GEE da organização e um panorama das principais oportunidades relacionadas à gestão de suas emissões.

O Programa Brasileiro GHG Protocol é uma iniciativa do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do World Resources Institute (WRI), com apoio do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento

Sustentável (CEBDS), Ministério do Meio Ambiente (MMA), da Embaixada Britânica e do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD).

Em atividade desde 2008, o Programa Brasileiro GHG Protocol conta atualmente com 136 organizações membro que estão divididas em indústrias de transformação (48 empresas – 35,29% de representatividade do número total); atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (15 – 11,03%); eletricidade e gás (12 – 8,82%); comércio/reparação de veículos automotores e motocicletas (8 – 5,88%); atividades profissionais, científicas e técnicas (7 – 5,15%); construção (6 – 4,41%); outras atividades de serviços (6 – 4,41%); agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (5 – 3,68%), indústrias extrativas (5 – 3,68%); informação e comunicação (5 – 3,68%); saúde humana e serviços sociais (5 – 3,68%); transporte, armazenagem e correio (5 – 3,68%); educação (4 – 2,94%); administração pública, defesa e seguridade social (1 – 0,74%); água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (1 – 0,74%); alojamento e alimentação (1 – 0,74%); artes, cultura, esporte e recreação (1 – 0,74%); e atividades administrativas e serviços complementares (1 – 0,74%).

Nesse ciclo, o grupo de membros do Programa Brasileiro GHG Protocol publicou 336 inventários de emissões, referentes a 133 organizações membro – o número de inventários é maior que o de organizações, pois os participantes podem optar por desagregar o relato de suas emissões por meio dos inventários das matrizes, controladas e unidades.

Em 2016, 21% dos participantes (29 organizações) optaram por essa possibilidade, sendo realizando o relato desagregado e aumentando timidamente o percentual de 2015 (27 organizações – 20%). Vale ressaltar que, em 2011, ano de introdução do relato desagregado, esse grupo foi de apenas 4 organizações (4% do total), o que denota uma busca das organizações por aumentar o nível de detalhe dos dados publicados, aumentando também a capacidade de análise dessas informações por seus stakeholders.

O relato desagregado é um passo importante para uma organização gerir de maneira mais completa e minuciosa suas emissões, uma vez que os dados podem ser analisados separadamente para cada unidade de negócio ou planta. Dessa forma, é possível captar os resultados da execução da estratégia de gestão de carbono da organização de maneira mais robusta. O aumento significativo do relato desagregado mostra uma evolução da percepção dos membros do Programa nesse sentido.

QUALIFICAÇÃO DOS INVENTÁRIOS

O Programa Brasileiro GHG Protocol possui três categorias para qualificação dos inventários, que são atribuídas aos inventários de cada ano de acordo com a qualidade e abrangência da informação relatada:

  • Selo Ouro: inventários completos e verificados por terceira parte, acreditada pelo Inmetro. Em 2016, 67 organizações receberam este selo, representando 49% do total dos membros. Em 2008, os inventários representavam apenas 9% do total;
  • Selo Prata: inventários completos. Somando estes aos inventários com Selo Ouro, temos 94% do total de inventários publicados;
  • Selo Bronze: inventários parciais, com alguma exclusão de fonte de emissão direta (escopo 1) ou emissão indireta por compra de energia (escopo 2).

A qualificação nas categorias Ouro, Prata e Bronze refletiu a tendência que se configurou nos últimos anos no Programa: uma evolução no monitoramento das emissões por parte das organizações, perceptível no aumento da representatividade dos inventários completos e verificados que, em geral, possuem maior qualidade das informações relatadas.

EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA (GEE)

O método GHG Protocol define três escopos para a contabilização das emissões nos inventários (Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3), evitando também a dupla contagem das emissões por mais de uma organização e garantindo a comparabilidade interna ao longo dos anos:

Escopo 1 – Emissões diretas: são aquelas provenientes de fontes que pertencem ou são controladas pela organização, como, por exemplo, as emissões de combustão em caldeiras, fornos, veículos da organização, emissões do processo produtivo, emissões de sistemas de ar condicionado e refrigeração, entre outros. As emissões de Escopo 1 são de responsabilidade direta e exclusiva da organização inventariante.

