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Aprobio volta a defender biodiesel na frota de ônibus em SP

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aprobioO diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO) Julio Minelli participou, dia 19 de novembro de 2015, de mais uma reunião da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade da Câmara de Vereadores de São Paulo. O encontro teve como pauta a licitação para renovação da frota de ônibus dos transportes públicos da cidade, com concessão pelos próximos 20 anos.

Presidida pelo vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da Frente, e seu vice-presidente, vereador Ricardo Young (PPS), a reunião atraiu uma série de representantes da sociedade civil organizada como a Associação de Veículos Elétricos, Sindicato de Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo, e Greenpeace.

Todos cobraram do poder público municipal o cumprimento da Lei 14.933/2009 que prevê a redução progressiva do uso dos combustíveis fósseis e a utilização, em 2018, de combustível renovável por todos os ônibus do sistema de transporte público de São Paulo. O edital da licitação não contempla explicitamente este ponto, embora previsto na Lei.

Em sua manifestação, o diretor da APROBIO lembrou que a indústria nacional de biodiesel deve fechar o ano com cerca de 4 bilhões de litros produzidos para atender a mistura obrigatória de 7%, mas tem capacidade para produzir mais de 7 bilhões. “Portanto, há como expandir a produção para atender o cumprimento da lei na cidade de São Paulo, bem como em outras regiões metropolitanas”.

Minelli lembrou a participação da Associação na última reunião da Frente, realizada em agosto deste ano, e ressaltou sua preocupação com a apresentação do SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo) que descartou totalmente o uso do biodiesel como alternativa para cumprimento da lei.

Depois daquele encontro a APROBIO tentou uma audiência com o secretário de transportes Jilmar Tatto (PT) que indicou o superintendente da SPTrans, João Carlos Fagundes, para a reunião. Antes disso, a Associação teve uma agenda com o SPUrbanuss para tratar da inserção do biodiesel na frota municipal de coletivos, quando foi exposta uma série de argumentos contrários, sobretudo a falta de disponibilidade de equipamentos para seus veículos rodarem com o biocombustível.

O diretor da APROBIO lembrou na reunião que em Curitiba rodam, há mais de seis anos, ônibus movidos 100% a biodiesel, sem necessidade de adaptação dos motores, mas apenas o plano de manutenção dos veículos.

Minelli ressaltou que na capital paranaense houve o cuidado de realizar a manutenção dos veículos de forma mais frequente com revisão e troca de óleo na metade do tempo que a recomendação da fábrica para uso de diesel fóssil. Com o decorrer dos testes, constatou-se que esse período poderia ser estendido e hoje ele já é de 75% do período recomendado pelo fabricante.

Minelli lembrou que em uma apresentação do Ministério das Minas e Energia há pouco mais de 15 dias foi demonstrado que até o preço do biodiesel hoje é mais competitivo que o do diesel em vários estados, inclusive em São Paulo.

Em função desses pontos, o diretor da APROBIO reafirmou que há no mercado equipamentos e biodiesel disponíveis para cumprimento da lei de mudanças climáticas da capital paulista.

Por fim, ele disse a todos os presentes que, de acordo com o estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade – coordenado pelo professor Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP – se a mistura de biodiesel no diesel fóssil fosse ampliada para 20% na região metropolitana da cidade poderiam ser evitadas quase duas mortes por dia, pois seriam 7.319 a menos deste ano até 2025, e mais de 45 mil internações hospitalares por problemas respiratórios causados pela poluição da queima de combustível fóssil no mesmo período.

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