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BNDES cria nova metodologia para financiamento no mercado livre de energia

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O BNDES propõe novos preços para balizar o financiamento de projetos de energia com venda no Mercado Livre
O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) estuda nova forma de concessão de crédito para empreendimentos destinados ao mercado livre de energia: preço suporte. A proposta é considerada pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e demais agentes do setor uma grande vitória.
O mercado livre de energia tem, atualmente, 34% do parque gerador em construção. O BNDES atento aos movimentos desse setor, em 2018, desenvolveu o conceito do PLD de Suporte (Preço das Liquidações das Diferenças de Suporte), que representa o risco pelo qual o banco está disposto a correr no longo prazo pela energia não contratada de um empreendimento.
Baseado nesse conceito, o BNDES construiu uma carteira com 13 projetos, totalizando 2,7 GW de capacidade, dos quais 818 MW são eólicas.
A Abraceel em parceria com o banco realizou workshop no dia 06.11, com seus associados e profissionais do BNDES para discutir a proposta. A superintendente da área de energia do banco, Carla Primavera, destacou que foi com base nas sugestões recebidas pelos agentes, principalmente da Abraceel, que chegou a três importantes conclusões: i) o PLD suporte é muito atrelado ao Mercado de Curto Prazo; ii) a aplicação do PLD mínimo é ineficaz como teste de solvabilidade dos projetos; e iii) o mercado livre possui referenciais de preços. Em razão disso, foi criado o preço suporte.
Atualmente, o banco trabalha com financiamentos à Taxa de Longo Prazo (TLP) acrescidos de 1,3% ao ano de spread básico, além do spread de risco, que será o produto da análise do banco.
A política de financiamento de, no máximo, 80% do investimento poderá chegar a 100% dos itens financiáveis. Carla Primavera esclareceu durante o workshop que o preço suporte será corrigido pela inflação e foi calculado com base em um mix de preço de plataformas de comercialização, carteira do banco e preços públicos negociados.
A superintendente explicou ainda que essa nova forma de concessão de financiamento que o banco estuda criar é a proposta mais aderente possível à realidade do mercado livre, capaz de se adequar a diferentes estratégias para que os comercializadores tenham um papel de destaque, oferecendo contratos que sustentem novos projetos.
Há anos a Abraceel busca uma forma sustentável de obtenção de crédito para a expansão do mercado livre de energia e informa que os debates sobre o novo preço suporte pautarão novos encontros com o BNDES.

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