Escopo 2 – Emissões relacionadas à compra de energia: devem ser contabilizadas no Escopo 2 as emissões indiretas de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica e térmica que é consumida pela organização, ou seja, as emissões que ocorrem para gerar a energia que é consumida pela organização.

Escopo 3 – Emissões indiretas: as emissões indiretas de GEE são aquelas que englobam as atividades ao longo da cadeia de valor da organização. Estas fontes de emissão indireta não são controladas pela organização inventariante, mas acontecem por consequência de suas atividades. Mesmo se tratando de emissões indiretas, em diversas organizações, são fontes muito significativas, e sua contabilização é essencial para garantir uma gestão de emissões coerentes.

Total de emissões de GEE publicadas (soma dos inventários de 2015 das 136 organizações):

Escopo 1 (emissões diretas) = 98,1 milhões tCO2e

Escopo 2 (emissões indiretas de energia adquirida) = 8,3 milhões de tCO2e

Escopo 3 (outras emissões indiretas) = 294,3 milhões de tCO2e

EMISSÕES DE ESCOPO 1

No que diz respeito às emissões diretas (Escopo 1), destacam-se números expressivos: o total relatado pelas 136 organizações do Programa Brasileiro representam aproximadamente 9% do total das emissões de GEE nacionais,[1] descontadas as emissões de Mudança do Uso da Terra e Florestas.

A ordem de grandeza das emissões de Escopo 1 das organizações varia bastante conforme seu porte e tipo de atividade, o que pode ser notado na tabela abaixo:

 

Emissão escopo 1 (tCO2e) Nº organizações % do total de membros
0 a 9 mil 73 54%
9 a 500 mil 43 31%
mais de 500 mil 20 15%

O fato de mais de 50% das organizações membro do Programa Brasileiro GHG Protocol apresentarem emissões abaixo de 9 mil tCO2e mostra que a mensuração das emissões de GEE (e a transparência em sua publicação) está na pauta das organizações em diferentes elos da cadeia de valor – não sendo restrita apenas às grandes empresas.

À medida que a realização de inventários é disseminada como prática em empresas de menor porte que compõem cadeias de valor de grandes empresas, aumenta-se a capacidade de troca de informações entre elas, dando mais alcance e qualidade aos seus inventários.

Apesar de um número menos representativo de empresas, em relação ao total de membros, o grupo com emissões diretas (Escopo 1) superiores a 500 mil tCO2e tem papel importante quando analisada a magnitude de suas emissões. O potencial de redução de emissões dessas empresas, se realizado, tem impactos relevantes na transição do Brasil para uma economia de baixo carbono.

Bem como o visto entre os anos de 2013 e 2012, a diferença de emissões de 2015 para 2014 não reflete, necessariamente, um aumento das emissões dos membros do PBGHGP, sendo mais bem explicada pela entrada no Programa de grandes empresas que, pela magnitude de suas operações, contribuem para o aumento das emissões totais dos membros do Programa.

Acompanhando a tendência dos últimos anos, as emissões diretas (Escopo 1) de 2015 encontram-se principalmente concentradas em combustão estacionária (39% do total), Processos Industriais (32% do total) e combustão móvel (19% do total) que, juntas, correspondem a aproximadamente 90% do total dessas emissões.

 EMISSÕES DE ESCOPO 2

 A relação das emissões associadas à energia consumida por uma empresa (Escopo 2) com o fator de emissão do SIN (Sistema Interligado Nacional) é um critério sensível pois, para mitigar as emissões do consumo de energia, em geral, as opções das organizações se limitam a: i) diminuir o consumo energético de suas atividades ou ii) comprar energia de fontes menos emissoras no mercado livre.

Por sua vez, as emissões associadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) – que conecta as geradoras de energia aos consumidores de todo o país – dependem muito mais das políticas de planejamento energético (escolha de fontes geradoras que gerarão eletricidade) e de variáveis climáticas (regime de chuvas, temperatura, por exemplo) do que da atuação das organizações consumidoras, principalmente aquelas que compram eletricidade no mercado cativo. Assim, a variabilidade do fator de emissão do SIN impacta diretamente as emissões de Escopo 2.

A partir dessas informações, nota-se que:

  • Houve uma redução de 13% das emissões de Escopo 2 (de 9,6 MtCO2e para 8,3 MtCO2e), em relação às emissões de 2014;
  • Nota-se uma redução da média anual do fator de emissão do SIN em 8,1%, em relação ao fator de emissão de 2014.

