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ABEEólica lança campanha em Comemoração ao Dia Mundial do Vento

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abeeolica2O Dia Mundial do Vento ou Global Wind Day é celebrado no dia 15 de junho. Desde 2010, o GWEC – Global Wind Energy Council, em parceria com a EWEA – European Wind Energy Association,organizam ações ao redor do mundo para comemorar esta data. O objetivo é informar à população sobre a importância de desenvolver uma matriz elétrica com participação das energias renováveis complementares, em especial a fonte eólica. Segundo eles, é um dia para descobrir o vento e seu poder.

A ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica, como apoiadora deste movimento mundial, realizou uma campanha nesse ano, a fim de divulgar essa importante data ainda desconhecida por grande parte da população brasileira. Milhares de pessoas em todo mundo estão envolvidas com a produção de energia a partir dos ventos, mas para muitos essa fonte de energia ainda é um mistério.

Para Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica, no dia 15 de junho podemos comemorar, em todo o mundo, as grandes conquistas da fonte eólica e celebrar os ganhos socioambientais intrínsecos a esta fonte.

Assim, a ABEEólica decidiu expor, em pontos estratégicos da cidade de São Paulo, a maior do Brasil, um anúncio comemorando a data e informando a população sobre os benefícios da fonte eólica. Nesta campanha foram disponibilizados dados socioambientais, como a geração de 100 mil postos de trabalho, o abastecimento de 12 milhões de residências, e a emissão de 12 milhões de toneladas de CO2 evitadas.

“A campanha da ABEEólica para o Dia Mundial do Vento tem como objetivo divulgar os benefícios e princípios da energia eólica, que tem a força dos ventos como fator fundamental para a geração de energia limpa, renovável e competitiva”, afirma Elbia.

O Setor Eólico Brasileiro tem muito que comemorar e divulgar, tanto à performance dos parques eólicos e o consequente atendimento energético às demandas do Sistema quanto ao desenvolvimento efetivo de toda uma cadeia produtiva.  Em termos de energia gerada em 2014 houve um recorde de 2.155 MW médios no mês de outubro e que respondeu por 20% da demanda no Nordeste.

No dia 11 de junho foi registrado mais um recorde de geração eólica no Subsistema Nordeste, atingindo 2.779 MW, o que representa 27% da carga deste Subsistema com um fator de capacidade de 71%.

Ainda com relação ao fator de capacidade dos parques eólicos do país está cerca de 10 pontos porcentuais acima dos melhores indicadores que se conhece na Europa e que se situam entre 28% e 31%.

“Terminamos o ano de 2014 com 238 parques e 5,9 GW em capacidade instalada. O Brasil mostra que é definitivamente um país atrativo para investimentos em energia eólica. No ano passado essa capacidade nos colocou entre os 10 maiores países em termos de usinas, o 4º maior em termos de investimentos e o 2º em atratividade, perdendo apenas para a China”, informou Elbia.

Reforçando o efeito da complementariedade entre as fontes, a executiva afirma: “a fonte eólica mostra que é altamente complementar às hidrelétricas”, e lembrou ainda que a geração pela força dos ventos devolveu R$ 3,5 bilhões aos consumidores por meio da Coner, a conta de energia de reserva.

Seguindo o planejamento para 2015 a projeção é de que o país encerre o ano com 9,6 GW de capacidade instalada. Se essa previsão se confirmar, o país avançará para um patamar entre 4º e 5º maior entre os países do mundo que possuem geração eólica. Esse volume vem associado à ampliação da cadeia de produção nacional que foi exigida e atendida pelas regras do BNDES que é a principal fonte de recursos para a continuidade desses investimentos no longo prazo, e cujas regras de conteúdo nacional estarão totalmente implementadas em junho de 2016. Em 2014, o Brasil recebeu R$ 18 bilhões em investimentos em energia eólica, e grande parte desses aportes foi financiado pelo BNDES.

Elbia ressalta que os dados positivos constatam que o Brasil tem muito o comemorar. “Os desafios do setor estão sendo superados com louvor e também porque vislumbramos um promissor futuro para a fonte que mais cresce no país”, aponta.

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