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Autoridades do governo marcam presença no 21º ENAIQ

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Momento do Enaiq 2016 - Encontro Anual da Indústria Química (Foto: Alberto Murayama)
Momento do Enaiq 2016 – Encontro Anual da Indústria Química (Foto: Alberto Murayama)

A Abiquim divulgou “O Desempenho da Indústria Química Brasileira” durante a 21ª edição do ENAIQ – Encontro Anual da Indústria Química, realizado no WTC Events Center, em São Paulo, no dia 2 de dezembro.

Refletindo a grave situação do setor, a indústria química brasileira caiu da 6ª para a 8ª posição no ranking mundial, que considerou o faturamento de 2014, quando a indústria nacional faturou US$ 147 bilhões, para a oitava posição no ranking de 2015, quando a indústria faturou US$ 111,8 bilhões, sendo ultrapassada por Índia e França. Os primeiros colocados permanecem: China, Estados Unidos, Japão, Alemanha e Coreia do Sul. O setor químico brasileiro, no entanto, subiu para a terceira posição no PIB industrial, estimulado pela queda da indústria automobilística e construção civil, representando 10,4% de toda a indústria de transformação.

A indústria química brasileira deverá encerrar 2016 com um faturamento líquido de US$ 113,5 bilhões, segundo estimativa da Abiquim e associações específicas dos segmentos ligados ao setor.

O faturamento estimado para o ano é 1,4% superior ao registrado em 2015, quando a indústria química faturou US$ 111,8 bilhões. Entre os segmentos, o destaque é o de Produtos Químicos de Uso Industrial, representados pela Abiquim, que deverá encerrar 2016 com um faturamento de US$ 54,9 bilhões. Já o déficit da balança comercial de produtos químicos deverá fechar o ano em US$ 16,9 bilhões, pois o Brasil importou US$ 26,7 bilhões em produtos químicos e exportou US$ 9,8 bilhões.

Durante a abertura do ENAIQ, o presidente do Conselho Diretor da Abiquim, Marcos De Marchi, contou que o cenário econômico do País em 2016 afetou o desempenho do setor, mas que a perspectiva é de um cenário melhor ainda no início do próximo ano. Ele explicou que a indústria opera com 80% de sua capacidade e antes de investir em novas plantas ou expansões os empresários trabalham para aumentar o índice de operação. “No entanto é necessário ter garantia de fornecimento de energia elétrica e matéria-prima a preços competitivos e por longo prazo para que possa haver mais investimentos”, concluiu.

O deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Química no Congresso Nacional, Antonio Imbassahy (PSDB/BA), também participou da abertura do ENAIQ. Em seu discurso, o parlamentar afirmou que o País atravessa um momento delicado, com dificuldade de relacionamento entre os poderes. “É necessário continuar com os esforços para restabelecer a confiança dos empresários no ambiente de negócios e agilizar as reformas estruturantes, a segurança jurídica e a modernização da legislação, o que serão fundamentais para a retomada do desenvolvimento”.

Petrobras

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, abordou em sua apresentação os fatores que levaram ao endividamento da empresa, que representou no ano passado 70% do caixa gerado, e o que tem sido feito para reduzi-lo. “Mudamos nossa visão e estamos tomando ações para transformar a Petrobras em uma empresa integrada em energia com foco em óleo e gás, que evolui com a sociedade, gera valor e tem capacidade técnica única”. Parente também destacou nova governança corporativa, que inclui a mudança no conselho e nos comitês estatutários e a realização de um “background check” do histórico profissional de todos os candidatos às vagas a partir do nível gerencial. Ao final da apresentação, Parente respondeu a perguntas da plateia.

O presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, anunciou ao público do ENAIQ o novo presidente da Frente Parlamentar Mista pela Competitividade da Cadeia Produtiva do Setor Químico, Petroquímico e do Plástico (FPQuímica) o deputado federal João Paulo Papa (PSDB/SP), que era o coordenador do setor de Saneamento da Frente. Figueiredo explicou que a escolha do deputado Papa pelos parlamentares integrantes da FPQuímica para o cargo se deve à sua atuação em temas relevantes à indústria química. “O deputado é um político com longa experiência e já foi prefeito de Santos, que é parte de uma região onde a indústria química e petroquímica tem um polo importante. Tenho certeza que o deputado nos ajudará a dialogar com o governo as medidas para melhorar o setor”.

Já o deputado federal e novo presidente da FPQuímica lembrou que a indústria química é uma atividade essencial para a cidade de Santos. “O polo petroquímico é uma das bases de sustentação econômica e equilíbrio social para minha região. Hoje posso dar uma contribuição importante para o desenvolvimento do País, trabalhando em questões para melhorar a logística, acabar com o contrabando de produtos entre outras ações para melhorarmos o ambiente para o setor. Minha primeira missão é selecionar parlamentares que possam se comprometer com a agenda química. Em sequência dialogaremos com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, para que seja criado um grupo executivo para tratar do tema”, contou o deputado Papa.

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, encerrou o evento e destacou a importância da indústria para o desenvolvimento de um país. “A atividade industrial qualifica e eleva o padrão da mão de obra”. Serra ainda contou que é necessário reduzir o custo Brasil por meio de mudanças financeiras, tributárias e investimento na infraestrutura. “Qualquer política que vise melhorar a competitividade dos produtos nacionais precisa levar em consideração esses fatores”. Em sua atuação no ministério ele explicou que existem mais de 50 acordos comerciais que não foram concretizados com os Estados Unidos e pediu à Equipe Técnica do Ministério para que fossem escolhidos 10 acordos, que serão dados sequência e o mesmo procedimento será efetuado em relação ao Canadá.

O 21º Encontro Anual da Indústria Química contou ainda com as apresentações do presidente mundial da Basf, Kurt Bock, do presidente das Empresas Artecola, Eduardo Kunst, do presidente da Braskem, Fernando Musa, e do economista e sócio da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros.

O ENAIQ também recebeu a senadora Kátia Abreu (PMDB/TO), o deputado federal Orlando Silva (PCdoB/SP), o deputado federal Vinicius Carvalho (PRB/SP), a deputada estadual Any Ortiz (PPS/RS), o ex-deputado federal, Vanderlei Siraque (PT/SP), o Diretor do Departamento de Investimentos e Complexos Tecnológicos (DEICT), Leonardo de Paula Luiz e a chefe do departamento da indústria química do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Priscila Branquinho das Dores.

Outros detalhes sobre a programação do evento poderão ser conferidos em newsletter a ser divulgada na próxima semana. As apresentações já estão disponíveis no hotsite do evento: www.enaiq.org.br

O ENAIQ teve patrocínio de Basf, Birla Carbon, Braskem, Clariant, Deten, Dow, DuPont, Elekeiroz, Kraton, Lanxess, Nitro Química, Oxiteno, Química Geral do Nordeste, Rhodia Solvay, Solvay Indupa, Sura Seguros, Ultracargo, Unigel, Unipar Carbocloro, Videolar-Innova e White Martins.

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