Além desses dados, em 2015, o consumo de energia elétrica do grupo de membros representou 14% da energia elétrica total gerada no país, se descontada a parcela da energia utilizada para consumo residencial.

EMISSÕES DE ESCOPO 3

 Nos inventários de 2015, 88% das organizações participantes (120 organizações) contabilizaram ao menos uma fonte de emissão de GEE da sua cadeia de valor (Escopo 3). Considerando que o relato de Escopo 3 é opcional, esse alto índice de relato demonstra uma percepção das organizações em relação à importância do envolvimento da cadeia de valor na mensuração de emissões de GEE, disponibilizando mais informação para apoiar a tomada de decisão e possibilitando a busca por soluções conjuntas entre stakeholders para a mitigação emissões de GEE.

De um total de 15 categorias possíveis de Escopo 3, quatro categorias foram relatadas por mais de 50% das organizações, sendo que a categoria 6 (Viagens a negócios) foi contabilizada por 85% das 120 organizações que incluíram o Escopo 3 em seus inventários.

 

Categoria de Escopo 3 Nº organizações %
Transporte e distribuição (upstream) 76 63%
Resíduos gerados nas operações 65 54%
Viagens a negócios 102 85%
Deslocamento

de funcionários

(casa-trabalho)

62 52%

INDICADORES DE INTENSIDADE CARBÔNICA E METAS DE REDUÇÃO DE EMISSÕES DE GEE

Nos últimos anos, demonstrando o amadurecimento de suas práticas de gestão de carbono, algumas organizações, a fim de aprimorarem o monitoramento de suas emissões, passaram a comunicar os indicadores de intensidade carbônica que estão sendo utilizados para monitorar o desempenho de suas operações. Isso é fundamental para o acompanhamento da eficácia da estratégia de gestão de carbono das organizações.

  1. 1.      Indicadores de Intensidade Carbônica

Em 2016, um número expressivo de organizações relatou já ter desenvolvido e estar monitorando algum tipo de indicador de intensidade relacionado à gestão de carbono. Dos 136 membros do Programa Brasileiro GHG Protocol, 52,2% (71 organizações) publicaram ao menos um indicador de intensidade carbônica de suas operações.

A maioria dessas organizações é de grande porte, porém nota-se um crescimento significativo dessa prática nas organizações de médio e pequeno portes, em comparação aos inventários publicados em 2015, demostrando que o amadurecimento da gestão do carbono já se reflete em organizações menores.

Com base nas informações qualitativas apresentadas pelas organizações, a maioria dos indicadores relatados (74,6%) são de ordem física, ou seja, que são atrelados a indicadores produtivos ou dos serviços prestados – por exemplo: emissão de CO2e/tonelada de produto entregue; emissão de CO2e/cliente atendido.

  1. 2.      Metas de Redução de Gases de Efeito Estufa

Em 2016, apenas 17 organizações (12,5%) publicaram informações sobre suas metas de redução das emissões de GEE, um passo importante no combate ao aumento global da concentração de GEE.

Das empresas que comunicaram suas metas de redução de emissões de GEE, todas são de grande porte e com emissões de GEE significativas. Isso não significa que outros membros do Programa Brasileiro, incluindo os de médio e pequeno portes, não tenham metas de redução de emissões, mas simplesmente que eles não publicaram tais informações.

As metas relatadas pelos membros foram, em geral, metas de redução absoluta – o que significa que possuem quantidades fixas de redução de emissão, não estando atreladas à variação de outros indicadores (o que as tornaria metas relativas).

***

PARTE 2 – SISTEMA DE COMÉRCIO DE EMISSÕES

 O GVces da FGV/EAESP também apresentou dados de 2015 da simulação do Sistema de Comércio de Emissões da Plataforma Empresas pelo Clima (SCE EPC), também do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getulio Vargas. Os dados de emissão do SCE EPC são reais, com base no Registro Público de Emissões do Programa Brasileiro GHG Protocol (apenas as emissões de Escopo 1 são consideradas). Em 2015 foi coberto pelo SCE EPC cerca de 35 milhões de toneladas de carbono equivalente, considerando as emissões diretas das empresas participantes. A iniciativa apresentou em 2016 um aumento de 30% no número de empresas participantes se comparado a período anterior – 23 organizações em 2015 e 30 em 2016.

A simulação tem como objetivo oferecer ao setor empresarial uma experiência realista sobre o funcionamento de um sistema cap and trade. Ou seja, um sistema de comércio de emissões (trade) que busca restringir a quantidade de GEE das fontes cobertas em uma região ou país dentro de um limite preestabelecido (cap).

O SCE tem o objetivo de envolver empresas nacionais no debate sobre precificação no Brasil, promover avanços na gestão de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e apresentar proposições para políticas públicas relacionadas a um potencial instrumento de mercado no País. O Instituto BVRio é parceiro do GVces na Iniciativa,  disponibilizando a plataforma de negociação BVTrade: um registro dos títulos em circulação (permissões de emissões e offsets), ambiente eletrônico de negociação e plataforma eletrônica de leilões e mercado secundário, em que empresas, operadores especiais de mercado (banco de investimento e provedor de offsets) e comitê gestor interagem.

No ciclo 2015, o SCE EPC limitou as emissões do Escopo 1, do grupo de empresas participantes, em 30.782.427 tCO2e (cap global), o que representa uma redução de 12% (em relação ao nível de 2013). Entretanto, tais empresas apresentaram emissões diretas 9% acima do limite estabelecido (33.600.767 tCO2e). Entre 2013 e 2015, as empresas reduziram 3% de suas emissões diretas.

As empresas participantes têm como objetivo conciliar suas emissões (entregar ao Comitê Gestor títulos, permissões e offsets, na quantidade equivalente às emissões do período) pelo menor custo possível. Das 24 empresas participantes,[2] dez conseguiram conciliar suas emissões de 2015, e quatro se aproximaram da conciliação. Dez empresas deixaram de conciliar.

A indústria de transformação é um dos setores mais representativos do SCE EPC 2015, composto por seis empresas, e responsável por cerca de 80% das emissões de todos os participantes. Em 2015, apenas três empresas deste setor conciliaram suas emissões. Entre 2014 e 2015, o setor apresentou no âmbito do SCE EPC um decréscimo de aproximadamente 4% das emissões.

Já o setor de serviços, que conta com a participação de seis empresas, é responsável por 0,29% das emissões do grupo em 2015, sendo o setor com maior aumento de emissão, 43%, entre 2014 e 2015. Duas empresas de serviços conciliaram suas emissões.

O setor elétrico cobre 6% das emissões dos participantes, conta com três empresas dos subsetores de geração, transmissão e distribuição, e duas empresas conseguiram conciliar suas emissões. A emissão deste setor permaneceu praticamente estável entre 2014 e 2015.

No mercado secundário (spot), a permissão teve ao longo do ciclo (março) uma valorização de 40%. No início do ciclo foi negociada pelo valor médio de Ec$ 25, já no último mês (novembro) seu preço médio foi de Ec$ 35,10, entretanto, chegou a ser negociada por Ec$ 41,50 – EPCents (Ec$) é a moeda fictícia, com paridade ao real,  criada no âmbito das Regras e Parâmetros do SCE EPC.

No mercado primário (leilões), a demanda foi em média 81% maior do que a oferta. Também neste mercado o preço da permissão valorizou-se progressivamente. O último leilão registrou o preço de fechamento em Ec$ 46, sendo que o preço de abertura do 1º leilão foi de Ec$ 22.  Os preços de fechamento dos leilões foram em média 17% maiores que os preços de abertura.

A média do indicador financeiro (custo médio líquido de adquirir títulos no mercado do SCE EPC) foi de aproximadamente Ec$ 30 por tCO2e. Entre o grupo de empresas que conciliaram suas emissões, o menor indicador financeiro foi de Ec$ 21,11, e o maior, de Ec$ 40.

Notas:

[1] A representatividade das emissões com relação às emissões nacionais foi estimada pela equipe do Programa Brasileiro GHG Protocol a partir da base de dados do SEEG – Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa, utilizando a série histórica das emissões nacionais e extrapolando os dados para 2015, que ainda não estão disponíveis no SEEG.

[2] Considerando que uma empresa participa com dois players, devido às distintas atividades de seus negócios.

 

 

 

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *